O caminho até o apartamento de Dante foi um silêncio carregado — não era o silêncio que acalmava. Era o que anunciava tempestade. Selena mantinha os olhos na janela, mas o corpo ainda pulsava com a adrenalina do ataque. Mesmo assim, não mostrou medo. Não deixaria Dante ver. Mas ele via. Ele sempre via. Quando o carro parou diante de um prédio de vidro espelhado no alto da cidade, Selena franziu o cenho. — Onde estamos? — Meu lugar — Dante respondeu, sem olhar para ela. — Eu não vou entrar na sua casa. — Você vai — ele disse, abrindo a porta do lado dela. — Não vou. — Vai, sim. — Dante, eu não sou… — Eu sei exatamente o que você não é — ele a interrompeu. — Mas isso não muda o fato de que alguém tentou te matar hoje. Ela respirou fundo, tentando controlar o impulso de revid

