Acredite Em Mim

2980 Words
- Lindy, não acredita no que a Verônica está falando. Essa mulher é louca! Eu não menti pra você hora nenhuma. Se quiser eu ligo para o Christóvão, ou melhor, para o meu irmão. Ele vai te dizer, mas por favor acredite em mim. Ele ficou em frente da porta impedindo a minha passagem. - Eu não sei mais de nada. Nós fomos dar um passeio pela orla, e quando voltamos, eu vejo essa mulher em seu apartamento, dizendo que você traiu ela comigo, e que esse lugar pertence aos dois, e o pior de tudo foi escutar você confirmando isso. - Realmente esse apartamento também é dela, mas ela não mora aqui há três meses, que é o tempo em que nós estamos separados. Acredita em mim, por favor, eu estou dizendo a verdade. - Implorou. - Para com isso Noah, está ridículo já, deixa essa garota ir embora, e vem aqui para nós conversarmos, e também m***r a saudade um do outro. Foi só ela dizer isso, para eu vê-lo totalmente furioso, pois ele caminhou até o sofá, e puxou ela pelo braço, arrastando a própria até a porta. - Me dê licença, Lindy. Fiz o que ele pediu, vendo-o abrir a porta, e colocar ela para fora. - Não quero você mais aqui, entendeu? - Escutei ele falar com a voz carregada de ódio. - Sabe qual é a vontade que eu tenho? De te m***r, estrangular você até a morte, sua desgraçada. Eu não vou deixar você estragar a minha felicidade, pode ter certeza que eu não vou. - Isso é uma ameaça? - Sim, e tem mais, se eu ver você circulando por aqui outra vez vou chamar a polícia, entendeu? Eu te odeio Verônica! Nunca em um dia da minha vida eu pensaria que fosse dizer isso, mas eu te odeio com todas as minhas forças, ainda mais depois do que você fez hoje, querendo estragar a minha felicidade, mas não vai conseguir, não vai mesmo. Acabou! Eu tô livre das suas humilhações, passei boa parte da vida vendo você me diminuir o tempo todo, mas agora eu estou com uma pessoa que realmente me coloca para cima... Ouvir Noah falar aquilo fez eu perceber que ele realmente estava falando a verdade, pois eu percebi um certo tom de mágoa em sua voz. Então essa mulher sempre humilhava ele, coitado. Ele tinha contado um pouco da sua história e de como lutou para chegar até onde está. Na hora fiquei triste e ao mesmo tempo encantada por ele que tinha sido muito guerreiro, pois imagina só sair de casa aos quinze anos, atrás de uma vida melhor para os pais e os irmãos. De fato esse homem era o ser humano mais incrível que eu conheci em toda vida. - Me odeia? Tudo bem, isso não vai ficar assim, pode ter certeza. Você me magoou muito falando isso, eu sempre te amei, e ainda te amo, mas é uma pena que você nunca sentiu o mesmo por mim. - Você é que nunca gostou de mim, Verônica, essa é a realidade. Queria um capacho subalterno pra pisar a hora que desse vontade, e ele ficar igual a um cachorrinho atrás de você, e infelizmente eu fui um desses, mas agora chega, estou cansado de ser maltratado, pisado, e não valorizado. Vai embora, e não aparece mais na minha frente, vou ligar para o Anthony proibindo a sua entrada aqui dentro, e trocarei as fechaduras do apartamento novamente. Observei ele entrar e bater a porta com uma certa força. - Me desculpa Lindy, por tudo que acabou de acontecer. Eu jamais poderia imaginar que a Verônica fosse fazer isso. - Tudo bem, eu entendo. - Então quer dizer que você acredita em mim? - Perguntou e em seguida aproximou-se de mim, que estava em pé próximo à mesa. - Acredito sim, ainda mais depois de ouvir a sinceridade na sua voz, quando estava discutindo com ela. Aí eu vi que você não estava mentindo. - Involuntariamente comecei a acariciar seu maxilar, e isso foi o motivo para ele me encarar com uma certa profundidade. - Quer que eu pegue uma água para você? - Perguntei na intenção de ajudá-lo, já que ele não parecia muito bem, com certeza deveria estar chateado com tudo que aconteceu. - Não precisa, minha linda. Vamos sentar um pouco. - Apenas concordei, sentindo as suas carícias no meu ombro, e o segui até o sofá sentando um pouco afastada dele.