Os sussurros ficavam cada vez mais próximos e a risada só aumentava.
— Todos precisam de um empurrão.
— Levante-se, menina estúpida! — Uma mulher apareceu enquanto a sala ficava totalmente clara, eu sentia que já a conhecia, mas não sei de onde.
— Quem é você? — Gargalhou, o que estou pensando? Ela não vai me responder nada.
— O mestre quer ver você. — Entramos em outra sala escura cheia de pessoas, estavam todos sentados na mesa, m*l dava para ver seus rostos — Aqui está senhor.
— Prepare-a para a surpresa. — Uma voz um tanto quanto rouca tomou conta da sala.
— Ziro! Cuide da garota, rápido seu elfo doméstico e******o!
A mulher ordenou e ele me puxou para um canto da sala, e então apaguei de novo.
Draco
Estava no campo de quadribol, meu braço começou a arder parecia queimar, eu sabia o que era aquilo e detestava saber.
Me levantei e fui em direção à minha casa, infelizmente estão a usando como esconderijo para o i****a do Voldemort!
Cheguei e olhei em volta, as flores do canto estavam mortas, não parecia mais a casa onde eu cresci, mesmo não tendo muitas lembranças boas ainda era minha casa.
— Draco querido, venha para dentro. — Minha mãe me puxou para dentro e fechou a porta, Nina estava limpando as taças parecia bem distraída.
— O que está acontecendo?
— O senhor das trevas quer te ver, Draquinho. — Bellatrix me chamou pulando na entrada da sala de jantar.
— Draco! Vejam se não é o nosso mais novo m****o, venha cá. — Abriu os braços, Bellatrix me empurrou e ele me abraçou de uma maneira estranha — Como você está?
— Bem. — Olhei os rostos na mesa e vi meu pai sentado e ao seu lado estava Severus Snape. p***a.
— Tenho um pedido para te fazer Draco e espero que cumpra. — Apenas encarei Voldemort enquanto ele sentava — Você é um garoto esperto, vai saber fazer. Quero que mate Dumbledore. — Meu corpo gelou, eu não poderia matar Dumbledore, sem ele essa guerra estaria concretizada.
— E-eu?
— Ele é só uma criança tola — exclama Severus.
— Eu já fui uma criança tola! Por isso escolhi ele.
— Eu não posso. — Bellatrix começou a gargalhar na porta, se ela não fosse minha tia eu não pensaria duas vezes antes de matá-la.
— Hora da surpresa, mestre.
— Sabe Draco, todos estamos aqui por um motivo, todos temos coisas preciosas que precisamos manter seguras, você tem algo assim? — Olhei para os meus pais que mantinham a expressão firme, mesmo ouvindo que seu filho se tornaria um assassino — Aquela que faz seu corpo aquecer, seu coração acelerar mais do que acha que seria capaz. Ziro traga a motivação! — Um elfo apareceu, ele não aparentava ser tão velho quanto poderia ser, ele puxava algo que estava amarrado. Não, não pode ser — Nossa querida sonserina, Alhena Virgo.
— Acorde garota estúpida! — Bellatrix bateu em seu rosto com tanta força que doeu em mim.
— Para.
— Veja só. — Voldemort gargalhou alto o suficiente para fazer Lhena abrir seus olhos e me encarar, parecia estar com raiva — Vamos ouvir o que ela quer nos dizer? — O elfo tirou a mordaça que estava em sua boca e a castanha me olhou furiosa.
— Quem você pensa que é seu ditador? Acha que não sei de onde veio Voldemort? Ou devo chamá-lo de Tom? Vocês são a escória do mundo bruxo, um bando de bisbórrias.
— Garota i*****l. — Bellatrix lhe deu outra tapa, eu não sabia o que dizer, ele poderia ter matado ela antes dela acabar de chamá-lo de sangue r**m.
— Não somos tão diferentes, senhorita Virgo — disse Voldemort andando em sua volta. — Afinal, nós dois somos da sonserina, nós dois matamos familiares.
— Nunca diga que pareço com você! Revoltado porque foi abandonado? Fala sério!
— Então você não falou para ele como sua irmã morreu? — Gargalhou — O que ela te contou Draco? Não pense que a família Virgo é mais honrosa do que a Malfoy.
— O que aconteceu? — pergunto a encarando.
— Deveria perguntar para Astória!
— O que?
— Deixe que eu cuide da garota, senhor — disse Snape levantando-se e Alhena começou a rir.
— Traidor! Ele confia em você! Eu prefiro morrer a fazer parte disso.
