Quando o Amor Aprende a Respirar

1160 Words

Lia O vento veio primeiro. Frio, mas familiar — o mesmo que sussurrava nas noites em que o fogo ainda me chamava pelo nome. Depois, o mar respondeu. E a cada onda que se quebrava, eu sentia o tempo se desmanchando dentro de mim. Não sei quanto tempo faz desde que atravessei o limite do horizonte. Aqui, não existe antes nem depois — só o agora, estendido como um lençol de luz. Mas algo mudou. O amor, que antes era chama, agora é ar. Está em tudo o que respira. E eu,sou o sopro. Voltei à praia. Ou, talvez, ela tenha vindo até mim. As dunas parecem mais douradas, e o mar — ah, o mar — carrega um perfume de eternidade. As ondas vêm até meus pés e depois recuam, como se quisessem se despedir, mas não tivessem coragem. — Não há despedidas no amor — digo baixinho. O vento me escut

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