Pietra Narrando Mano… meu coração tava batendo tão forte que parecia que ia sair pela boca. O Bruno ali, do meu lado, se enrolando nas palavras, tentando falar do nosso amor pro meu pai… e eu só conseguia pensar que era agora ou nunca. Eu esperei tanto por isso… desde os meus 16 anos, desde que entendi que aquele olhar do Camaleão sempre me desmontava. Sempre soube que ele era o homem da minha vida, mas respeitei… respeitei meu pai, respeitei ele, respeitei o tempo das coisas. Só que agora… agora era real. E quando eu vi que ele tava se embolando, na maior tentativa de não deixar meu pai cabreiro, eu respirei fundo, segurei a mão dele bem firme, olhei pro meu pai e soltei, do jeito que meu coração mandou: — Pai… — minha voz saiu meio trêmula, mas eu segui —… eu sou apaixonada pelo Bru

