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Uma Melodia Ao Anoitecer - Spin Off: A Música Que nos Une

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intro-logo
Blurb

Erik Collins é um músico bem-sucedido e realizou seu sonho. É maestro da Ópera de Paris e está prestes a se casar com a filha de um visconde, Alice Durant. O que ele não sabe é que sua noiva esconde um segredo, que pode ser perigoso para sua vida.

Misteriosamente, a ópera onde Erik era maestro pegou fogo, com ele dentro, mas nunca encontraram seu corpo. Ele é dado como desaparecido pela políciade. Anne e Henry Collins, seus pais adotivos partem de Londres, em sua busca, procurando por ele em Paris. E claro, não sem lorde Klyne e sua esposa.

Enquanto isso, Erik está sem memória e é ajudado pelo conde Derby, quando ele o atropela com sua carruagem nas ruas parisienses. Sentindo remorso, o conde resolve ajudá-lo a encontrar suas origens, mas por residir em Londres, ele leva Erik para sua residência. E nesse meio tempo, desmemoriado, ele conhece a irmã do conde, lady Daphne.

Lady Daphne é curiosa e começa a desenvolver um forte interesse romântico por Erik, que foge de sua presença, por ainda estar confuso com sua própria identidade e com medo das consequências de um possível cortejo. Mas, ela não é de desistir fácil. Está disposta a agarra-lo e conquistar seu coração.

Nessa história, Erik por não lembrar do seu passado, fica dividido entre seguir em frente ou buscar seu passado. Ele terá que lidar com os estragos que sua noiva fez em sua vida e descobrir quem ele é de verdade.