- Gatinha, por que você está tão distante? Chega mais. - Riu. E aquilo fez meu coração disparar, pois eu já estava começando a sacar o que estava prestes a acontecer, devido ao clima que começou a pairar no ar, e a pressão abaixo do útero tinha sido a peça chave para eu querer fazer o que eu estava querendo desde cedo, quando eu resolvi sentar no seu colo, colocando a perna em cada lado, e grudando os lábios no seu. - Que isso? - Disse logo após ter se afastado. Será que eu o assustei com a minha atitude? Pelo visto não, já que ele colocou as mãos com uma certa delicadeza no meu rosto e me deu um beijo de tirar o fôlego, pois eu senti sua língua adentrar minha boca, em um beijo lento e calmo, era como se estivesse tendo uma certa explosão de química naquele beijo, já que eu nunca havia sentido isso com alguém como estava sentindo com ele. Meu Deus! Como esse homem beija bem! Além de gato, gostoso e gentil, tinha o melhor de todos os beijos. Aproveitei para dar uma puxadinha de leve no seu lábio inferior, à medida que ele foi ganhando intensidade, pois as suas mãos pousaram na minha cintura, e acabei gemendo contra os seus lábios, ao sentir o seu volume em contato com a minha b******a. - Que boquinha deliciosa gatinha! Você é uma delícia! Agora ele estava apertando a minha coxa enquanto dizia isso contra os meus lábios. Então involuntariamente acabei me esfregando mais ainda, a fim de aliviar o t***o, já que eu estava a ponto de ter quase um o*****o só com esse contato. - p***a! Você é um t***o, garota! Continuou dizendo contra meus lábios, e depois de um tempo ali provando os lábios daquele homem gostoso, eu me dei conta da m***a que eu estava fazendo, pois infelizmente não tinha terminado com o Arthur, e querendo ou não, eu estava o traindo, por isso eu me afastei rapidamente e fiquei de pé, tentando recuperar o fôlego que tinha sido aquele beijo. - Por que você se afastou? Não vai dizer que está arrependida de ter feito isso? Também observei ele recuperar o fôlego enquanto me encarava com uma certa preocupação. - Não é bem isso, é que querendo ou não, eu ainda não terminei com o Arthur, entende? - Mordi o canto do lábio inferior. - Então você está com peso na consciência de que está traindo ele? - Exatamente! - Disse por fim, com ele ainda me encarando do mesmo jeito. - Olha, eu não quero afirmar nada, e nem dar palpites, mas eu acredito que ele esteja te traindo. - Não acredito que ele disse isso, já não bastava as meninas falarem, agora ele... - Bom, eu não sei se realmente ele está fazendo isso com você, só que é meio estranho um cara deixar uma garota tão bonita como você e gostosa... - Me olhou com cara de s****o enquanto sorria. - Sozinha, é louco mesmo, e quer perder. - Ele já perdeu. Disse sem me importar com o que o Noah iria pensar ou não, pois eu tinha adorado o nosso beijo. - Ah, já? - Sim. - Então você gostou do nosso beijo? - Mordeu o lábio inferior. Ai, que homem gostoso! - Eu adorei. Sorri com uma certa malícia ao imaginar as suas mãos grandes me tocando com uma certa firmeza. Ai, que delícia! Só em pensar, minha b******a voltou a pulsar. - Vamos repetir a dose, então? - Melhor não, deixa eu resolver a minha situação com ele, tá bom? Me aproximei dele tocando na ponta do seu queixo. - Ok! Minha morena deliciosa. Posso te chamar assim? - Me encarou com um sorriso cafajeste. - Pode me chamar do que quiser. Falei, e logo após ele me puxou de modo que eu ficasse sentada em seu colo, mas dessa vez acabou não rolando nada, a não ser carinhos que nós trocávamos um com o outro. (...) No sábado à noite, eu estava em frente ao espelho do quarto de Bianca terminando de me arrumar, já que iríamos ao aniversário da Fernanda. Eu não era muito íntima dela, mas como ela me convidou eu não podia fazer desfeita, por isso eu decidi ir. Quando nós voltamos a Cachoeiro ontem por volta das cinco horas, Noah e eu nos beijamos dentro do carro, logo após ele ter parado