capitulo 62 continuação

1635 Words

A DONA DO JOGO (LUNA) A Estela estava no chão, tonta, com o rosto marcado pelo meu tapa e o corpo trêmulo sob a seda suja que eu a obriguei a vestir. Ela se arrastou até os meus pés, agarrando a bainha do vestido de linho que agora me pertencia. — Por favor, Luna... pelo amor de Deus, não faça isso! — ela soluçava, a voz sumindo no meio do pânico. — Eu não sei quem é esse tal de Marlon! Eu não sei o que me espera lá! Me deixa voltar para a minha vida, eu te imploro... eu te dou tudo, mas me deixa ir! Olhei para ela de cima, sentindo um asco que me subia à garganta. A piedade é uma fraqueza que eu enterrei junto com o meu cordão umbilical. — Tua vida agora é minha, maninha — sibilei, curvando-me e segurando o braço dela com tanta força que minhas unhas cravaram na pele. — E a minha vida

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