Episódio 5.

1157 Words
.Hugo Lewis. - Eu tava pensando, o que você acha de sairmos juntos essa noite? Sabe... para relaxar... Hugo? - Observo Nina de longe vendo ela com seus amigos, a pequena parece triste por algo, o que o bastardo do pai dela fez dessa vez? - Hugo? - Saio do meu transe quando vejo dedos estalarem na minha frente. - Está me escutando? Olho para Elly e sorrio falsamente. - Desculpe, Elly... o sinal já vai tocar nos falamos depois. - Ela tenta dizer algo mas eu entro na escola sem lhe dar importância. O que ela estava dizendo mesmo? Esquece, não deve ser importante. Olho para Nina que olha para o chão entristecida. O que há com meu anjo? (...) Me sinto como um pervertido psicopata. Por Deus, eu não consigo deixar de olhar para ela. A pequena está tão linda que me faz querer pega-la no colo e enche-la de beijos. Sendo quase impossível isso, me sinto decepcionado, eu sou um professor e ela minha aluna, uma relação entre a gente seria impossível de acontecer. Mas não posso negar que a linda garota mexe comigo e com meu maldito fetiche. Eu sou louco devo dizer. Escrevo na lousa a materia de hoje tentando me concentrar na aula, mas minha cabeça não para de pensar em fantasias. A CABEÇA DE CIMA SEUS MENTE SUJAS. - Ah... pofesso... - Olho para trás vendo Nina com a mão levantada. - Eu possu ir no banheilo? Assinto, ela se levanta e sai da sala em passos desajeitados. Sento na cadeira após conseguir terminar de copiar a matéria na lousa. Será que ela gosta de alguém da escola? Um menino ou algo do tipo? Claro que não, por que ela gostaria de alguém nesse momento, comigo aqui? Cemi cerro os olhos. Convencido eu, não? Olho para porta estranhando, Nina está demorando. Essa menina, será que se machucou? - Claire. - A morena levanta sua cabeça e me olha. - Faz tempo que Nina Saiu, pode dar uma olhada? - Ela se levanta saindo. - Professor você não precisa se preocupar, Nina sempre foi assim, bem... desde que conhecemos ela. - Olho para Jason. - Ela tem Apraxia, Nina nunca tem ferimentos graves. Pode ficar tranquilo. - É a baixinha cai bastante, mas eu nunca vi ela com algo grave. - Tamy diz copiando a matéria enquanto fala. - Eu acho que ela só faz isso para chamar atenção, se eu tivesse essa doença teria cuidado e não ficaria caindo toda hora. - Olho para Patrícia tentando intender seu mau humor. - No dia que você tiver apraxia e não conseguir fazer nada direito porque teu cérebro não permite, a gente chama você para conversa, por enquanto, calada você é poeta. - Lany diz com um sorriso sarcástico. - Lany, eu sei que ela é como um cachorrinho de estimação para vocês, não quis ofender sua cadelinha. - Patrícia diz sorrindo sarcástica. Cadelinha? - Ei, chega. Não quero discussões. - Digo irritado. Essa garota não chega nem na sombra de Nina e ousa chamar ela de cadelinha? Se controla Hugo. A porta se abre e Nina passa por ela com arranhões nos braços. - O que houve? - Indago e ela me olha com um sorriso. - Nada, só um acidente. - Ela diz indo até sua cadeira sorrindo nervosa. - Ela escorregou no banheiro e se arranhou no espelho quebrado. - Claire se senta do seu lado voltando a copiar. - Nossa, quer que eu chame uma ambulância? - Patrícia indaga com deboche. - Se continuar, eu vou querer que chame apenas seus pais. - Digo rude e Patrícia roda os olhos. - Voltem para suas atividades por favor. Apraxia? Tá explicado essa coordenação motora desfavorável. Me pego encarando ela novamente e desvio o olhar para minha mesa. É normal cada fibra do seu corpo pedir por uma coisa que você não pode fazer? Como pegar Nina em meus braços e não solta-la até que esteja se sentindo bem, enrrolar ela em um cobertor e mante-la segura perto de mim seria magnífico. Sim, sou um homem que imagina contos de fadas e é horrível sonhar acordado, sem poder realizar suas fantasias. Eu sou louco com toda certeza, e ao olhar para o anjo sentado a minha frente, me pergunto se isso é mesmo tão r**m assim... (...) Paro no meio do caminho ao ouvir fungos e um choro baixinho vindo do armário de limpeza que é completamente abandonado. Não sei como mas conheço esses fungados. Abro a porta devagar e vejo Nina sentada em um banquinho chorando, entro e fecho a porta depois de ver se não tem ninguém vendo. - Nina? - Ela me olha derrepente e se levanta rapidamente. - Pofessor... eu... tava... - Ela se enrrola nas palavras. - Por que estava chorando? Aconteceu alguma coisa? - Ela limpa suas lágrimas. - Está tudo bem, eu só estou um pouquinho emotiva hoje, nada demais. - Ela sorrir tentando disfarçar. Olho para seus olhos e seu nariz vermelhos e inchados e fecho a cara, Nina me olha surpresa. - Você não precisa mentir para mim. - Seus olhos crescem de tamanho. - E-eu... Eu não estou mentindo... - Nina desvia o olhar corada. - Está sim, Você é pessima mentirosa aliás e eu não gosto que mintam para mim. Me diga, por que está chorando? - Ela se encolhe. - Eu não... eu não tava... - Puxo sua mão a trazendo para um abraço apertado, Nina prende a respiração surpresa. - Anjo, Você não precisa mentir para mim, eu sou seu amigo se lembra? - Mesmo exitando ela me abraça e volta a deixar as lágrimas caírem. - Eu quelia ser nomal. - Seus soluços ferem meu sentimentos, consigo sentir sua dor apenas com seu choro e sua palavras. - Sabe? Eu gosto de você desse jeito, Você não é igual as outras garotas e isso te faz especial, eu só queria que entendesse que você é perfeita do jeitinho que é, não queira mudar o que você é por outras pessoas, Você gosta de ser assim? - Ela pensa por alguns segundos. - Eu... não sei... — Ela soluça tentando abafar seu choro. Céus, isso dói. - Então é melhor que você saiba, que é perfeita assim. - Separo ela de mim e levanto seus rostinho molhado. - Nina meu anjo, você é maravilhosa não precisa mudar de jeito nenhum. - Beijo seu rosto afundando naquela bochecha quente e altamente fofa. Oh céus, Deus sabe o quanto eu quis morder aquela bochecha. Me separo dela a vendo corada. - Cuide-se, tudo bem? - Ela assente e eu saio dali recioso. Como eu queria mandar todo mundo para put* que pariu e sair daqui com ela nos braços, a mimar bastante e enche-la de carinho. Não me importo mais se ela é minha aluna ou qualquer coisa assim, Nina é irrefutávelmente minha, ela só não sabe disso ainda.
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