Episódio 7.

875 Words
Nina Ridley. Fecho a porta do meu quarto e me encosto nela sentindo como se meu rosto estivesse em chamas, me sento no chão abraçada ao livro. Toco minha bochecha sentindo ainda o beijo gentil dele, meu coração está tão acelerado que temo que ele pare do nada. Foi só um beijo de gentileza. Lasquela. Me jogo na cama batendo meus pés e abafando meu rosto no travesseiro. Eu não consigo parar de pensar nos abraços e no beijos. Abraço meu travesseiro lembrando do sorriso do professor quando disse que eu era sua aluna preferida, ele estava tão perto e o meu coração batia tantas vezes alto, meu estômago estava estranho como se tivessem um milhão de borboletas nele. E eu só conseguia prestar atenção em sua voz e naquele sorriso. — Ai jesus me acode... — Digo rolando na cama, feliz da vida. O nome do nosso primeiro filho pode ser Gunther? Mexo a cabeça negativamente tentando colocar meus pensamentos em ordem. Professor Hugo, professor Hugo, Professor Hugo. Meu professor apenas. — Tô entrando! — Olho para porta me sentando na cama. Estella entra em meu quarto com um perfume forte e fedido que me faz tapar o nariz com o travesseiro a olhando feio. — O que você quer aqui? Você não pode entlar no meu quarto sem bater Estella! — Digo irritada. E em segundos minha família perfeita arranca de mim toda minha felicidade. — O que eu pegaria você fazendo? Assistindo desenho? — Ela gargalha. — Não intelessa meu quarto, minhas reglas. — Ela se senta na minha cama me fazendo puxar meus pés para mim a olhando feio. O que ela está aprontando? Seja o que for ela não vai conseguir me irritar. — Eu vou ser breve pirralha. — Ela diz cruzando as pernas. — Papai não tem cartões para me dar, ele só vai receber o próximo daqui a um mês, quero o seu. Me dá. — Ela estende a mão. Começo a rir. — Acha que eu vou te dar omeu cartão? Eu sou filha de Robert também, aquele cartão é meu, ele me deu, é meu e só meu. — Ela me olhando com um sorriso largo. — Não vai dar por bem? — Ela se levanta, a olho feio. — PAI, Vem Aqui um pouquinho! — Ela grita. Estella começa a chorar falsamente. — O que está acontecendo aqui? — Papai aparece em meu quarto irritado. — Papai, eu pedi a Nina o cartão dela imprestado e ela começou a me xingar de vários nomes e dizer que não ia me dar nem morta, só porque ela mora aqui com você, ela é a filha perfeita não é? — Ela se finge de vítima me fazendo ter nojo de ter ela como irmã. — Eu sei que não sou perfeita, mas vocês são tudo o que eu tenho. — Papai a abraça enquanto Estella chora falsamente. — Nina! — Papai brada. — Você está passando dos limites. Você não está merecendo nada, você só sabe encher minha paciência. me dê a drog* do cartão. — Ele diz furioso. — O cartão é meu, ela teve varios outros, eu só uso seu dinhelo quando pleciso muito, mas ela gasta tudo em roupas e perfumes fedidos, ela já tem vinte e cinco anos, por que não vai tlabalha? — Estella me olha com raiva. — Isso não é problema seu! — Papai grita me assustando. — O dinheiro é meu e eu não tenho que te dar satisfação, agora me dá o cartão antes que eu perca minha paciência. Papai estende a mão furioso, engulo o nó em minha garganta fazendo de tudo para não chorar. Vejo o sorriso de Estella e decido não deixar assim, não vou deixar ela ganhar dessa vez. Vou até minha mochila e pego o cartão, papai estende a mão para pegar e eu olho para Estella. Quebro o cartão fazendo os dois arregalarem os olhos, os parto pela metade novamente e jogo no chão. — Pode pegar, use avontade. — Falo seriamente e ela me olha com ódio nos olhos. Meu pai pega em meu braço com brutalidade cuspindo fogo, sinto meu braço doer de uma forma absurda, olho nos olhos do papai e pela primeira vez eu tive realmente medo dele. Papai me joga na cama com brutalidade me fazendo começar a chorar pela dor em meu braço. — Nâo saia desse quarto, eu vou pensar em um jeito para fazer você se arrepender por tudo que está me fazendo passar. — Ele fala entre dentes e sai do quarto batendo a porta com força. — Você poderia ter me dado o cartão, seria mais fácil. — Estella diz com um enorme sorriso. — Você podia tlabalha e consegui seu plóplio dinheiro, selia muito mais fácil, não acha? — Seco minhas lágrimas tentando recolher o caquinhos do meu coração. — Me faz um favor e fica longe de mim. — Falo virando o rosto para outro lado. — Com prazer. — Ela da de ombros saindo do meu quarto. E pensar que a poucos minutos eu estava imaginando um relacionamento amoroso com Hugo, com a sorte que tenho mesmo que o tivesse seria para sofrer mais. Eu sou mesmo patética...
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