NARADO POR MARLON O vento ali no topo do morro soprava com uma força diferente, limpando a mente e levando embora, nem que fosse por um momento, o chiado constante dos radinhos e a tensão pesada que brotava em cada esquina lá embaixo. Eu via a Estela hipnotizada com o horizonte infinito, a luz do sol de meio-dia batendo naquele rosto de porcelana que agora tinha um brilho diferente, uma mistura de suor da caminhada e a adrenalina de quem tá descobrindo a própria força. Eu não aguentei a visão. Dei um passo pra frente, devagar, e abracei ela por trás, envolvendo aquela cintura de pilão com meus braços calejados, sentindo o corpo dela se encaixar com uma perfeição absurda no meu peito, como se ela tivesse sido desenhada pra estar ali. — Esse é o único lugar dessa p***a onde eu sinto que o

