Capítulo 04

2246 Words
[Iyrb Jaesper] Se passou um mês deste a última vez eu havia visto a Lincy. Sempre que ia em sua casa ela não estava ou não queria me ver e se trancava no quarto até eu ir embora. Estava quase conseguindo resolver meu problema com a minha mãe a Jenny, com a ajuda do Janísio, os meninos e algumas pessoas extras por aí. Quando eu resolver tudo poderei finalmente tê-la em meus braços e sobre minha proteção após três longos e tortuosos anos em que eu vivi e provavelmente ela também. Era uma quarta feira nublada avisando que iria chover logo, e eu estava na empresa do meu pai enquanto ele resolvia assuntos particulares em um país estrangeiro. Justo no dia em que ele estava resolvendo isso teria uma reunião com a Sra. ou o Sr. Sonji sobre expandi a empresa para outras novas áreas.  Me encontrava extremamente nervoso, mas tentava me manter pleno na frente dos demais. — Sr. Jaesper! — Charlotte entrou no meu escritório tirando-me dos pensamentos. — Eles ainda não chegaram, devo ligar para eles? — Não! — Exclamei levantando-me da cadeira caminhando até sua direção, saindo da sala. — Eles são pontuais, deve que aconteceu algo. — Eles estão atrasados três minutos. — Ela disse e eu olhei para ela arregalando os olhos. — Essa fobia toda só por três minutos a mais que o combinado? — Indaguei e ela olhou para baixo assentindo. — Eles chegarão logo! Olhei em meu relógio de pulso, quando ouvi pequenos assobios vindo dos homens que trabalhava para meu pai e em seguida um tintilar de um salto no chão. Ergui meu olhar vendo a Lincy caminhando em minha direção usando uma saia colada realçando seu quadril com uma pequena a******a na barra da saia, uma blusa social branca em suas mãos estavam algumas pastas e sua bolsa. Engoli o seco mordendo meu lábio inferior ao ela parar em minha frente sorrindo de lado. — Desculpem a demora, começou a chover e o trânsito está uma droga. — Ela disse ainda sorrindo fazendo com que eu, hipnotizado em como ela estava sensual, apenas concordei. Bem que os meninos falam, eu sou muito cachorro dela! — Devemos concluir rapidamente essa reunião, pois a Srta. Lincy tem uma reunião importante as seis horas. — Chanse, seu primo, que eu nem havia sentindo a sua presença disse fazendo-a rir. — Sua roupa está um pouco extravagante para se utilizar em uma empresa. — Charlotte disse olhando-a de cima embaixo, provocando a Lincy. Pelo visto meu aviso dela ser bem grossa quando provocada, entrou em um ouvido e saiu pelo o outro. — Antes de falar de mim se olhe no espelho. — Lincy disse apontando com as pastas para o seu enorme decote da sua blusa próximo aos seus s***s. — Bem, vamos iniciar essa reunião!? — Indaguei cortando aquele clima mortal de ambas. Lincy me encarou concordando juntamente com o seu primo. Apontei para uma direção e eles começaram a seguir ele enquanto eu estava atrás apenas orientando eles. Entramos na sala de reunião e nós sentamos nas cadeiras começando a debater sobre a tal ideia de expandi a empresa para novas áreas.   — Se expandimos teremos um novo público alvo... — Lincy disse enquanto olhava em suas pastas com o canto de seus lábios presos. — Então no caso séria os adolescentes? — Indaguei e ela olhou para mim sorrindo. — Mas termos que fazer isso sem perder os nossos antigos clientes! — Eu estava pensando em criar uma empresa só de produto de beleza. Se funcionar e atrairmos uma boa porcentagem de adolescentes e também os velhos clientes, expandiremos para o mundo, afinal grande parte da sociedade gosta de conservar sua pele. — Ela disse e eu relaxei na cadeira analisando um pouco a sua sugestão. — Mas isso custará muito dinheiro. — Charlotte disse inocentemente e nós olhamos para ela. — Nossas empresas são bilionárias! — Lincy e eu dissemos ao mesmo tempo rindo em seguida. — Conversaremos com nossos pais, que são os donos das empresas, se eles concordarem, realizaremos essa ideia. — Exclamei e a Charlotte concordou anotando isso em um bloco de notas. — Mudando de assunto, quando vocês irão herdar as empresas? — Chanse mudou completamente de assunto recebendo um olhar de repreensão de sua prima. — Espero que nunca chegue. — Lincy disse sorrindo fraco