CAPÍTULO 11 — NOITE DE LIBERDADE

1348 Words

POV: Jonah vulgo “Cobra” Montenegro O bagulho tava mil grau no alto do morro. O baile parecia uma explosão viva — paredão batendo tão forte que o chão tremia, luz neon cortava a fumaça, a mulherada descendo até o chão sem pudor, motos passando estourando escapamento, fogos riscando o céu igual guerra de mentira. O DJ berrava no mic: — FAZ BARULHO, PERIFERIA! HOJE É O BONDE DO CHACAL, p***a! E a quebrada inteira respondeu como se fosse um exército. No camarote mais alto — aquele feito de grade reforçada, onde só ficava quem tinha moral pra sustentar — eu tava parado. Eu. Jonah Montenegro. Mas no morro ninguém me chamava de Jonah há muito tempo. Aqui eu era “COBRA”. O vulgo grudou em mim antes da cadeia, antes da queda. Por causa do jeito que eu atacava rápido, silencioso, certeir

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