O dia do jantar de ensaio havia chegado e, por mais que Helena quisesse dormir por mais alguns minutos tinha muita coisa a ser feito, aquele seria um longo dia.
Mas não hoje, esse seria o dia da decoração barra jantar, em que malabarismos precisariam ser feitos, além de cuidar da maior parte da decoração helena teria que estar apresentável em tempo de participar da festa o que convenhamos para uma mulher em pouco tempo é praticamente impossível.
A parte da manhã foi reservada para a seleção e limpeza da prataria, as tias ajudaram na tarefa. A tenda e as luzes ficariam a cargo de Richard, quando chegasse e as mesas com helena.
Henrique divertia-se no pátio junto com um primo de helena que era da mesma idade do garoto, os dois eram checados da janela de tempos em tempos.
A irmã tirara o dia para preparar-se e fora com outras duas amigas a um SPA que ficava a três cidades dali. Típico, era algo que a envolvia e ela deixara tudo nas mãos dos outros como sempre:
-Só quero ver quando casar, quem vai salvar ela dos compromissos...
Helena havia soltado o pensamento em voz alta no ar.
-Ela vai aprender o verdadeiro significado da palavra compromisso
Helena girou o corpo em direção a voz e viu Richard encostado na porta da área de acesso lateral observando-a.
-Ai meu deus!
-Me desculpe eu vim mais cedo que o combinado, tem algo com que eu possa ajudar?
-Ah quanto tempo você estava aí?
-Algum tempo.. Então...ajudar, eu posso?
-Claro! Preciso terminar de limpar esses pratos – ela respondeu apontando para uma pilha de pratos a uma certa distancia – qualquer ajuda seria bem vinda. Mas antes, preciso checar meu filho..
-Qual dos dois é ele?
-O de camisa do homem aranha, o outro é parente que veio para a festa.
-è um garoto bonito.
-Claro! Puxou a mãe.. – Sim, ela poderia ser convencida a cerca disso, pois de fato os traços dominantes dele eram dela realmente.
Com um sorriso ele concordou:
-Se você está dizendo..O pai dele deve ser sortudo, vocês parecem uma ótima dupla.
-bem, digamos que sim – o sorriso havia se apagado do rosto dela. –não estamos juntos, na verdade a família somos eu e ele – ela apontou para o filho.
Com um gesto de entendimento ele seguiu com ela a pia próxima, carregando a pilha de pratos o mais cuidadosamente possível.
Os mc allein tinham historia no local, que ele conhecera quando decidira morar por ali. Basicamente, eram uma das únicas duas famílias que tinham empregados na cidade. Então observar a garota descrita como mimada e rica colocando a mão na massa era novidade. Um exemplo do quão equivocados os pré conceitos formados a cerca de pessoas que não conhecemos são.
Lá pelo meio dia, tudo o que precisava ser arrumado antes da montagem do local estava pronto. Henrique e Richard que haviam criado uma amizade instantânea jogavam vídeo game na sala de estar à espera do almoço, enquanto os outros integrantes se distraiam por outros cômodos da casa. Helena descansava em um sofá da sala de piano do terceiro andar, que antes pertencera ao pai. Um refúgio pessoal que frequentava desde criança em momentos de estresse ou cansaço.
Há uma hora da tarde quando o almoço ficou pronto helena recebeu uma mensagem no celular avisando sobre o almoço, surpreendentemente, de sua mãe.
Quando chegou à sala de jantar, deu de cara com a mesa posta e todos sentados apenas a esperando. Deu um lado de Henrique a avó kira, de outro...richard.
-Mãe, você demorou! Ele ocupou seu lugar...
-Ok, Henrique, eu sento por aqui mesmo...
Tudo correu rapidamente, ninguém tinha muito tempo para fazer um daqueles grandes almoços festivos, mas a bagunça não faltou afinal, mesa com criança é sempre animada. Henrique estava entretido com Richard.
Quinze minutos depois estavam prontos. A sobremesa foi devorada em segundos. E foi a melhor torta de banana gelada com cobertura de chocolate que helena comeu na vida, pelo menos no top 10 de comidas favoritas entrou.
Às duas horas estavam prontos pra colocar tudo no pátio. O filho havia sido posto para dormir e tudo estava em ordem:
-A ideia é organizar tudo embaixo da tenda e fechar as laterais para proteger dos “animais”, perto da hora do jantar retiramos e estará tudo pronto.
Ela era uma líder natural, foi dizendo um por um no que os presentes poderiam ajudar e sem questionar obedeciam. Cada um tratou de cumprir suas tarefas o mais rápido possível. Richard se divertia com o trabalho:
-Está bom aqui? – perguntava de cima de uma escada segurando as luzes no alto.
-Um pouquinho mais para a direita – Helena coordenava no chão.
-E agora?
-Nããh, eu estava errada pra direita fica melhor.
Os dois tentavam não rir, era uma tarefa cansativa, mas divertida.
-Agora ta bom?
-Você vai se irritar se eu disser que não?
Relaxando a postura e baixando a cabeça em sinal da desistência ele sorria ao dizer:
-Não, isso prova seus cromossomos? Por tão indecisa?
-Hey?
Ela deu um cutucão nele.
-Me respeite, eu sou a chefe dessa bagaça.
-Ok dona chefa – ele batia uma continência enquanto se preparava para subor na escada novamente – Mande, que eu obedeço.
Afirmação e ofertas tentadoras.
A química dos dois foi notada, mas não comentada.
Com uma quantidade considerável de pessoas ajudando, as tarefas foram logo finalizadas. Enquanto helena revisava o trabalho se certificando da conclusão para que tudo saísse perfeito, os parentes voltavam para dentro da casa para preparam-se para o jantar. Da dobra dos guardanapos as amarrações dos tops das cadeiras se certificava de tudo nos mínimos detalhes.
Richard que participaria do jantar, apenas observava o término do trabalho sentado na copa da árvore.
Com um tempo considerável de antecedência Helena declarou para si mesma encerrados os trabalhos de decoração, pelo menos naquele momento. Até a hora do evento se arrumaria e arrumaria o filho.