NARRAÇÃO: O DONO DA p***a TODA (PIVÔ) Subi a ladeira em direção à mansão sentindo o peso de cada passo, como se o asfalto da Maré estivesse tentando engolir minhas botas. O eco do estrondo da porta de ferro do galpão ainda vibrava nos meus ouvidos, misturado com o soluço sufocado da Luna. Eu estava no veneno, mas era um veneno que não matava rápido, ele ia corroendo por dentro, transformando tudo que era homem em mim em puro instinto de sobrevivência e vingança. Passei pelos vapores na entrada e ninguém ousou me olhar no olho. O clima no morro tava mais pesado que blindado em dia de operação. Entrei em casa, joguei a chave no aparador de mármore e fui direto pro quarto de hóspedes, onde o Tiziu tava entocado, se recuperando do aço que levou pra me salvar. O cheiro de éter e remédio bate