em uma farmácia em Inconha para comprar um analgésico, devido às suas crises de enxaqueca que eram fortíssimas, e mesmo que na hora do beijo me veio à mente a culpa eu não liguei, pois já estava a um ponto de terminar com o Arthur, e por falar no i****a, eu tinha ligado para ele logo após Noah me deixar em casa, e infelizmente o próprio não atendeu nenhuma das minhas ligações. Olhando novamente para o meu reflexo do enorme espelho que tinha no quarto de Bianca, eu vi que o vestido verde justo do qual eu estava usando tinha caído como uma luva no meu corpo, e assim que tinha acabado de passar o batom matte na cor vermelho sangue sobre os lábios, vi Bianca entrar no quarto através do espelho. - Que isso, amiga? - Exclamou boquiaberta logo após eu ter virado. - Hoje com certeza você sai de lá com um boy super gato. Está um arraso! Esse vestido que você comprou é muito bonito. Olha, já vou querer pegar emprestado, pois eu tenho outra festinha para ir no próximo final de semana, e adivinha com quem eu vou? Pela sua cara de s****a eu já logo saquei com quem ela iria. - Eu aposto que é com o João, acertei? Não precisou ela dizer nada, já que o seu sorriso entregava tudo. - E você, quando é que vai terminar com o Arthur? Ah amiga, já passou da hora de fazer isso, aproveita para terminar isso hoje e sair de lá com um novo boy. - Eu vou terminar com ele, Bi, aliás, eu tentei terminar com isso ontem, mas o bonito não atende nenhuma das minhas ligações. - É meio complicado, para não dizer totalmente, e por falar nesse rolo todo, aonde a senhorita se meteu ontem? Você sumiu, não foi para a escola e nem apareceu para trabalhar, e o mais estranho de tudo foi ver o Jaime super tranquilo, e o patrão que também nem sequer deu as caras por lá. Engoli seco, começando a ficar nervosa, mas eu não podia demonstrar isso, porque do jeito que a Bianca é esperta, com certeza iria suspeitar. - Então eu tive um probleminha lá em casa. Foi a primeira coisa que me veio à mente, por isso eu respirei fundo tentando controlar o nervosismo, e o seu olhar desconfiado só piorou a situação. - Que probleminha é esse? Tem a ver com a sua mãe? - Não, é que a minha tia teve que fazer um exame à tarde, do qual precisava de um acompanhante, e como ela não tem filhos, e a minha mãe não pôde ir devido algumas coisas que ela teve que resolver aqui no centro, eu tive que acompanhá-la. Não gostava de mentir envolvendo questões de saúde, mas infelizmente era necessário pois eu não podia falar com ela sobre, bom, o meu suposto envolvimento com o chefe. Falaria algum dia? sim. Mas ainda não era hora disso, principalmente porque ela pensava que o próprio era casado com aquela mulher intragável. Ui! Eu não sei como ele aguentou conviver com ela durante oito anos, ainda mais passando por todas as humilhações que ela fazia com ele. - Ah, sim. E o patrão o que falou disso? - Então, foi super compreensível e me liberou na hora. - Muito humano ele né, amiga? - Demais. Suspirei ao pensar no beijo quente que nós demos ontem em seu apartamento de Guarapari. - Ah e por falar na humanidade dele, a Fê me disse que o convidou para a festa. Será que ele vai? Aí nós conhecemos a famosa esposa dele que ela tanto fala. Será que ela também vai? A Fê disse que ela esteve na inauguração da lanchonete do centro em 2015, e também falou que ela é muito gente boa. Calma, tranquila, e muito centrada, e também disse que é uma mulher lindíssima, mas também um homem gato igual a ele, tem que estar com uma mulher a altura. Não acha? Escutar Bianca falar aquilo, me causou uma certa revolta, misturado com um pouco de indignação, pois ela e nem a Fernanda tinham noção do quanto a ex mulher dele era uma pessoa totalmente arrogante, fria e manipuladora. - Ui amiga! Credo! Que cara é essa? Ficou azeda do nada. Já sei, está assim por causa daquele traste do Arthur. Você ainda gosta dele? - Não, eu não sinto mais nada pelo Arthur, a não ser raiva. - Nossa! Quanta amargura! - Eu tenho certeza