Capítulo 11

4440 Words
Lucca estava pintando suas unhas. Suas unhas estavam pintadas de um roxo bem claro, e duas de suas unhas estavam com adesivos de sorriso, Lucca estava sozinho em casa, Oliver tinha ido até a academia e o Bennet aproveitou para cuidar de suas unhas. Lucca tinha unhas medianas e pretendia deixa-las ainda maiores, seu cabelo estava com uma touca metálica, por causa da hidratação presente nos fios. Lucca finalizou suas unhas e ainda tinha meia hora para retirar a hidratação. Sendo assim pegou seu celular, e ficou conversando com seus amigos, respondendo também a mensagem do irmão, o ômega sabia que em minutos seu alfa estaria ali, e por isso ele estava tranquilo em ficar sozinho por pouco tempo, uma coisa que o ômega Bennet menos gostava no mundo era de ficar sozinho. Ele sentia esse pavor desde o dia que sua casa foi invadida, alguns alunos de sua antiga escola resolveram fazer uma brincadeira com ele, e assim invadiram sua casa e dois ômegas tamparam a cabeça de Lucca e bateram nele, desde esse dia Lucca não consegue ficar muito tempo sozinho. E Oliver não se importava de ficar com seu lenga e garantir sua segurança, o ômega contava os minutos para seu alfa chegar e ele lavar o cabelo, Lucca ria da última mensagem que Isaac mandou, Kayte também mandava mensagens engraçadas, eles tinham um grupo que era apenas os ômegas e nesse momento eles planejavam ir até a casa de Lucca. Os amigos gostavam de ir na casa do ômega, pela liberdade que tinham, por não ficar ninguém em casa e Lucca sempre cozinhar para eles. Também tinha o fato que Lucca não gostava muito de ir para a casa de outras pessoas, experiências ruins fizeram seus traumas serem grandes demais. Lucca ouviu o carro parar, e logo depois o barulho da porta abrindo, Lucca sorriu ansioso por saber que era seu alfa, o cheiro de terra molhada invadiu suas narinas e logo a figura loira aprecia em sua porta, com um sorriso no rosto e com roupas de academia. — Oh, que fofo... De touquinha e tudo! — Oliver falou colocando seus olhos no ômega. — Demorou... — Lucca falou sorrindo abertamente, indo até o alfa e lhe dando um beijo. — Tomei banho na academia, desculpa a demora. — Oliver falou passando seus braços pela cintura fina, trazendo o corpo pequena mais próximo do seu, e assim beijando novamente os lábios róseos e cheios. O ômega se pôs nas pontas dos pés, na tentativa de alcançar os lábios do loiro com mais facilidade, porém o loiro resolveu levantar Lucca e assim ergueu o corpo do ômega e o beijou com mais vontade. Lucca sorriu em meio ao beijo, sentindo seu corpo ser apertado fortemente, enquanto se deliciava com os lábios do outro. O celular do Bennet começou a despertar e logo Lucca se afastou sorrindo. — Tenho que lavar meu cabelo. — Lucca falou e Oliver o colocou no chão. — Quer ajuda? — Oliver perguntou e Lucca negou. — Vou tomar banho... — Falou e Maior entendeu, se sentando na cama do ômega e vendo Lucca ir para o banheiro. O ômega se apressou, já dentro do cômodo que ele passaria pelo menos os próximos vinte minutos, o ômega separava o que usaria. O shampoo de pêssego para acentuar seu cheiro, o hidratante de morango e o sabonete que era do mesmo kit que o hidratante. Enquanto lavava seu cabelo, ele imaginava Oliver sentado em sua cama, usando o celular e tentando vencer o tédio que tomava conta de si. Já Oliver estava prestes a dormir, a cama do seu ômega além de macia e confortável, também tinha o cheiro de pêssego misturado ao de morango, sendo uma marca perfeita do cheiro do ômega. O alfa de deitou ali, e em segundo adormeceu, nem mesmo ligando para a demora do ômega. O alfa apenas