ÉRIKA
Tomo um banho, pego uma lasanha largo no micro enquanto bebo um copo de whisky, o micro apita e eu vou bota pra dentro. Depois de comer subo pro meu quarto escovar os dentes e sento na cama pra refletir.
Minutos depois escuto fogos e meu rádio toca é o Cesar
César: É invasão fica em casa!
O César não me deixa se meter nas invasões, quando me treinou me deu uma regra, nunca me meter nas invasões. Óbvio tudo em vão
Pego minha fuzil e atravesso nas costas, boto minha pistola na cintura.
E passo pelos vapores que tão se protegendo e ao mesmo tempo ligadao com os fuzis.
***: Foi m*l aí patroa mais o patrão deu ordem pra não deixar tu sai não
Erika: Cala essa boca!
***: Por favor chefia não faiz isso com nois não, depois o César mata a gente
Erika: Mata nada! - falo correndo
Vou descendo me protegendo entre as vielas, tem homens meus mortos atirados no chão. Tudo o que é inimigo vou atirando, até que sinto um impacto na minha costela que dói pra c*****o, olho rápido pra traz e vejo um cara atirado no chão agonizando. O BR tá logo atraz dele com a pistola apontada pro cara.
Caminho com dificuldade em direção o carinha antes que morra
Erika: De que morro tu é?!
***: Do morro do teu cu! - fala lentamente e gemendo
Toco a ponta do meu fuzil na costela atingida dele que grita alto de dor
Erika: E AI c*****o??
***: Do Jacareí! - eu e o BR nos olhamos
BR: Não te conheço! Malandro tá mentindo!
***:Cheguei lá a pouco tempo - nem espero ele termina atiro de fuzil nele
Erika: será??
BR: Se pá! - ele fala pensativo - Bora pro posto agora mesmo
Não aguento mais a dor ele tem razão preciso ir pro posto.
Vamos nos esquivando entre as vielas e os fogos não cessam, to sangrando bastante e já não tenho mais forças de caminhar então sento em um beco e me escoro na parede, o BR me dá atenção e tenta me ajuda, me pega no colo e vamos indo. No caminho sinto que vou desmaiar, tá doendo muito. Mando ele me largar não aguento mais de dor, ele me solta no chão escorada numa parede e ergue minha blusa, tá feio o ferimento e minha sorte é que esse cara não tava com fuzil, senão eu nem tava mais aqui.
BR: A gente precisa continuar
Erika: Eu não consigo mais
BR: Olha aqui pra mim mulher - ele fala alterado - Tu é a dona dessa comunidade tá entendendo, essa gente precisa de tu, tu é forte, tu consegue, tu precisa fazer isso por ti e por todos tá ligada? Bora la agora!
Ele me pega no colo e continuamos, olho pra ele me carregando no colo, tão lindo ele é, tão diferente, me sinto mulher perto dele, esse p*u no cu faz com que eu me sinta frágil, mas que p***a isso é bom pra mim embora não devesse ser.
Fico olhando pro rosto dele e vou ficando tonta em seguida apago.
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Abro os olhos e olho pro lado tá o César
César: Graças a Deus - olho ao redor e vejo que to no hospital
Erika: Tô viva, se preocupa não
César: Tu quase morreu p***a! E quase me matou também!
Erika: Cadê o BR?
César: Que tu quer com ele!? - fala bravo
Erika: Ele tá bem? Ele que me trouxe pra cá
César: É to ligado, ele tá bem sim - entra um homem de boa aparência
Dr: Olá Erika, como se senti?
Erika: Tonta - falo devagar
Dr: É por causa dos remédios, você quase não sobreviver hein, passou por duas cirurgias e posso dizer que você é muito forte.
Erika: Duas cirurgias? - pergunto meia tonta - A quanto tempo tô aqui?
César: Vinte e cinco dias p***a! 25 dias desacordada!
Erika: c*****o! - falo fechando os olhos com muito sono
Escuto a voz do César e do doutor longe conversando, e vai ficando cada vez mais distante então apago.
(***)
Acordo e tem uma pá de vapor ao meu redor, com flores no quarto todo.
Menor: Opa patroa, tu sabe que nois é tudo ogro mais fizemo o máximo
Kareca: Nois não é Roberto Carlos pra se emociona não kkk mas trouxemos flor aí pra tu
Erika: Flor? Deviam ter trazido cachaça, maconha! Isso seria uma boa surpresa
DG: Deixa de nóia Erika, tá tomando uma pá de remédio aí ó - uma carinha de preocupação, da até dó
Erika: Quase fui - digo pensativa
BR: É, mas não foi
Erika: Graças à tu
DG: Graças ao médico Erika! - fala bravo
Erika: Médico um c*****o DG, se não fosse o BR eu nem teria chegado aqui
BR: Tu foi forte patroa e não importa quem te salvou importa é que tu tá viva pra comanda
Gordo: Hei, vai ter serviço hein
Eder: É, deu r**m patroa, uma pá de neguinho morto
DG: Ô seus noiado! fala disso agora não p*u no cu!
Erika: Quantos?!
BR: Esquece isso aí mulher, com o tempo junta tudo de novo
DG: Aí, bora trabalhar que já falaram até demais se espalhando todo mundo!
Eles vão fazem uns toque comigo e saem, fica só o DG que assim que eles saem me dá um beijo na boca
Erika: Cadê o César?
DG: Ah não! - fala olhando pro teto com as mãos na cintura - Quer o quê!? Fazer eu me atira dessa janela de tanto ódio?!
Erika: Houve uma invasão p***a! Morreu um monte de gente, quero sabe do César!
Dg: Tá vivo Erika! Tá bom assim pra ti? Ele ainda ta vivo!
Erika: Eu sei que ele ta vivo i****a, foi a primeira cara que eu vi quando acordei a outra vez, e vai fica vivo até que eu decida o contrário falô!? Para de insinua merda cara!
DG: Aham! - fala debochado
Erika: Quanto tempo fiquei desacordada dessa vez hein?!
DG: César disse que tu acordou ontem e apagou de novo
Erika: Menos m*l, dessa vez fiquei só um dia né
DG: Pois é!
Erika: p***a mesmo. Vai lá da uma mão pra reconstruir o que der
rubaram
DG: Ja faz quase um mês Erika, tá quase tudo certo. Só os neguinho que morreram um monte.
Puta merda tamo desfalcado de vapor então