- Certo, crianças, vejam como vai funcionar enquanto o papai Ethan estiver se recuperando.
Enzo havia unido as cinco crianças junto dele na sala quando voltou do hospital. Ethan dormindo com analgésicos no primeiro andar. Enzo o levara quase sem esforço porque era muito maior e mais atlético que Ethan.
- Amanhã logo cedo quando tomarmos café e eu cuidar do papai Ethan, vamos matricular vocês na escola da cidade, depois vou comprar coisas que precisaremos para a horta e aumentar o celeiro. Quando chegarem da escola vamos cuidar da plantação. Eu irei cuidar do papai Ethan.
Enzo distribuiu um papel com as tarefas divididas com justiça para cada um. Nada pesado, mas para manter os seus garotos com responsabilidades. Com Elisy nos braços ele traçou os passos para as próximas semanas Ethan estava debilitado então ele o alimentaria e faria tudo o mais para que quando estivesse curado não precisasse se aborrecer ou desgastar-se com nada. Enzo podia fazer todas aquelas tarefas sem problemas. Ele sentia-se muito útil e animado para essas próximas semanas. Como se estivesse finalmente tendo liberdade para ser ele mesmo.
Nas horas seguintes Enzo calculou o dinheiro que tinha encontrado na latinha de leite de Elisy, economias para gastos da casa, certamente eles esconderam numa tábua no piso perto do quarto deles era porque esperavam alguém roubar. Fazia sentido para Enzo. Deixou Ethan medicado, alimentado e de banhado tomado- sob muitos protestos- Ethan pareceu envergonhado de Enzo vê-lo nu e não deixou tirar o seu short. Colocou Elisy a tira-colo com boné rosa foi com as crianças a escola matriculá-las.
Enzo achou a escola pobre e desorganizada, mas ficava próxima de casa então era um ponto positivo. A secretária olhou primeiro para Enzo e o seu rosto ficou corado, radiante e assumiu um olhar coquete. Não olhou para nenhuma das crianças com ele.
- Bom dia, senhora...
- Lisandra, srta. Lisandra - ela colocou uma mecha de cabelo para trás da orelha clássico movimento de paquera.
- Srta, Lisandra quero matricular os meus filhos aqui doze, oito seis e pre escola para o de quatro anos.
Imediatamente ela pegou os formulários orientou o que precisava de fazer e enquanto isso ainda sem olhar para as crianças perguntou sobre a idade dele, o nome, se era de lá da villa. Enzo deu poucas respostas. Não gostou da mulher nem olhar as crianças sorrir ou falar com elas, como se não existissem. Enzo fez questão de falar com os professores, zelador cozinheiras e com o diretor eles olharam-no com admiração sua voz firme e de comando e a sua aparência causando uma primeira impressão favorável.
Eles trataram-no como se Enzo fosse alguém importante, serviram café, biscoitos para as crianças que estavam quietas demais. Após tudo resolvido na escola, foram comprar materiais das crianças e para Enzo começar o seu empreendimento e as crianças adoraram a novidade de passear e fazer compras.
-Pai é aniversário de alguém?
- Pelos documentos que tenho de vocês nenhum de vocês ou o meu, porque Erick?
- Por causa do passeio e das compras, pai Ethan so sai connosco quando é aniversário ou algum feriado nacional.
Enzo que escolhia algumas frutas e verduras parou e olhou as crianças, cada uma com suas sacolas de material escolar e roupas novas para escola.
- Mas é só para escola, roupas novas e material. Vocês compram sempre que começa ano letivo, não?
As crianças balançaram a cabeça simultaneamente.
-Pai Enzo você esqueceu que somos pobres e que recebemos doações da igreja a tia Maddie é nossa vizinha e ela sempre lembra de separar algo e traz para nós. Usadas, mas estão sempre em bom estado.
Aquilo foi um choque de realidade, Enzo realmente pensou na cabana, nos móveis gastos e baratos, tudo com conserto ou reparado, nada novo. Os animais e a terra e como tinham de trazer água do poço todos os dias para cozinhar e banho.
