O BATISMO NAS VIELAS E O DESPERTAR DA PATROA NARRAÇÃO: (PIVÔ) Eu ainda tava sentindo a pulsação da Estela contra a minha pele, aquele calor absurdo de quem acabou de se entregar, o suor colando nossos corpos como se a gente fosse um só, quando o rádio do Tiziu cortou o ar com aquele chiado maldito. A Estela me olhou com os olhos arregalados, aquela timidez de arquiteta do Leblon voltando devagar conforme a adrenalina baixava, e ela já foi catando o lençol pra se cobrir toda, cheia de dedos. — Marlon... você não vai responder? — ela sussurrou, a voz ainda rouca, toda arranhada pelo prazer que a gente viveu, apontando com o queixo pro radinho que não parava de gritar em cima da mesa. — Vou nada, pequena. O morro não vai fugir do lugar em dez minutos e o Tiziu sabe muito bem como segurar

