CAPÍTULO 06 (ERIKA)

1073 Words
ÉRIKA Tomo um banho, pego uma lasanha largo no micro enquanto bebo um copo de whisky, o micro apita e eu vou bota pra dentro. Depois de comer subo pro meu quarto escovar os dentes e sento na cama pra refletir. Minutos depois escuto fogos e meu rádio toca é o Cesar César: É invasão fica em casa! O César não me deixa se meter nas invasões, quando me treinou me deu uma regra, nunca me meter nas invasões. Óbvio tudo em vão Pego minha fuzil e atravesso nas costas, boto minha pistola na cintura. E passo pelos vapores que tão se protegendo e ao mesmo tempo ligadao com os fuzis. ***: Foi m*l aí patroa mais o patrão deu ordem pra não deixar tu sai não Erika: Cala essa boca! ***: Por favor chefia não faiz isso com nois não, depois o César mata a gente Erika: Mata nada! - falo correndo Vou descendo me protegendo entre as vielas, tem homens meus mortos atirados no chão. Tudo o que é inimigo vou atirando, até que sinto um impacto na minha costela que dói pra c*****o, olho rápido pra traz e vejo um cara atirado no chão agonizando. O BR tá logo atraz dele com a pistola apontada pro cara. Caminho com dificuldade em direção o carinha antes que morra Erika: De que morro tu é?! ***: Do morro do teu cu! - fala lentamente e gemendo Toco a ponta do meu fuzil na costela atingida dele que grita alto de dor Erika: E AI c*****o?? ***: Do Jacareí! - eu e o BR nos olhamos BR: Não te conheço! Malandro tá mentindo! ***:Cheguei lá a pouco tempo - nem espero ele termina atiro de fuzil nele Erika: será?? BR: Se pá! - ele fala pensativo - Bora pro posto agora mesmo Não aguento mais a dor ele tem razão preciso ir pro posto. Vamos nos esquivando entre as vielas e os fogos não cessam, to sangrando bastante e já não tenho mais forças de caminhar então sento em um beco e me escoro na parede, o BR me dá atenção e tenta me ajuda, me pega no colo e vamos indo. No caminho sinto que vou desmaiar, tá doendo muito. Mando ele me largar não aguento mais de dor, ele me solta no chão escorada numa parede e ergue minha blusa, tá feio o ferimento e minha sorte é que esse cara não tava com fuzil, senão eu nem tava mais aqui. BR: A gente precisa continuar Erika: Eu não consigo mais BR: Olha aqui pra mim mulher - ele fala alterado - Tu é a dona dessa comunidade tá entendendo, essa gente precisa de tu, tu é forte, tu consegue, tu precisa fazer isso por ti e por todos tá ligada? Bora la agora! Ele me pega no colo e continuamos, olho pra ele me carregando no colo, tão lindo ele é, tão diferente, me sinto mulher perto dele, esse p*u no cu faz com que eu me sinta frágil, mas que p***a isso é bom pra mim embora não devesse ser. Fico olhando pro rosto dele e vou ficando tonta em seguida apago. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Abro os olhos e olho pro lado tá o César César: Graças a Deus - olho ao redor e vejo que to no hospital Erika: Tô viva, se preocupa não César: Tu quase morreu p***a! E quase me matou também! Erika: Cadê o BR? César: Que tu quer com ele!? - fala bravo Erika: Ele tá bem? Ele que me trouxe pra cá César: É to ligado, ele tá bem sim - entra um homem de boa aparência Dr: Olá Erika, como se senti? Erika: Tonta - falo devagar Dr: É por causa dos remédios, você quase não sobreviver hein, passou por duas cirurgias e posso dizer que você é muito forte. Erika: Duas cirurgias? - pergunto meia tonta - A quanto tempo tô aqui? César: Vinte e cinco dias p***a! 25 dias desacordada! Erika: c*****o! - falo fechando os olhos com muito sono Escuto a voz do César e do doutor longe conversando, e vai ficando cada vez mais distante então apago. (***) Acordo e tem uma pá de vapor ao meu redor, com flores no quarto todo. Menor: Opa patroa, tu sabe que nois é tudo ogro mais fizemo o máximo Kareca: Nois não é Roberto Carlos pra se emociona não kkk mas trouxemos flor aí pra tu Erika: Flor? Deviam ter trazido cachaça, maconha! Isso seria uma boa surpresa DG: Deixa de nóia Erika, tá tomando uma pá de remédio aí ó - uma carinha de preocupação, da até dó Erika: Quase fui - digo pensativa BR: É, mas não foi Erika: Graças à tu DG: Graças ao médico Erika! - fala bravo Erika: Médico um c*****o DG, se não fosse o BR eu nem teria chegado aqui BR: Tu foi forte patroa e não importa quem te salvou importa é que tu tá viva pra comanda Gordo: Hei, vai ter serviço hein Eder: É, deu r**m patroa, uma pá de neguinho morto DG: Ô seus noiado! fala disso agora não p*u no cu! Erika: Quantos?! BR: Esquece isso aí mulher, com o tempo junta tudo de novo DG: Aí, bora trabalhar que já falaram até demais se espalhando todo mundo! Eles vão fazem uns toque comigo e saem, fica só o DG que assim que eles saem me dá um beijo na boca Erika: Cadê o César? DG: Ah não! - fala olhando pro teto com as mãos na cintura - Quer o quê!? Fazer eu me atira dessa janela de tanto ódio?! Erika: Houve uma invasão p***a! Morreu um monte de gente, quero sabe do César! Dg: Tá vivo Erika! Tá bom assim pra ti? Ele ainda ta vivo! Erika: Eu sei que ele ta vivo i****a, foi a primeira cara que eu vi quando acordei a outra vez, e vai fica vivo até que eu decida o contrário falô!? Para de insinua merda cara! DG: Aham! - fala debochado Erika: Quanto tempo fiquei desacordada dessa vez hein?! DG: César disse que tu acordou ontem e apagou de novo Erika: Menos m*l, dessa vez fiquei só um dia né DG: Pois é! Erika: p***a mesmo. Vai lá da uma mão pra reconstruir o que der rubaram DG: Ja faz quase um mês Erika, tá quase tudo certo. Só os neguinho que morreram um monte. Puta merda tamo desfalcado de vapor então
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