O gesto não veio como surpresa. Veio como consequência. Hana percebeu isso numa tarde comum demais para carregar decisões grandes — e talvez por isso fosse perfeita. A casa estava silenciosa, o sol atravessava a sala em faixas claras, e o mundo lá fora parecia finalmente distante o suficiente para não interferir. Ela estava sentada no chão, organizando uma caixa antiga de fotografias que Ji-Won tinha trazido do depósito. Não eram muitas. Algumas imagens amareladas, outras recentes demais para parecerem importantes. Pessoas, lugares, instantes que nunca foram pensados como arquivo. — Você não precisa guardar tudo — Ji-Won disse, encostado no batente da porta. — Eu sei — Hana respondeu. — Estou escolhendo. Ela separou algumas fotos e devolveu outras à caixa, sem drama. O gesto era simp

