NARRAÇÃO: O DONO DA p***a TODA (PIVÔ) Ela me beijou com aquela fome de quem quer calar a minha boca com a dela. Eu correspondi, mas não foi com amor. Foi um beijo agressivo, seco, daqueles que deixam o gosto do ferro na boca, apertando a nuca dela com uma força que fazia ela gemer entre os meus dentes. Eu queria que ela sentisse que o Marlon que ela dobrava no carinho tinha morrido na Avenida Brasil. Num solavanco, segurei ela pelos braços e tirei ela de cima de mim, colocando ela de pé no chão frio do quarto. O silêncio voltou a reinar, quebrado só pelo som da nossa respiração pesada. — Tá bom de teatro por hoje, Luna — falei, limpando o canto da boca com as costas da mão. Ela me olhou com os olhos brilhando, uma mistura de raiva e desejo, ajeitando o cabelo bagunçado enquanto o lenço