que ele não está atendendo as minhas ligações de propósito. Ele não quer terminar, Bianca, é isso. - Mas ele não pode te obrigar a ficar com ele. Isso é errado. - Errado é, mas infelizmente ele está fazendo isso. (...) Quando chegamos à festa da Fernanda, que era em uma casa muito bonita, encontramos a Giovanna juntamente com o João que foi logo ficar com a Bianca, e pelo visto esses dois estão firmes. Depois que Giovanna me arrastou até a área da piscina onde estava acontecendo a festa e também o churrasco, escutei a minha música preferida que era Galopa, de Pedro Sampaio tocar. Então sem me importar muito com quem estivesse olhando para mim, eu comecei a mexer os quadris de um lado para o outro, enquanto eu requebrava o bumbum até o chão como se não houvesse amanhã, curtindo o momento, e me contagiando com o ritmo da música, escutei Giovanna sussurrar algo em meu ouvido dizendo que iria procurar a aniversariante para nós entregarmos o presente e cumprimenta-la, e depois pegar uma cerveja para ela, mas assim que a vi se afastar, senti alguém me encochar, e colocar a mão na minha cintura sem nenhuma permissão, e esse foi o motivo para que eu virasse para ver quem era. - André! - Encarei o traste totalmente surpresa, já que em hipótese alguma, poderia imaginar que ele fosse convidado para a festa da Fernanda, será que eles se conheciam de onde? - O que você está fazendo aqui? - Perguntei com uma certa curiosidade, enquanto percebi o seu olhar cheio de malícia sobre o meu corpo. - O mesmo que você gata, me divertindo. - Começou a dançar mostrando um sorriso cínico, e aquilo me deixou profundamente irritada. - E por falar em divertimento, você está muito gostosa. Fiquei de p*u duro agora só de ver você rebolando sua b***a gostosa, aposto que você está com uma calcinha enterrada nesse seu rabão gostoso. Ridículo! Isso foi o motivo para eu estapear o seu rosto, vendo ele passar a mão sobre o local logo após eu ter dado um t**a, que querendo ou não foi bem merecido. - Fica longe de mim, seu escroto de m***a! - Vociferei, vendo o b****a dizer logo a seguir: - Vem comigo que eu tenho uma coisa pra te mostrar. Quando eu vi que o i****a fez menção de segurar o meu braço, eu logo me esquivei. - Eu não vou com você pra lugar algum! Me deixa em paz! - Me irritei novamente. - Isso tem haver com o Arthur, o seu namoradinho? - Ironizou. - O que você sabe sobre o Arthur? - Perguntei curiosa. - E o que você está fazendo na festa da Fernanda? - Ainda queria entender o motivo dele estar ali. - Nós somos primos de 3°grau, entendeu? - Entendi, mas agora eu quero saber o que você sabe sobre o Arthur? Mesmo que eu estivesse à espera de uma resposta do seu paradeiro, para terminar logo com isso, eu não podia me precipitar fazendo com que o b****a do André descobrisse, já que ele era outro, ou até pior que o Arthur. Na verdade eu nem sabia quem era o pior dos dois. - O seu namoradinho está aqui na festa. Ele disse por fim, gerando uma certa surpresa em mim, já que em hipótese alguma poderia imaginar que ele conhecesse a Fernanda. - Sério? E você sabe onde ele está? Eu preciso muito falar com ele. Mordi o lábio me sentindo um pouco ansiosa, para terminar logo com ele, e me jogar nos braços do meu gatão. - Sei, vem comigo que eu vou te mostrar. Ainda mostrando-se um pouco nervosa e apreensiva, eu o segui até a parte interna da casa, e depois de passarmos pela sala, eu continuei seguindo ele por um corredor, que tinha apenas dois quartos, para onde será que esse infeliz estava me levando? Ui! Só em pensar me dava náuseas. - Por que me trouxe aqui, André? - Porque é aqui que o seu namorado está. - Pronunciou com muita tranquilidade, e eu acabei ficando com um pouco de medo, já que nada do que vinha desse garoto prestava. - Vamos ver aqui. - Foi metendo a mão na maçaneta para abrir a porta, e após ele ter feito isso, eu fiquei completamente boquiaberta com a cena que eu estava vendo.
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