VICTOR SCHMITH O carro avança por uma estrada de terra estreita e deserta, e o meu peitö parece ser esmagado a cada metro que nos aproximamos daquele lugar. Henrique está ao meu lado, calado, mas a mão dele no meu ombro tenta me transmitir calma. Eu não consigo. O lugar é um fim de mundo. Um amontoado de mato, solo seco e uma casa velha no meio do nada. Um lugar onde qualquer grito se perderia na vastidão. O meu coração está em chamas. Cada batida ecoa com o medo de encontrá-la machucada. Ou pior. Não. Não posso pensar nisso. — Vai dar certo, Victor. — Henrique murmura, tentando ancorar o meu pensamento que já começa a entrar em colapso. — Já estamos chegando, cara... A viatura da frente sinaliza com luz baixa. Nenhuma sirene. A ordem foi agir com estratégia e silêncio. A equipe se

