A claridade do quarto estava me causando um certo incômodo. Por isso eu pedia às pessoas que vinham me visitar, para manter a cortina fechada, porém não adiantava muito, porque aquele cabeça de vento do Luan sempre esquecia. Esfreguei os olhos na tentativa de me acostumar com a luz do sol, mas não adiantou muito porque minha cabeça começou a doer, e eu murmurei baixo colocando a mão na têmpora enquanto sentia a veia pulsar, será que isso era um princípio de um ataque epilético? Espero que não. Me questionei escutando o barulho da porta, e num impulso virei o corpo para ver quem era. - Boa tarde, rapaz! - Um senhor de cabelos grisalhos muito bem arrumado sorriu para mim após fechar a porta e dar um passo à frente. - Boa tarde! Quem é o senhor? Eu o conheço? - Franzi - Sim, mas você nã

