Helena respirou fundo, não queria assustar a namorada, nem sabia o que dizer naquele momento, escutou a outra fungar, seu coração se apertou com aquilo, puxou-a mais para perto. - Sabe, eu sempre vivi a margem da dependência, dependi dos meus pais, depois da minha primeira namorada e agora de você, sempre me considerei carente o suficiente para ter a certeza de que preciso de alguém sempre cuidando de mim, de certo modo isso é verdade, eu adoro ser cuidada, adoro o fato de saber que você faz tudo por mim, mas eu cheguei ao ponto de perceber que eu preciso saber caminhar sozinha, não estou dizendo que quero que pare de fazer o que faz, eu te amo, Heloise, amo demais. Lembra das dúvidas que eu disse que estava tendo? – A outra balança a cabeça em sinal de positivo. – Elas estão começando a