deixou seu corpo ser embalado por aquele cheiro adocicado e gostoso. Lucca Saiu enrolado no seu roupão, uma toalha na cabeça, mas seu cabelo já estava levemente seco. Ao entrar no quarto procurou o loiro e deixou um sorriso tomar conta dos seus anjos, ao ver o alfa dormir de forma tão serena. Lucca foi até seu closet, pegou um conjunto de short e cropped, ambos azuis claro, quando o ômega voltou agora o quarto viu que Oliver tinha se ajeitado ainda mais na cama, e estava dormindo de forma profunda. Lucca Saiu do quarto e foi até a cozinha, começando a preparar o lanche do alfa, sorrindo bobo ao lembrar da cena que tinha visto no quarto. Os olhos fechados, a boca entre aberta, a feição de paz e tranquilidade que o alfa carregava. Lucca aproveitou para voltar a falar com seus amigos, vendo que todos estavam animados com a viagem que acontecerá no fim de semana. Lucca sentiu seu estômago afundar em ansiedade, eles foram avisados que a viagem seria um pouco mais extensa daquela vez, eles ficariam quinze dias, e Lucca já sentia a ansiedade tomar conta. Mas, decidiu voltar ao lanche do seu alfa. E assim voltou a preparar os sanduíches e o suco natural. Quando estava prestes a subir para o quarto, sentiu braços fortes o abraçando. — Por quê, não me acordou? — Oliver falou com sua voz grossa por ter recém acordado. — Você estava tão lindo... — Lucca disse sorrindo, virando ainda dentro do abraço e assim ficando de frente para o loiro, passando seus braços pelo pescoço do mais alto. — Então vim fazer um lanche para você. — Hm... Meu ômega todo preocupado com minha alimentação... — Oliver falou sorrindo. — Sempre! — Lucca deixou um selinho nos lábios do alfa, que estavam secos devido a péssima hidratação que o loiro mantinha. — Já bebeu água hoje? — Acho que não! — Oliver falou indo até o balcão e pegando o copo que tinha o suco de laranja. — Deveria beber, falta de água causa muitos problemas. — Lucca falou sentando em um dos bancos que ficavam ali, e assim apoiando seus braços no balcão da cozinha. — Eu bebo suco! — O loiro falou como se aquilo justificasse. — Oliver, um não substitui o outro! — Lucca voltou a falar e Oliver revirou seus olhos. — Lucca eu não tenho o hábito de beber água, e não vou ter agora! — Oliver falou sentando ao lado do ômega, que o encarava. — Vai sim! É questão de saúde! — Lucca falou um tanto irritado. — Não vou. Para de querer mandar em tudo... — Oliver falou e Lucca estranhou aquela fala. — Não estou querendo mandar em tudo, só não quero você com uma infecção. — Lucca disse mais baixo. — Está mandando sim! Que saco! — Oliver falou e parecia um pouco mais irritado, Lucca queria levantar dali e ir para o seu quarto, mas sabia que não podia, e por isso apenas tirou suas mãos do balcão e as deixou pousadas em seu colo, abaixou a cabeça e suspirou triste. — Desculpa... — Murmurou. Oliver olhou para o lado e viu como seu ômega estava, e se arrependeu no mesmo instante, a questão é que quando ele estava na academia, encontrou alguma colegas que malhavam com ele, alguns eram da sua escola e já sabiam sobre Lucca. Thayler foi o primeiro a comentar sobre o ômega, e em como Oliver tinha mudado, principalmente em seus hábitos alimentares, e o loiro passou duas horas ouvindo coisas que ele nunca tinha ouvido antes, como por exemplo seus colegas dizendo que o ômega não deveria ter mandado o alfa parar com seus fastfoods, e outras coisas. Oliver nunca tinha reclamado, mas der repente as coisas pareciam um tanto erradas, e algo simples como Lucca querer que ele bebesse mais água, para o loiro cabeça dura foi mais uma forma do outro mandar em si. Mas, agora Oliver