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Prólogo
Essa história fala sobre Erik Collins, um personagem órfão, que foi encontrado pelo médico Henry Collins, na porta do hospital onde trabalhava. Ele foi um garoto arredio, selvagem e que não se comunicava. Estava machucado por dentro e por fora. Com sua face esquerda ferida pelo fogo. Mas, dentro dele existia a música e Anne, que se tornou esposa de Henry, ajudou Erik despertar sua voz interior. Essa história é para ele e uma homenagem ao fantasma da ópera. Eu disse que faria o Spin Off de A Música Que Nos Une com Robert, lorde Klyne, como principal, mas preferi começar por Erik, dessa vez. * Erik viu o fogo se alastrar, tomando todo o palco. Correu o máximo que pode, para encontrar sua noiva, Alice, pois ela estava em um dos camarotes. Não poderia perde-la. Fora tão difícil conseguir sua mão. Conquista-la fora trabalhoso, devido ao seu rosto queimado. Era algo que não poderia mudar. E se recusava a esconder seu rosto das pessoas, mesmo quando elas o olhavam com aversão. Isso pouco importava para ele. Mas, quando ela pediu que usasse uma máscara, ele fez isso por ela. Naquele momento, só pensava nela e tentou acessar o andar de cima, pelas escadarias, mas foi barrado pelos bombeiros. Eles o tiraram a força, o jogando para fora. - Não, não. Alice está lá dentro – ele gritou. Ninguém o ouvia. Ele tentou voltar para o teatro e quando chegou na entrada, sentiu algo bater em sua cabeça. A dor fora intensa em sua nuca e se sentiu tonto. A escuridão o tomou por inteiro. * Ele percorreu as ruas, com as mãos cheias de sangue. Não sabia realmente que seria capaz de m***r. Mas, aquele homem queria cortar seu corpo novamente, provocando escoriações, para exibir para os nobres ricos, como se ele fosse uma aberração. Ele sabia que não era. Seu nome era Fera, infelizmente. Não tinha nome. Ele sabia que tinha um nome. Mas, qual era? Sentiu a bile voltar e vomitou no chão de pedras. Se odiava por isso. Agiu como um monstro. Sabia que alguém o ensinou a ser bom. A ser justo, mas quem? Era sua mãe? Só se lembrava de sonhar com uma mulher loira, cantando para ele. E ele, para agrada-la, tocava o piano e violino. Amava aquela mulher. Ela era seu anjo. Queria encontra-la de novo. E correu pelas ruas. Sabia que estava em Paris. Infelizmente, não lembrava como chegou lá, nem suas origens. Simplesmente acordou em uma cela escura e fétida e começou a ser exibido, como um monstro para várias pessoas, que davam dinheiro para vê-lo, até mesmo feri-lo ou só o tocar. Era estranho e ele se sentia miserável. Seus carcereiros nunca disseram quem ele era, mesmo que perguntasse. Nenhum deles estava disposto a ajuda-lo. Então, não suportando mais ser tratado com lixo, conseguiu aproveitar que seu carcereiro entrou e o atacou, roubando sua faca e afundando em sua barriga. Depois, foi fácil sair daquele lugar. Ele só precisava achar um lugar que alguém pudesse ajuda-lo, mas era noite ainda. Não havia ninguém nas ruas, a não ser prostitutas e cavalheiros de honra duvidosa. Ele estava muito encrencado. Como iria sair daquela situação? Não prestou atenção, quando atravessou a rua. Algo o acertou em cheio e a dor era lancinante. Apenas apagou, sentindo o gosto de sangue em sua boca. * - Merde! Merde! – disse Jonathan, lorde Derby, passando a mão pela testa. Como foi sair desenfreado pela rua? Bom. Não imaginava que teria alguém passando na rua àquela hora. Eram três da manhã. E somente quem saia as ruas eram pessoas de índole duvidosa. Não que ele fosse. Estava fugindo do marido de sua amante. Ele não queria morrer aquela noite e deixar sua irmã Daphne sozinha, aos cuidados de seu primo, lorde Chartres. Aquele homem iria enlouquece-la. E ela com certeza iria maldize-lo para sempre, mesmo que estivesse a sete palmos do chão. Olhou para o homem que estava estirado no chão, desfalecido. Sangue escorria de sua cabeça, com cabelos escuros e grandes. Ele tinha f**a cicatriz no lado esquerdo do rosto. A carne parecia ter sido queimada e cicatrizada há muito tempo. Teve pena do rapaz. Deveria ajuda-lo. Ou deixa-lo ali. Pensou e pensou. Andou de um lado a outro. Seu irmão diria que ele deveria ajudar as pessoas necessitadas. E também, aguentar as consequências de seus atos. Seu pai diria: isso não é problema seu, resolva agora. Mas, eles não estavam ali. Pensou em Daphne. O que ela faria? Com certeza iria colocá-lo para dentro da carruagem, ignorante dos perigos que uma pessoa estranha poderia trazer a ela. A jovem era desmiolada e gostava de salvar animais. E até mesmo contratou uma jovem que encontrou na rua, passando fome. Jonathan mordeu os lábios. O que fazer? O que fazer? - Milorde. É melhor irmos, antes tenhamos atenção de pessoas indesejadas – disse seu cocheiro. Olhou para ele. Por que raios aquele homem o deixou conduzir? Ele deveria ter dito, não milorde. Não pode fazer isso. Ele simplesmente deixou e entregou as rédeas. Bom, Jonathan sabia que era culpa dele, por sair desenfreadamente. - Ajude-me com esse homem. É nossa responsabilidade agora – Jonathan ordenou. - Mas, senhor...