capítulo 1

1152 Words
-- * Nicole Brigitte * -- *** Existe momentos em nossas vidas que definem quem somos, ou o que queremos ser. Mesmo se achamos que já sabemos passar por tudo, mais um momento vem e nos mostra o contrário; e não é diferente pra mim. Perder minha mãe com dezessete anos não foi fácil, ainda mais quando seu pai fica com a saúde debilidade alguns meses depois - essa notícia me destruiu - nos fazendo ter que se mudar para Los Angeles, deixando para trás nossa vida em Florianópolis, no Brasil. Para mim, essa mudança não foi tão radical assim, já que minha mãe era gringa e morei por um ano no Canadá, já meu pai não estava acostumado e sua vida seria entre casa, médico, médico, casa. Passamos os primeiros anos até que tranquilos em uma pequena casinha, usando a herança de minha mãe para as despesas... Mais tudo é bom no começo. Assim que completei meus dezoito anos as despesas ficam mais apertadas, a herança da minha mãe estava acabando e não vai mais da onde tirar dinheiro, o que não me dava outra opção a não ser procurar um emprego. Comecei com garçonete, um ano depois balconista de uma lanchonete, mais um ano depois, limpeza de restaurante e agora com meus vinde e dois anos, segui como babá. Sou babá de duas crianças, um casal. A garota Julia de cinco anos e o garoto Daniel de dez. Seus pais são o senhor e a senhora Colins, uma família de quase social média. Tive que passa a morar com eles para conseguir seguir as rotinas das crianças que é no entanto meio... Agitada. Termino de escovar meus dentes, o relógio batia as cinco e vinde da manhã. - horário que eu acordo em dias de trabalho - Aproveito meu tempinho para tomar um banho, colocar meu uniforme que era composto por uma calça legging preta e uma blusa branca - um uniforme bem clichê eu diria - amarro meus cabelos andulados em um coque, fazendo algumas mechas da franja se soltarem, dando um charme ao simples e prático penteado. Vou para a cozinha, geralmente encontro senhor Colins acabando seu café e indo terminar de se arrumar, dou um breve bom dia e ele já volta para seu quarto. Senhor Colins tem uma empresa de roupas, ela faz parceria com a fera de Hollywood. A fera de Hollywood! Nada mais é do que um CEO de grande sucesso apesar de ser um jovem homem ainda. Ele tem a sua empresa B.M - Always by your side ( sempre ao seu lado). Sua marca é espalhada em muitas áreas, deis de roupas, cosméticos, perfumes, jóias, até carros, condomínios, editorias. Foi apelidado de " fera de Hollywood" por sua fama de sério, autoritário, intimidador e dominante, gosta de estar por cima de tudo e ter a última palavra. Um rapaz com aparência impecável e um homem implacável, essa era a fera de Hollywood. – Lembre-se que hoje Julia tem balé.– Diz a senhora Colins terminando seu café. – Como esquecer senhora? Ela ama ir às aulas, fala delas a semana inteira.– Digo sorrindo lembrando da garotinha toda animada com seu balé. Hoje era quinta-feira, as crianças tinham algumas alguns durante a semana, entre elas, Julia tinha seu balé, a aula que ela mais gostava. – Muito bem querida. Depois de deixar Daniel no curso de francês, pode fazer um favor para mim?– Perguntou ela. A senhora Colins era um amor de pessoa, ela me tratava muito bem e não média esforços para me ajudar. – Claro, o que a senhora gostaria?– Questiono terminado meu café. – Preciso que vá a empresa do sócio do meu marido e pegue as papeladas que deixei lá.– Ela pede. Senhora Colins trabalhava junto com seu marido, juntos fundaram a empresa delas e assim seguem até hoje. – Claro.– Falo educadamente e dou um sorriso a mesma. O relógio logo bate as seis horas, levanto-me e vou na direção dos meus afazeres. Sempre gosto de acordar o garoto primeiro, já que ele sabe fazer algumas tarefas sozinho, tenho tempo de ajudar sua irmã. – Daniel, meu querido, vamos acordar.– Falo balançando seu corpo não forte mas o suficiente para que ele desperte. O mesmo estica todo seu corpo. Sempre me impressiona como essas crianças se parecem com seus pais. Daniel tinha os olhos negros e profundos de seu pai, os cabelos ruivos de sua mãe e algumas sardas pelo rosto. Assim que desperta do seu sono, o mesmo me dá um abraço. – Bom dia, naná.– Ele diz. Nana. Eles me apelidaram de naná, segundo eles é como uma irmã mais velha. Aperto meu pequeno, peço para ele ir escovar os dentes e colocar o uniforme, assim indo para o quarto da pequena. – Minha princesa, acorda.– Falo sacudindo a mesma, imitando os mesmos movimentos que fiz com seu irmão. Ela sempre foi mais teimosinha para acordar, mais nunca deu trabalho. A garota resmunga, solto uma risada e vejo ela tentar esconder seu sorriso. – Hnn, será que a Julia não vai conseguir levantar para ir para a escola? Que pena, eu bem que estava animada para levá-la no balé depois das aulas.– Brinco com a mesma. Na mesma hora ela abre seus olhos, se senta na cama e solta uma risada. – Eu tô acordada, naná.– Diz com aquela sorriso perfeito no rosto. Julia puxou os cabelos aloirados de seu pai, porém, os olhos azuis eram de sua mãe assim como ar sardas idênticas a de seu irmão. – Vamos escovar esse dente?– Pergunto me levantando da cama. – Dá frio para levantar.– Ela resmunga. – Ah é, então vai querer fica com bafo? Tá sentindo isso? Ah não, o monstro que gosta de pega as criancinhas com bafo está entrando em mim.– Faço movimentos estranhos mais que a faz gargalhar. Dou duas voltinhas no lugar, ergo minhas mãos até a cima da mina cabeça, com os dedos em posição de fazer cócegas. – Vou te pegar Julia, ou escove seus dentes ou vai ter uma série de cócegas.– Falo engrossando minha voz. Corro na direção dela, a mesma se levanta caindo na gargalhada, correndo na direção do banheiro. Solto uma risada, ajudo a mesma a escovar seus dentes, coloco seu uniforme escolar e fomos para a cozinha, onde seu irmão já a esperava para tomar café. – Ela está muito sorridente, o que? Não queria escovar seus dentes de novo, sua bafuda.– Provoca Daniel. – Cala a boca, seu idiota.– Ela retrucar. – Ôpa, o que já falamos sobre brigar e caçoar com a cara um do outro? Em?– Intervi na mesma hora. Os dois abaixaram as cabeças. – Desculpa, naná.– Falam em um coral. – Desculpo, agora comem.– Falo colocando os pratos na frente deles.
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