O silêncio entre eles naquela manhã era diferente. Não era conforto. Era contenção. Hana percebeu assim que abriu os olhos. Ji-Won estava acordado, sentado na beira da cama, olhando para o chão como quem organiza pensamentos que não querem ser ditos. — Você não dormiu — ela disse. Ele virou o rosto devagar. — Dormi o suficiente. Hana sentou-se, o coração apertando antes mesmo de ouvir o que viria. — Você pensou mais sobre ontem à noite — ela afirmou, não perguntou. Ji-Won assentiu. — Pensei. O silêncio se estendeu. Hana odiava aquele intervalo antes das palavras difíceis, mas não interrompeu. Deixou que ele tivesse o espaço que sempre ofereceu a ela. — Eu preciso que você fique segura — Ji-Won começou. — De verdade. Não só emocionalmente. Hana respirou fundo. — E eu preciso q