- Somos pobres!!!
As crianças olharam umas para as outras e riram do jeito engraçado como Enzo falara com tanta surpresa.
-Somos pobres pai
-Somos pobres, pobres pobres!!
-Pobrinhos de pobres sem nada nadinha.- Elvis fez um passo de dança de hip hop e Enzo riu.
- Bem, vamos resolver isso.- Ele lembrou quanto dinheiro ainda tinha e no que poderia fazer a curto e longo prazo.
Enzo e as crianças, chegaram em casa no fim da tarde de carona com uma moça que era a administradora de um restaurante grande da villa. O que pessoas ricas frequentavam.
Quando Ethan os vira da janela do quarto do térreo, onde Enzo o deixava todo dia ao sair com as crianças misteriosamente. Enzo estava estressado e irritado por acordar e não os viu em lugar nenhum da cabana. Não conseguia subir sozinho, não andava muitos passo ao redor da casa e ficava realmente se sentindo solitário e ansioso porque tinha tantas coisas para fazer. Móveis para reformar, ajuda da colheita no vizinho, repor telhado da cabana antes do inverno.
- Onde estavam?
- Ei Ethan, o que faz de pé? - Enzo deixou a caixa de suprimentos e materiais da cozinha e foi segurá-lo . Ethan estava aborrecido.
-Onde foram onde estavam todos os dias enquanto estou aqui mofando nesta cabana sem poder nem dar um passo e trabalhar?
- Calma Ethan, olha as crianças estão a frequentar a escola eu matriculei-as faz uma semana e meia que estão a estudar e eu… estou a preparar uma surpresa. Uma boa para todos nós. Só tenha um pouco de calma. Vou revelar quando puder levar-te e as crianças lá e tudo estiver pronto.
Ethan fitou um por um desconfiado, mas as crianças pareciam muito bem, limpos e arrumados, felizes e havia uma aura de orgulho e satisfação na forma como se moviam e olhavam.
-Está bem, espero que seja uma surpresa muito boa.
- Então se comporte, obedeça o chefe da casa e deixe de ser resmungão e desagradável. Estamos fazendo coisas...para todos nós nos beneficiarmos.
Ethan deveria exigir respostas e falar que odiava mentiras, mas então lembrou que Enzo não era dali, era alguém que não fazia parte da vida deles ou daquela cabana esquecida por deus e nem era pobre. Era um herdeiro.
- O que são todas essas coisas? - mudou de assunto vendo a caixa.
- Esse é o nosso jantar vá deitar e descansar essa perna e eu e as crianças vamos cozinhar. - Enzo pegou Elisy que estava no colo de Ella e a entregou a Ethan. Enquanto Elvis e Erick se sentavam na mesa para fazer o dever de casa.
-Papai o evento com os pais será semana que vem. É tipo competição em dupla com
- Nós iremos Erick, Ethan vai assistir com seus irmãos e irmãs e eu participo com você, sou excelente em jogos competitivos.
-Pai tenho de levar alguma sobremesa para festa de princesa e tem de ser rosa.
-Vou fazer-te muitos cupcakes de framboesa com cobertura de glacê unicórnio.Vamos fazer suficiente pra todos seus colegas e professores. E o zelador e dona Gessica da cantina e o diretor e para a secretária que está de olho em vocês por mim.
A menina sorriu radiante.
-A secretária Lysandra?? Fez amizade com ela? Aquela mulher é um pé no...-ele parou as crianças prestando atenção neles.
Ethan estava assombrado Lisandra era esnobe e mau educada o destratava.
-Pai Enzo tem muito jeito em fazer mulheres bravas ficarem boazinhas pai Ethan.
-Pelo visto nem precisou ser milionário para ter conquistado a simpatia daquela bruxa
Ethan sussurrou para que só Elisy escutasse o seu desaforo ciumento. A mulher nunca foi simpática com Ethan por mais que tentasse ser amigável e educado.
Elisy tirou a mãozinha da boca e disse em alto e bom-tom
- Papá, pobe.
-Ela falou papai é pobre?- Ethan perguntou.