se sentia arrependido, ele sabia que Lucca não tinha levantando por questão da tradição, pois se ele fosse um ômega comum teria se levantando e saído do seu lado. Oliver deixou o sanduíche no prato e olhou Lucca. — Olha amor, desculpa... — Oliver começou. — E-eu fui um i****a e não deveria ter falado com você daquele jeito. Lucca olhou o alfa, e Oliver engoliu seco ao ver os olhos pretos marejados, Lucca não derrubava lágrimas, mas Oliver sabia que ele queria chorar. — Eu não quero mandar em você, só quero que você se cuide melhor. — Lucca murmurou, abaixando o olhar e voltando a se virar. — m***a! Olha eu sei! Desculpa ter falado aquilo com você, ainda mais daquele jeito. Eu só ouvi umas merdas de uns caras hoje e acabei me deixando levar. — Oliver confessou. — Eu deveria te ouvir e sei que você só quer o melhor para mim. O loiro levou sua mão até a bochecha do outro, deixando um beijo ali e depois um nos cabelos recém cuidados. — Me perdoa, ômega. — Oliver falou baixinho e Lucca o olhou. — Eu sou um i****a, por ouvir um bando de alfa ao invés do meu ômega. — O-o que eles falaram? — Lucca perguntou. — Que eu não deveria deixar você mandar em mim... — Oliver falou e Lucca negou com a cabeça. — Se quiser eu paro de falar as coisas. — Disse a solução simples. — Não! Não quero que você mude seu jeito, eu que fui o i****a, e não quero você vigiando o que diz ou não, não seremos esse tipo de casal. — Oliver fez um cari na bochecha que estava levemente corada. — Eu sou seu alfa, e vou te ouvir sempre. — Eu te amo... — Lucca precisou dizer, ele queria muito dizer aquilo, após ouvir Oliver dizer coisas simples, mas que tinham muito significados. — Eu também te amo, e prometo não ser tão i****a! — Lucca sorriu, Oliver voltou a comer o sanduíche enquanto ouvia Lucca falar sobre a viagem. — A gente tem que fazer uma lista do vamos levar. — Lucca falou e Oliver concordou. — Vou fazer a minha e a sua. — Graças a Deus, porque eu sempre esqueço alguma coisa. — Lucca sorriu ao ver o alfa sorrir. — Tudo bem, mas acho que vou levar minha mala pequena, uma só mochila não cabe todas as minhas coisas. — Lucca falou. — Eu que vou carregar mesmo, então pode levar o que quiser. — Hm... Vamos ficar no hotel, e eu pesquisei e tem muita coisa legal lá, tem até um lugar que tem animais. — Lucca falou empolgado. — Tem até foto de esquilo! Oliver se derreteu por completo, vendo seu ômega em um estado tão fofo. — Vamos levar dinheiro a mais, para comprar ração, e assim podemos dar aos animais, e tentar achar um esquilo. — Oliver falou e Lucca concordou sorrindo. Oliver tinha que achar um esquilo! Lucca queria ver um esquilo, e o alfa faria o ômega ver o maldito esquilo. — Também tem coelhos, e eles são tão fofos! — Lucca falou sorrindo. — Eles têm os dentinhos grandes, iguais aos seus! — Lucca falou sorrindo e Oliver não conteve mais um suspiro apaixonado. — Meu anjo, vermelha todos esses bichinhos. Mas, estou com medo de você se apaixonar por um deles e me deixar! — Oliver falou sorrindo e Lucca praticamente se jogou em cima do alfa. — Eu nunca deixaria meu alfa! — Lucca falou sorrindo e Oliver beijou a testa do Bennet. — Que bom! Porquê eu não sobrevivo sem esse amor. — Uma ótima notícia, eu não pretendo te deixar sem ele. — Eu sei! — Oliver beijou os lábios gordinhos e sorriu por ter seu ômega nos braços. (>já vai e logo Isaac abria a porta. — Oliver! — Isaac se surpreendeu, o loiro sorriu torto e logo pegou a mão esquerda do lenga, levantou até seus lábios e beijando o local. — Oi tio, o Nathan está? — O adolescente perguntou e Isaac sorriu, dando espaço para o outro entrar. — Está na sala. — Isaac