Capítulo 5

1139 Words
Paris Faria Gonzales Sai do aeroporto com a Emily ao lado, nós combinamos de pegar o mesmo voo para Nova York. Foram longas 7 horas de viagem. Já com as bagagens em mãos, fomos caminhando para sair do aeroporto e pedir um táxi para um hotel mais próximo. - Nunca viajei tanto - murmurou com rosto exausta - Nem eu - eu não estou diferente dela Olho as minhas bagagens sentindo falta de alguma coisa. - Acho que esqueci de alguma coisa - franzi a testa em dúvida - Minha maleta! - Exclamei Peguei o papel amassado onde diz que fica as bagagens parada no meio do caminho. Senti um arrepio e o coração acelerando no meu peito, antes de sentir o impacto me empurrando fazendo com que eu caia. Antes de cair eu fechei os olhos esperando sentir a dor. Abri um olho, encontrando o mesmo homem me segurando, estou tendo Déjà-vu desse encontro. - Você? - Perguntamos ao mesmo tempo. - Você não cansa de ficar no meu caminho? - Bradou enraivecimento - Você quem me empurrou, eu estava parada! - Falei no mesmo tom, não sou de aceitar calada - Então saia do caminho! - Rosnou irritado - Está me seguindo é isso? - Eu que deveria te perguntar isso! - Exclamei com as mãos nos quadris - Está me seguindo? - Pode ter certeza que você seria a última pessoa que eu seguiria - ironizou-me olhando de cima para baixo me fazendo abrir a boca em choque. Ele passou por mim e saiu colocando o telefone, que eu não sabia que ele estava segurando, no ouvido, seguindo como se não tivesse acontecido nada. Olhei para Emily que estava com a mão na boca segurando o riso. - Você viu isso? - perguntei em choque, ela acenou a cabeça pra cima e pra baixo, afirmando que assistiu esse teatro todo. Sai do lugar para pegar a minha maleta, onde estão os meus tesouros. Meus desenhos. Depois de eu conseguir ele, vamos rumo à saída pegar táxi para o hotel. - Se eu soubesse que o estágio ia ser aqui na minha cidade, não teria desfeito do meu apartamento - murmurou irritada Emily - Vou ter que alugar um apartamento? - Precisa de ajuda? - perguntei - Não precisa, obrigada, vou procurar um apartamento que caiba no meu bolso - confidenciou - Minha mãe é contra de eu trabalhar. - O meu pai quer que eu me case com o pupilo dele, para me ajudar a gerenciar a empresa - ela me olhou como se compreendesse do que eu estava falando. - Minha mãe acha que mulheres devem ser donas de casas, e cuidar dos filhos e afins - Sua mãe vive em que época? - perguntei sem mensurar as palavras - me desculpa, sei que é sua mãe, mas não concordo com isso - Ela abanou a mão , indicando não ligar. Ficamos em um silêncio confortável olhando pela janela a cidade brilhante, a cidade que nunca dorme. Saímos do táxi e caminhamos lado a lado antes de chegarmos até o balcão da recepcionista ela me perguntou e fazendo mudar o meu humor drasticamente. - Aquele homem no aeroporto - começou dando uma risadinha - De onde o conheceu? - Da mesma forma - ela me perguntou com o franzindo as sobrancelhas - A gente se esbarrou na rua da universidade. - Ele parece ser o CEO de um livro de romance. - Não Emily, já basta a minha melhor amiga fantasiar essa história. - murmurei cansada - Acredite, ele parece ser um grande babaca. Ela maneou a cabeça para o lado, em negativa, e disse: - Ele pode ser o que você procura - deu de ombros - Com outras pessoas você é rude, mas no fundo é uma boa pessoa Olhei para ela como se ela fosse maluca -Não me olhe como se eu fosse louca - repreendeu, cadê aquela garota doce - Você sabe que eu estou certa, além de ele ser um gostoso - as bochechas dela ficaram rubras - no fundo ele pode ser uma boa pessoa. Depois de fazermos check-in no hotel, cada uma foi para o seu quarto. Eu fui logo para organizar as coisas, deslocar o meu carro da França para cá, procurar onde ficar universidade salvando o endereço no meu GPS. Amanhã sem falta estarei com tudo pronto para começar no dia seguinte. Deito na cama pensando em tudo que aconteceu olhando pela janela, ninguém além do Ben e Stella sabem que eu estou aqui em Nova York. Conhecendo o meu pai, certeza ele está planejando alguma coisa para ter esse casamento. Viro de barriga para cima. Eu amo o meu pai, mas ele me ama? Ele sempre me tratou diferente dos meus irmãos, sempre foi tão indiferente. A minha vida toda eu fiz alguma coisa que desagradou? O destino pode muito bem ser do circo, só que um palhaço, por me fazer rir. No dia seguinte acordei com o telefonema da minha mãe. - Também sinto sua falta mãe -choraminguei - Não choraminga desse jeito que você não é assim - ela choramingou no outro lado me fazendo rir - Queria implorar para você voltar para casa já - Mãe - suspirei - Eu sei querida, mas não vou fazer isso - Obrigada - sorri - como está o Guilherme? - Trabalhando - reviro os olhos - Já o seu pai, ele está no golfe com Ivan. Ficamos em silêncio por alguns segundos. - Fico feliz por ele. Eu disse a verdade, parece que o Ivan consegue tirar o melhor do meu pai, minha mãe vivia preocupada com ele que ficava enfurnada dentro de um escritório , sem fazer nenhum exercícios físicos. - Ele parece ser um bom rapaz - comentou - Ele parece - concordei. Apesar de ele não me deixar confortável, esse é o meu problema, não confio em muita gente, Emily é a exceção, me trouxe confiança, desde que a vi pela primeira vez. - Então, já que não gostou do Ivan como pretendente, quando voltar, trás um francês como o seu pai pra casa. - exigiu. - Mãe, não vou procurar tão cedo - Quero netos! - Exigiu de novo. - Você tem duas lindas netas, o máximo de neto que eu vou levar, vai ser um cachorro. - Ela exclamou em choque no outro lado da linha. - Não temos um menino. - murmurou chorosa - Então eu vou adotar um grande garotão. - Não se atreva - gritou - eu sinto falta de um bebê. - Por que não pede o Ben? - Vai exigir um filho a ele - Ele é mais velho e cheio de pretendentes. Depois de longas instruções desligo a ligação rindo, porque tenho certeza que o Ben vai me ligar daqui a pouco para reclamar.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD