Selena desceu o elevador com a sensação incômoda de que Dante havia deixado algo inacabado naquele encontro. Ele a mandou embora — mas não porque quis. E sim porque precisou. Dante Moreau estava perdendo o controle. E isso significava duas coisas: uma, que ele se tornava ainda mais perigoso. Duas, que havia espaço para ela destruir tudo. Mas destruir Dante era fácil. Difícil era destruir o que ele causava dentro dela. Selena atravessou o lobby e sentiu olhares grudarem em sua pele. Não era novidade. A fofoca sobre uma possível proximidade entre ela e o chefe já corria pelos corredores como fogo em gasolina. Irritantemente previsível. Quando chegou ao estacionamento subterrâneo, o salto ecoando no concreto, percebeu que havia uma figura encostada na parede perto do carro dela. F