olhando para ele e em seguida para mim, fazendo com que meu coração batesse mais rápido. — Por que? — Indaguei apoiando-me na mesa olhando para ela tentando controlar meus batimentos cardíacos. — Por que eu não quero deixar meus filhos, se eu tiver, em casa sozinho para viajar à negócios. — Respondeu-me olhando em meus olhos. — Não quero fazer a mesma coisa que meus pais faziam comigo. Quero apenas aproveitar ele e dar o máximo de amor possível. — Eu te entendo! — Exclamei abaixando meu olhar, pois eu pensava da mesma maneira que ela. — Mas eu tenho certeza que isso nunca acontecerá. — Por que fala isso? — Ela indagou arqueando a sua sobrancelha para mim debochada. — Por que serei o pai... — Exclamei em um tom totalmente baixo para que somente eu ouvisse. — Não escutei, pode repetir. — Questionou ela e eu neguei balançando minha cabeça sorrindo. — Nada demais! — Exclamei olhando nos papeis que havia em minha frente o que mais teríamos que conversar.  [Duas semanas depois...]  Novamente a Lincy viria a empresa, para escolhemos como tudo será na nova área da empresa, já que nossos pais concordaram e deixaram em nossas mãos de arrumar tudo para que nós acostumassem com todo o processo. Felizmente eu havia conseguido resolver meu problema com minha mãe e a Jenny, resultando em uma enorme felicidade ao imaginar que eu a teria novamente comigo ao meu lado. Toda vez que eu via a Lincy naquela roupa formal subia uma enorme vontade de agarrar ela ali mesmo na sala e quem sabe rolar alguma coisa à mais, mas isso não seria possível, por que seu primo toda vez que ela vinha na empresa estava com ela e não desgrudava dela nem um pouco. Scarlet havia me enviado mensagem dizendo que Lincy estava desconfiando dela e que era para mim resolver essa coisa logo, pois ela não queria perder sua melhor amiga. De início eu não acreditei que as inimigas declaras de escola haviam se tornado melhores amigas três anos depois, mas eu fiquei feliz ao saber disso. [Sonji Lincy] — MEU DEUS, EU VOU CHEGAR ATRASADA! — Exclamei em um tom alto ao entrar em um congestionamento. Buzinei algumas vezes relaxando no banco do carro em seguida soltando um longo suspiro. — Está com pressa de ver seu amor? — Chanse disse fazendo-me olhar para ele com um olhar mortal. — Você percebeu que sempre que você chega perto dele ele cora ou sua respiração fica desregular! — Não, percebi não. — Murmurei e ele concordou sorrindo olhando no seu relógio de pulso.  Minha mãe ao saber que a reunião em que eu fui em seu lugar foi um sucesso, ficou super feliz e disse que sempre que tiver uma reunião com a empresa do Sr. Iyrb ela me mandaria no lugar dela para resolver tudo. Na sua frente eu reclamava, mas bem lá no fundo, eu estava adorando ficar no mesmo ambiente que ele, me lembrava de quando a gente namorava. Finalmente os carros começaram a andar. Acelerei a caminho da empresa em quem teríamos nossa reunião. Entrei no estacionamento particular, pegando minha bolsa e algumas pastas com documentos que estava no banco de trás saindo do carro junto com o Chanse a caminho do elevador. Como sempre o Jaesper nos recebeu com um sorriso doce nos lábios e guiou a gente até a sala junto com a sua secretária.  Jaesper estava muito diferente. Uma vez durante uma reunião ele subiu as mangas da sua blusa social mostrando a tatuagem em que fizemos no mesmo dia e mais algumas em seu braço. No mesmo dia ele abriu os primeiros botões da sua blusa social revelando uma pequena parte da sua tatuagem que possuía no peitoral. Vontade de descobrir o que era não faltava. — Desculpem... — Exclamei ao ouvir meu celular vibrando dentro do bolso. Peguei-o e fui até o canto da sala olhando a tela vendo que era o Zion. — Lincy! — Ele disse em seu tom alegre como sempre. — Você está ocupada!? — Estou no meio de uma reunião importante! — Respondi-o e ele soltou um resmungo baixo. — Por que? — Queria chamar você para sair comigo... — Ele disse em um tom baixo e eu soltei uma risada baixa.  — Se eu sair mais cedo eu te ligo e a gente marca um bom lugar. Se não der para sair mais cedo te encaminho uma mensagem avisando, ok? — Indaguei esperando a sua resposta que veio mais animada do que esperava. Bloqueei a tela voltando para a cadeira onde eu estava sentada, guardando meu celular dentro da bolsa erguendo meu olhar vendo que o Jaesper me olhava com uma cara nada boa. — Quem era? — Chanse indagou sabendo quem era, mas perguntou apenas para provocar o Jaesper ao ver que ele estava m*l-humorado. — Hm. Ninguém! — Respondi limpando minha garganta ouvindo o filho duma égua do meu primo rir. — Foi o Zion? Sempre achei que vocês formam um belo casal. — Ele disse e eu olhei para ele mandando-o calar a boca dele. — O que foi? — Eu vou testar a resistência dessa mesa com o seu belo rosto se não calar sua boca. — Exclamei e ele riu abraçando-me de lado deixando um selar em minha cabeça. — Eu sei o que você está fazendo. — Sussurrei para que apenas ele ouvisse. — Eu sou inocente dessa vez. — Ele disse no mesmo tom soltando-me, mas seu sorriso em seus lábios provava o contrário. — Então, vamos voltar para o que interessa? — Exclamei em um tom alto e todo mundo concordou. No decorrer da reunião o Jaesper se mantinha sério e seu tom era ríspido comparado ao início da reunião. Cheguei a pensar que ele estava com ciúmes, mas logo descartei essa hipótese chegando à conclusão que ele pode também ser bipolar em alguns momentos. [21:29PM]   Finalmente aquela reunião havia terminado, após intermináveis e tortuosas horas naquela sala falando de coisas irritantes que davam tédio em nós, porém, continuamos firme e concluímos ela com sucesso. Enquanto guardava os documentos nas pastas para ir embora, senti alguém parar ao meu lado. Olhei vendo que era o Jaesper com uma sobrancelha arqueada: — O que foi? — Indaguei olhando para ele sem entender muito o que ele queria comigo. — Nada... — Ele respondeu-me soltando um longo suspiro. — Na próxima vez não deixe o celular ligado durante uma reunião. — Saiu da sala deixando-me com a maior cara de i****a olhando para a porta. — É, ele está com ciúmes! — Chanse disse parando ao meu lado olhando para o mesmo lugar que eu. — Eu tenho um namorado e eu sei muito bem quando ele está com ciúmes. — Mas o que eu fiz? — Resmunguei pegando minha bolsa e minhas pastas olhado para ele. — Você é muito sonsa Lincy. — Ele disse dando um peteleco em minha testa saindo da sala. Fiquei alguns minutos tentando raciocinar tudo. — AAAAAAAAHH... — Exclamei em um tom alto entendo finalmente. — Ele está com ciúmes por causa do Zion... MEU DEUS O ZION! — Peguei meu celular rapidamente mandando uma mensagem para ele explicando que eu não poderei sair com ele naquela hora. Guardei-o novamente na bolsa saindo da sala. — DUMBO ME ESPERA! — ACELERA OS PASSOS ENTÃO ANÃ DE JARDIM! — Ele gritou do final do corredor olhando para trás. Corri até ele, parando ao seu lado, sentindo-o me abraçar de lado enquanto caminhávamos para o estacionamento. — Eu que dirijo. — Disse assim que paramos próximo ao carro, concordei entrando a chave para ele entrando no banco do passageiro enquanto ele ligava e movia o carro para fora do estacionamento. Eu nunca tinha visto o Jaesper com ciúmes, na verdade, só uma vez a três anos atrás. Foi interessante rever novamente ele com esses sentimentos. Chegamos em casa e eu rapidamente entre na casa livrando-me dos saltos e da saia justa que eu usava e que tanto me incomodava durante a reunião. Coloquei minha bolsa no sofá junto com as pastas procurando pela minha mãe. — TIA! — Chanse gritou também percebendo que ela não estava na cozinha e nem na sala. — O sapato dela está na porta. — Apontou para o local. — MÃE! — Exclamei subindo as escadas indo até seu quarto. Abri a porta lentamente vendo-a em um canto chorando. — Hey, o que foi? — Seu pai e eu brigamos... — Ela disse com a voz fraca por conta do choro. — Ele disse que só voltaria quando eu mudar minhas atitudes. — Se eu ver meu tio e eu esgano nele... — Chanse disse acariciando os cabelos dela lentamente enquanto me olhava assustado e sem saber o que fazer. — Fica assim não tia! — A gente te ama, isso que importa! — Exclamei aproximando da mais velha abraçando-a enquanto ela chorava. Vontade de matar meu pai era muita, mas muito mesmo. Tanta que ainda sobrará após ele morrer.  
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