- o cocheiro começou a dizer. - Agora, Flint – ele exigiu. Flint desceu da carruagem e pegou os pés do homem e Jonathan o pegou pelos ombros. Ele pesa como chumbo. Quase caíram ao tentar ergue-lo, e depois, para colocá-lo na carruagem. Aquela noite seria a mais longa de sua vida. E estava fazendo uma boa ação. Ajudando um desconhecido e também, é claro, consertando sua própria bagunça, ao ter atropelado aquele homem. * Ele se sentia estranho por dentro. Esquisito. Fervia, esfriava. Doía sua cabeça, latejava. A dor se alastrou por todo corpo. Sentia que algo passara por cima dele. - Erik – escutou alguém falar, ao longe. Mas, que era Erik? – Erik! Ele acordou, assustado. Sentia o suor escorrer por todo seu corpo. Olhou para os lados, acreditando ainda estar em sua jaula, como um animal. Mas, estava em um quarto iluminado com luz elétrica e em uma cama macia e quente. Alguém estava sentado ao seu lado, em uma cadeira. - Onde estou? – ele perguntou, sentindo a voz pastoso. O homem o fitou, com uma expressão cansada. Barba por fazer. Cabelos escuros e grandes olhos azuis. Era um cavalheiro, pelas suas roupas elegantes. Vestia apenas camisa, colete azul metálico e calças de montaria, preta, com botas de cano longo, de couro preto. - Está em minha residência – o cavalheiro respondeu, com uma voz de barítono. Ele poderia ser um cantor de ópera, com certeza. Não sabia o motivo de ter pensado nisso. Nunca tocou música. Pelo menos, não se lembrava disso – Infelizmente, eu o atropelei com minha carruagem. Sinto muito por isso – ele disse, sincero. Seu sotaque era inglês. Um péssimo francês. - Se o senhor preferir, pode falar em inglês. Quase não entendo o que fala. O cavalheiro riu. - Está bem. O senhor me descobriu. Sou péssimo com outras línguas – ele disse, em sotaque inglês empolado – Bom, devo me apresentar, já que não há ninguém aqui para fazer isso. E sinceramente, acredito ser ridículo essas etiquetas sociais. Sou Jonathan Harris, conde de Derby. Agora, me diga, qual é seu nome? Meu nome, ele pensou. Meu nome. Fera? Não, não. Fera, não. A cabeça doía, só de pensar. - Eu não sei – ele respondeu. - Ah, por Deus – lorde Derby exclamou, levando a mão ao peito – Além de atropela-lo, acabei com sua vida. - Não, não se preocupe, milorde. Eu já não me lembrava quando o acidente aconteceu – garantiu. - Isso é um alívio, mas não resolve seu dilema – lorde Derby disse, colocado a mão no queixo, pensativo – De onde estava vindo? Acredito que o senhor tenha educação, pela forma como fala. - Se eu lhe contar, promete não me devolver para esse lugar? – ele perguntou, receoso. Está com medo. Medo de voltar para a cela escura e fétida. - Por Deus, não me diga que fugiu da prisão? – lorde Derby perguntou – Eu não posso abrigar um assassino. Um ladrão. Nada disso. - Milorde julga as pessoas por sua aparência e erros – ele disse, amargo – Não se preocupe comigo e com minha origem. Posso ir embora agora, sem lhe causar problema. Quando tentou levantar, se sentiu tonto e caiu na cama, novamente. Se sentia patético. - Me desculpe, mas estou apenas preocupado com minha segurança – lorde Derby justificou – Diga-me, de onde veio? Prometo não o condenar, dessa vez. - Eu vim de um lugar onde as pessoas eram tratadas como animais. E que eram vendidas, também. Lorde Derby abriu e fechou a boca. - Por Deus. Eu já tinha ouvido falar desses lugares. Achei que estávamos progredindo – ele disse, com raiva. Seus olhos se tornaram escuros – Se puder me dizer onde é, irei fechar esse local. Tenho contatos que podem fazer esse trabalho para mim e entrega-los as autoridades. Ele, a Fera se sentiu agradecido. Não, Fera não. Ele sabia que não era um animal. Segundo a mulher que era seu anjo, com quem sonhava, ele era uma pessoa normal. Alguém que merecia respeito. Ela o chamava de Erik. Talvez, esse fosse seu nome. - Eu ficaria agradecido se pudesse fechar esse lugar. E acho que acredito saber ao menos meu nome. - É qual é? – Lorde Derby perguntou. - Erik. Meu nome é Erik.

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