Capítulo 05

1416 Words
(...) — Draco? — Fala. — Vamos sair amanhã? — Para onde? — Que tal uma festa? Ou qualquer coisa assim. — Já estamos em uma festa. — Não, nós estamos deitados na sua cama enquanto os adultos brincam de se gostar lá embaixo. — Só não estamos fazendo uma festa porque você não quer. — Levanto-me e arrumo minha roupa. — Palhaço, o que acha de irmos à Londres? — Londres? Com os trouxas? — Sim. — Se está afim de me matar, quebra os cristais do meu pai e fala que fui eu. — Ah, para, vai ser legal. — Puxo suas mãos tentando fazê-lo levantar, mas o mesmo me puxa para cima dele. — Se meu pai sonhar que está cogitando ir a Londres comigo. — O que? Ele não pode mandar em toda sua vida, não estou pedindo para vivermos entre os trouxas, apenas para nos divertimos. — Draco respirou fundo me encarando. — E o que eu ganho? — Já fiz o seu natal ser bom, agora quero minha recompensa. — Ah, então você fez meu natal ser bom? — pergunta com deboche. — O que estaria fazendo a essa hora se eu não estivesse aqui? — Certo, certo. Aceito ir, mas só porquê você veio e provavelmente eu estaria conversando com os amigos do meu pai. — Sorri e o beijei — Você deixou mais interessante também. — i****a. Draco Alhena ficou por um bom tempo comigo, e se irritava toda vez que eu tentava convencer de que poderíamos ir à Hogsmeade ao invés de Londres, o único problema era que ela é mais teimosa do que eu. Eu não tinha intenção alguma de subir com ela para meu quarto, mesmo a festa estando um saco e termos nos beijado lá em cima. Mas assim que vi a louca da minha tia Bellatrix entrar pela porta, sabia que não seria mais uma festa comum. Prefiro evitar que Alhena fique exposta a essas pessoas, mesmo meu pai me obrigando a participar das reuniões, me sinto horrível por não conseguir tomar as rédeas da minha própria vida. Não estava tão animado para ir à Londres e me misturar com os trouxas, mas se preciso fazer isso para ficar perto dela, eu farei. — Ah, eu estou tão animada. — Eu também. — Balanço as mãos. — Poxa, Draquinho. Prometo que vai gostar. — Draquinho? — Sim. — Reviro os olhos e entramos no trem que estava vazio — Sabia que você fica muito lindo, quando está bravo? — Sabia. — Vamos lá, daqui há uma semana as aulas voltam e eu vou ter que aturar a Pansy em cima de você. — Não ligo para ela, só quero você em cima de mim. — A puxei para perto e a abracei — Até mesmo porque eu não viria com nenhuma garota para Londres. Em alguns minutos chegamos em Londres, ela tinha razão, a cidade estava linda, não tinha muitas pessoas pelas ruas, Alhena queria parar em todas as lojas e ficar olhando tudo. — Quer comer algo? — perguntou. — Sim, o que quer comer? — Pizza. — Pizza? — A olhei confuso. — Você vai gostar, pode esperar um pouco aqui? Eu já volto. — Ela não esperou minha resposta, atravessou a rua e entrou em uma loja. Fiquei um tempo esperando ela aparecer, estava começando a ficar bravo quando a vi saindo da loja com uma flor. É incrível a maneira como essa menina me acalma, sem ao menos perceber o que faz comigo. — Me fez esperar tudo isso por uma flor? — Não é só uma flor, é uma dália amarela — respondeu me entregando a flor. O que me deixou sem reação, sorri e ela saiu puxando minha mão. — Obrigado, mas por que uma flor? E por que dália? — Eu não vou conseguir te dizer o que estou sentindo agora e gosto muito de flores. — E o que a dália quer dizer? — Alhena parou de caminhar e me olhou ficando corada toda vez que tentava falar. — Quer dizer que estou feliz porque veio, e estou com o mesmo sentimento que você. — Abaixou a cabeça sorrindo — Vamos comer sua pizza? — Vamos. — Entramos em uma loja, que ela chamou de lanchonete, os