Arrastei aquela infeliz pelos cabelos, sentindo cada solavanco do corpo dela contra os degraus e o concreto. O ódio tava me deixando cego, surdo pra qualquer coisa que não fosse o som do sofrimento dela. Quando chegamos no pátio principal, onde o movimento da boca ferve e os moleques tavam todos de prontidão, eu parei. Dei um puxão final que fez ela girar no ar e cair de cara no asfalto quente, bem no centro do círculo que os soldados começaram a formar. — AÊ, GERAL! LARGA OS RADINHO E PRESTA ATENÇÃO NA VISÃO! — gritei, a voz ecoando como um trovão pelas vielas da Maré. — OLHEM BEM PRA ESSA v***a AQUI! A Luna tentou se encolher, o rosto já todo manchado de sangue e a camisola de seda rasgada, revelando pro morro inteiro a mulher que eu tratava como se fosse de porcelana. Ela olhou pros l

