Quando Ethan voltou da cidade, umas duas da manhã, encontrou Enzo deitado no chão- no velho tapete- um dos braços sob a cabeça e deitado junto dele bem embrulhado estava Ethan boy, o seu sobrinho de quatro anos, que nunca se aproximava de estranhos e nunca dormia sem estar debaixo da cama ou da sua cabana de colchões.
A sua timidez e lendária mudez acontecera depois da morte da sua irmã mais velha, mãe das crianças. Ethan, ao longo daqueles dois anos tentara ser uma espécie de pai e mãe, mas precisava colocar comida dentro de casa realmente sabia que os negligenciara, mas não porque queria.
Quando estava em casa ele passava todo o tempo com Ethan baby tentando engajá-lo nas atividades da família, Ella era a única que ainda conseguia fazer o menino se soltar e se alimentar olhar Elisy, talvez porque a garota de doze anos, era a mais parecida com a mãe. Então em apenas algumas horas Enzo conseguiu fazer o menino se aproximar.
Era nove e meia quando Ethan acordou com risadas e conversas no quintal. Olhou pela janela do seu quarto do primeiro andar e viu as crianças com Enzo. O loiro tinha prendendores de roupa em todo o short de praia, calçava chinelos de dedo e camiseta que Ethan reconheceu como uma das dele o homem parecia um modelo de roupas de praia em férias, os meninos iam a tirar e entregando-lhe para estender as roupas que estavam no grande balde. Enzo era hábil como se sempre tivesse feito aquilo o que fazia Ethan muito confuso.
Lorenzo Beaumont, o herdeiro mimado e patético que era esnobe havia se transformado completamente para um típico dono de casa multi tarefas e parecia muito feliz aqui no meio do seu quintal rodeado de crianças barulhentas e travessas. O médico havia alertado para mudanças de comportamento, mas aquilo era… surpreendente. Rápido tomou um banho se trocou e desceu, havia café feito forte e torradas.
-Ei, tomou o café?
-Sim, eu... Você é um porco-espinho? - ele apontou para todos aqueles objetos espetados na sua roupa.
Enzo e as crianças riram e Ethan ficou pasmado quando Ethan boy sorriu também- era Ethan boy pendurando os prendendores e depois correndo para pegar mais de cima da mesa do quintal.
-Ethan jr gosta. Ele ach que estou elegante não é companheiro?- O menino balançou a cabeça fervorosamente indo pegar mais prendendores na bacia.
- Precisamos começar a fazer todas as tarefas do dia. Viu o catálogo na geladeira?
- Claro que sim, consegui fazer algumas tarefas, com ajuda das crianças, claro. Cortei lenha antes do sol nascer, já estoquei a ração dos animais do celeiro, limpamos todo galpão, já e estamos prontos para a próxima etapa.
-Que etapa?
- Precisamos matricular as crianças mais velhas na escola Ethan. Ella tem doze precisa aprender coisas que nós dois talvez não saibamos, ok sei muitas coisas aparentemente, mas não sei como dar aulas a eles agora. Eles devem ir á escola e depois vamos fazer as compras sementes para horta e madeira para aumentar o celeiro. Vamos produzir Ethan, ovos, carne de porco, leite, abobora e batatas e vender no mercado.
As crianças tinham olhos brilhantes esperando a sua resposta. Ethan, passou a mão nos cabelos penando como dizer aquilo.
-Enzo, não sei se olhou ao redor, mas eu não sou rico, não tenho dinheiro sobrando para fazer nenhuma dessas coisas. Tenho trabalho que leva todo o meu tempo. A vizinha vem olhá-los algumas vezes, mas na escola eles não poderão ir agora.
A decepção de Enzo foi visível ele olhou as crianças, uma a uma, vendo que elas estavam dececionadas também, mas pareciam conformadas. Como se já soubessem do que Ethan iria dizer.
- Pai Ethan tem razão pai Enzo, nós não poderemos ir para escola, as pessoas lá não gostam de nós e falam coisas… horríveis do pai Ethan.
Ella disse mais tarde quando Enzo e ela dobravam roupas lavadas que secaram rápido com o sol forte e Elisy tirava um cochilo.
- Querida, eu concordei com isso? - Enzo perguntou sem querer parecer irritado com Ethan, mas era como se sentia. Deixar crianças lindas e inteligentes fora da escola...
- Oh, pai Enzo...eu.
-Papaiiiiii Enzo!!!!
O grito de Elvis os assustou e Enzo correu até o quintal seguindo o menino que chorava.
- No celeiro pai!!!- O menino dizia apontando para dentro.
Enzo se jogou para dentro vendo que Erick e Ethan baby tentavam erguer tábuas pesadas de madeira de cimada de Ethan.
-Ethan, Ethan!!
Enzo olhou ao redor pegou outra tora de madeira e ancorou do lado de Ethan erguendo com toda a sua força umas duas tábuas, repetiu com as do outro lado e com esforço inimaginável conseguiu erguer o restante de toras caídas. Ethan estava ferido, desmaiado. Enzo ergueu-o nos braços colocando-o de uma forma que pudesse carregá-lo rápido para a cabana.
-Ella traga-me a caixa de primeiros socorros.
Ele dizia tranquilo, assumindo a liderança da situação.
- Está tudo bem crianças, ele ficará bem logo.- ele tentou acalmar as crianças enquanto examinava o corpo de Ethan cada centímetro, limpava o sangue e a terra vendo estragos sem demonstrar qualquer alarme para que os filhos não se assustassem mais.
A coisa não era nada boa, a perna de Ethan, na altura da canela estava estranhamente virada e ele verificou que estava quebrada. Rapido e usando os materiais que tinha á mão ele empalou-a escutando Ethan gemer, mas não acordou.
-Ele está vivo pai Enzo?
-Ele está vivo, sim, Ethan baby e apesar dessa perna quebrada ele vai ficar bem. Vou levá-lo a um hospital na carroça. Ella olhe-os e a Elisy enquanto estamos fora?
-Sim pai Enzo. Vou chamar a vizinha para nos olhar ela sempre nos ajuda.
A cena d Enzo alto loiro e bonito, chegando ao hospital publico de carroça e carregando um Ethan desacordado foi épica.
-Senhor qual nome do paciente e o senhor é parente?
-Ethan Reed e ele é o meu marido.