capitulo 122

2015 Words

O CARRASCO E O RADAR: A REDENÇÃO PELO AÇO NARRAÇÃO: DANTE O teto de gesso descascado do meu quarto parecia que ia desabar a qualquer momento em cima de mim, um reflexo do meu mundo que já tinha vindo abaixo faz tempo. O peso que eu sentia no peito era bem pior que a laje; era o peso da traição e do luto. Fazia três dias que o Tiziu tinha me jogado aqui dentro desse barraco, depois que o médico do morro deu uns pontos nos meus rasgos e me entupiu de remédio pra dor. O corpo tava um caco, remendado, mas a mente... a mente era um moedor de carne que não parava de girar um segundo. Eu tava deitado, olhando pro ventilador de teto que girava devagar, fazendo aquele barulho irritante — tec, tec, tec — que parecia o som das correntes batendo lá no quartinho onde o Pivô quase me mandou pro sete

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