capitulo 121

1138 Words

O PACTO NA BIQUEIRA E O XEQUE-MATE NO PASSADO NARRAÇÃO: (PIVÔ) Eu dei mais uma tragada funda, sentindo a fumaça preencher o pulmão com aquela queimação que bota os nervos no lugar. Olhei pro nada, pro breu da madrugada da Maré, e em cada nuvem cinza que eu soltava, eu via o rosto da Estela desenhado, aquele sorriso de quem não conhece a maldade do mundo mas que tava ali, fechamento comigo. A risada do Tiziu tinha morrido de estalo, e o silêncio que ficou entre a gente era daquele tipo carregado, uma frequência que só quem é irmão de crime, de sangue e de bala entende. — Príncipe eu não sou, Tiziu... tu sabe muito bem que a minha caminhada é no espinho e o meu trono é montado em cima de caixa de munição e fuzil 762 — sibilei, jogando a brasa do cigarro no chão e esmagando com a ponta do

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