O dia começou com o céu em chamas sobre Lisboa. As nuvens tingidas de dourado refletiam-se nas janelas da torre da Marte Corporation, como se o próprio sol se curvasse ao império que Dante e Selena haviam erguido das cinzas. Mas o brilho da vitória sempre escondia sombras. Selena atravessava o corredor do 38º andar, o salto ecoando no chão de mármore. Nas telas espalhadas pelas paredes, gráficos ascendiam, contratos se multiplicavam, e o nome Marte se tornava sinônimo de poder. Ainda assim, algo em seu peito doía — um pressentimento antigo, um eco de perigo que ela já aprendera a respeitar. Quando chegou à sala de reuniões, encontrou Dante de pé, diante de um grupo de executivos. O terno cinza, o olhar gélido, o tom de voz que fazia até o silêncio obedecer. — A expansão será conclu

