O postinho da Babilônia sempre pareceu menor à noite. Não fisicamente — as paredes continuavam no mesmo lugar, os corredores estreitos iguais —, mas por dentro de mim. À noite, tudo ecoava mais. O som distante de um rádio em alguma casa, o passo apressado de alguém passando lá fora, o zumbido insistente do ventilador velho girando no teto. Tudo parecia amplificado porque eu estava sozinha com os meus pensamentos. E eles não me davam trégua. Eu estava sentada atrás do balcão, de jaleco fechado até o pescoço, tentando organizar prontuários que já estavam em ordem. Abri a mesma gaveta três vezes. Fechei. Abri de novo. Qualquer coisa para não olhar o celular. Mas eu olhei. Claro que olhei. A última mensagem ainda estava lá, iluminando a tela como se tivesse sido enviada agora: “Tá tudo b