— Você fala demais. — Severus colocou a mordaça de novo.
— Se quiser sua namorada de volta, terá que me obedecer — explica Voldemort me encarando. — Se falhar na missão, eu a mato. Então vai fazer o que eu pedi?
— Eu faço. — O que eu mais temia aconteceu, preciso deixá-la em segurança, não importa o que tenha que fazer.
— Ótima escolha. Severus cuide da garota e faça ela se arrepender por cada segundo que continuar viva. — Snape desaparatou com Alhena, encarei meus pais enquanto aquele psicopata me contava como eu deveria assassinar o diretor.
Alhena
Ouvi gritos vindo da outra sala, até o elfo me levar de volta a ela. Se eu não estivesse amarrada poderia matar todos ali mesmo, já passou do tempo que eu me importo.
— Garota estúpida — gritou Snape, estávamos em um quarto totalmente branco, tinha apenas uma cama e alguns livros, a janela estava sem cortinas, mas com certeza fechada com algum feitiço.
— Obrigado, professor. Por quanto tempo pretende enganar Dumbledore?
— Eu não estou enganando — sussurrou. — Nós precisamos te treinar, não vou te fazer m*l, mas no momento em que Bellatrix entrar aqui, ela vai te deixar louca, você precisa saber controlar seus pensamentos.
— Por que eu deveria confiar em você? Ela é apenas uma lunática.
— Está vendo mais alguém aqui? Deveria perguntar ao Senhor Longbottom onde estão os pais dele. Eu sei sobre sua família — sugeriu me soltando e olhou pela janela, algumas fumaças pretas estavam tomando conta do céu e rapidamente ele ficou claro de novo. — Eles se foram.
— Que merda! O que vocês sabem sobre minha família?
— O que fizeram com você? Não se lembra?
— Do que eu deveria me lembrar? — Snape ficou quieto e me encarou, poderia jurar que estava lendo minha mente.
— Deixe isso quieto.
— O que preciso treinar? — Ouvi algumas batidas na porta e Snape a abriu, falou baixo com alguém e saiu do quarto, deixando Draco entrar.
— Você está bem? — perguntou me olhando. Não respondi, não queria falar com ele — Eu sei que está brava comigo, mas o que você viu foi um engano. Eu sinto muito por isso, juro que vou resolver.
— Resolver? — O encarei, ao mesmo tempo que estava triste a raiva era maior — Vai resolver do mesmo jeito que agarrou Astória? Vai agarrar quem agora, a Pansy? Você não consegue tomar conta da própria vida, vai pedir permissão ao seu pai para ele deixar ficarmos juntos? — Vi a fúria nos seus olhos. Sei que falei mais do que deveria, mas ele errou, não eu.
— Você acha que eu te trocaria pela Astória? Você acha que sou assim?
— Sim. — Draco saiu do quarto sem falar nada e bateu a porta, que p***a Draco.
Lá fora já estava escuro, eu não fazia ideia se estavam me procurando em Hogwarts ou se sentiram minha falta, maldita hora que entrei para a sonserina.
Draco
Tudo o que Alhena me disse, acabou comigo. Eu nunca me importei com nenhuma garota, por que ela? Por que agora? Estou chorando porque ela tem razão Draco Malfoy é uma piada, não consigo fazer o que gosto, sempre espero a aprovação do meu pai. Nunca foi o que Draco quis e sim o que Lucius achava melhor.
Voltei para a escola mas não jantei naquela noite, eu não posso matar Dumbledore. Mas não posso perder a Alhena, o que tenho que fazer para sair disso? Seria melhor se eu fosse trouxa, o que eu deveria escolher a faculdade? Onde gostaria de morar?
O sol já tinha nascido quando acordei, por um momento tinha me esquecido o que aconteceu ontem, mas logo tudo voltou ao normal, se é que existe algo normal.
Estávamos na aula de poções, quando o professor Slughorn perguntou se alguém da turma sabia o porquê Alhena não foi à aula.
— Deveria perguntar ao namorado dela, cadê ela Draco? — Pansy deu risada no fundo da sala e todos me olharam.
— Senhor Malfoy? Onde está a senhorita Virgo? — perguntou Slughorn.
— Eu não sei professor.
— Perdeu a namoradinha Draco? Ou ela viu que o Weasley é melhor? — Todos riram acompanhando Astória.
— Cala a boca! Não ouse falar o nome dela, sua bastarda — gritei.
Sai da sala, não aguentaria ficar mais nenhum minuto naquela sala. Entrei na sala-precisa e desabei de chorar, por que estou assim? Fraco.