Cristina Alencar Sentada no canto do sofá, com uma tigela de pipoca entre mim e a Jade, tento manter a atenção no filme que passa na televisão. Uma comédia romântica que mistura cenas engraçadas com momentos intensos de paixão. A escolha desse filme foi dela. Temos refrigerante diet, travesseiros e uma manta leve por cima das pernas. Por fora, tudo parece tranquilo, mas por dentro, uma tempestade silenciosa me consome. Minha mãe. Ela está doente, longe, em outro país, e eu aqui, presa na impossibilidade de fazer algo concreto. Fico imaginando como ela está agora. Se já jantou. Se a tosse piorou. Se sente medo. Às vezes, parece que a vida joga a gente em extremos impossíveis de resolver. Eu falei tanto para ela vir para cá, para ficar perto da gente e para ter essa facilidade de nós a aju