pratos pareciam ser saborosos mas não me atrevi a escolher — Como conhece tanto o mundo dos trouxas? — Em Nova Iorque não tem uma Hogsmeade, tem lojas de bruxos, mas são tão bem escondidas que os trouxas não reparam e não são tão legais quanto os outros lugares. Eu tive que morar entre os trouxas e por isso conheço muitas coisas. — Fiquei surpreso, eu realmente não conhecia ela totalmente e muito menos Nova Iorque. Alhena Draco parecia bem pensativo, tanto que tomou um susto quando o garçom perguntou se podia servir. Não consegui segurar a risada. — Vão querer refrigerantes ou sucos? — Quero uma cerveja amanteigada — respondeu Draco, e o garçom o encarou confuso. — Ele está brincando. — Dei risada — Pode trazer dois refrigerantes, por favor. — Não tem cerveja amanteigada? — Não, mas tem outras bebidas que não podemos beber. — Draco balançou a cabeça negativamente e olhou para seu prato. — Como eu como isso? — Pode ser com as mãos. — Sorri, ele pegou a pizza e comeu um pedaço. — Tá, eu gostei. — Eu falei que ia gostar. — Com licença. — O garçom colocou as bebidas na mesa. — Obrigado. — Agradeci olhando Draco — Bebe um pouco. Ficamos por um tempo na lanchonete, enquanto Draco comentava que os bruxos precisavam tomar a pizza para eles, acho que o mau humor era fome. — Ainda tem pesadelos? — Às vezes, mas não como antes. — Estávamos indo em direção ao parque que estava coberto de neve. — Se precisar conversar, pode falar comigo. — Eu sei. — Peguei sua mão e fomos para o balanço. — Senta, eu vou te balançar. — Obedeci o seu pedido e ele começou a me balançar devagar. — Mais alto, eu quero voar. — Dei risada e ele parou o balanço. — Você sabe que pode voar, não é? — perguntou me abraçou por trás e colocou a cabeça em meu ombro. — O que acha de irmos voar, tipo agora? — Faz tempo que não voo. — Adoraria fazer isso com você. — E como vai arrumar uma vassoura em Londres? — Assim. — Draco olhou para cima e um vulto preto passou rapidamente entre as árvores — Vem. — Fomos para as árvores, ele não estava nenhum pouco preocupado com alguém nos ver, mas olhei ao redor e parecia que Londres era apenas nossa — Está tudo bem? — Só estou vendo se não tem ninguém. — Draco sorriu, toda vez que ele sorri parece outra pessoa, isso me desmonta. (...) — Pode subir. — Draco já estava flutuando a alguns centímetros do chão, ele me ajudou a subir e abracei seu corpo — Espero que não tenha medo de altura. — Só vamos. — Fechei os olhos, senti o vento tomar conta do meu cabelo e o frio em minhas mãos. — Abre os olhos, vai gostar da visão. — Abro os olhos e estamos acima das árvores, Draco voava devagar, conseguimos ver o lago e alguns animais nas árvores — Está tudo bem? — Sim. — Apoiei a cabeça em suas costas. — Se segura. — Draco acelerou com a vassoura, estávamos em um campo vazio e então descemos rápido, meu coração quase saiu por minha boca. Draco estava rindo e gritando — Lhena abre os olhos. — Não. — Por favor. — Abri os olhos e várias flores de dália surgiram no gramado. Dei risada, estávamos a poucos centímetros do chão. — Eu já disse que você é maluco? — Sim. — Descemos da vassoura e ele me abraçou — Eu não ligo, nenhum pouco. — Hoje foi um dos melhores dias que tive nos últimos meses. — Você vai me deixar maluco, Lhena. Draco me puxou para perto e nos beijamos, ele estava leve, não parecia o Draco aterrorizante que todos diziam por aí, nunca imaginei que pudesse ser romântico. — Quem é você e o que fez com o Malfoy? — Eu sou o Draco, Draco Lucius Malfoy. Ficamos até a noite em Londres, Draco me levou para Hogwarts e foi para sua casa, estou sem palavras para descrever o dia de hoje.
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