informou, O ômega guiou o loiro até o local, e o deixou sozinho com Nathan que assistia algo na televisão. — Que surpresa. — Nathan falou e Oliver sorriu, se sentando ao lado do tio. — Vim conversar com você. — Oliver falou. — Manda. — O Lucca e eu discutimos hoje... — Oliver contou. — Nossa! Demorou. — Nathan falou rindo. — Qual foi o motivo? — Ele falou sobre eu não beber muita água, o que é verdade. Mas, eu não o ouvi e acabei dizendo que ele não iria mandar em mim, de novo! — E por que você disse isso? — Nathan já tinha parado de assistir tv e agora olhava o sobrinho mais novo. — Uns alfas da academia ficaram me enchendo, sobre o Lucca mandar ou não em mim. — Oliver contou. — Eu fiquei com aquilo na cabeça e acabei me estressando com o Lucca. — Oliver, você é um alfa tradicional e querendo ou não algumas coisas para você são diferentes. Seu ômega tem a palavra final em sua vida, assim como você tem na dele. Se não for algo que te coloque em risco, você deve ouvir e se atentar aos desejos de Lucca. — Eu sei! E eu fui um i*****l e quando eu o vi todo triste, me senti o piro alfa do mundo. — Oliver confessou. — Você é o alfa dele, o bem estar dele tem que vir acima de qualquer coisa. Eu coloco o bem estar do Isaac acima de tudo, e de todos! — Eu sei tio, mas sei lá... Acho que isso acabou me fazendo ver, que as pessoas não veem isso de forma tão normal, eu nunca reparei nas opiniões alheias, mas quando eu ouvi alguma do tipo, fiquei confuso. — Oliver confessou. — E acabei percebendo que Lucca sempre conviveu com isso, e por isso foi tão perseguido. — Oliver, seu ômega é alguém com traumas, ele segue as tradições e isso trouxe muitas coisas ruins, e você na primeira vez que ouve alguma besteira de deixa levar! Seu pai te bateria! — Nathan falou e Oliver sabia ser verdade. Ethan jamais aceitaria um alfa, tratar um ômega m*l. Ainda mais, se esse alfa fosse seu filho. — Eu estou me sentindo um lixo! — Oliver confessou. — Não sinta, você errou, mas não é o fim do mundo! — Nathan falou sorrindo. Oliver sorriu para o tio, eles continuaram a conversar até o jantar ficar pronto, ele acabou jantando ali e se divertindo com seus tios. Era um lugar que ele se sentia confortável, mas ainda assim ele pensava em Lucca. Quando já estava indo agora casa, suspirava pensativo e só sabia pensar em Lucca. Por isso a primeira coisa que fez quando chegou em seu quarto, foi pegar seu celular e mandar uma mensagem para o ômega. Tomatinho ? Oi, gatinho... Eu sei que você está dormindo e que só vai ver isso amanhã, mas eu queria me desculpar mais uma vez. Eu fui um i****a com você e não fui um bom alfa, eu deveria ter ignorado o que aqueles idiotas falaram, você é meu ômega e eu não deveria ter falado daquele jeito com você, eu sei que se preocupa comigo e só quer cuidar de mim, na verdade eu gosto disso e sei que sou destrambelhado e bem descuidado. Eu mão você, e por de ser algo b***a o que aconteceu hoje, mas eu não consigo tirar seus olhos marejados do meu pensamento, nunca imaginei causar isso em você, não de tristeza. E isso está até agora em minha mente me corroendo por dentro. Enfim, amanhã prometo te recompensar e te fazer sorrir lindamente, com suas covinhas maravilhosas. Eu te amo ❤️ Boa noite... Oliver suspirou e foi tomar um banho, após estar limpo, se jogou na cama e pegou seu celular vendo que Lucca ainda não tinha respondido, e provavelmente estava dormindo. O alfa se remexeu na cama até sentir o sono vir, e ele dormir. (>ainda não... Ele então pegou uma calça de moletom rosa que era bem compara ao seu corpo e ia até sua cintura, um moletom preto curtinho, e nos pés um tênis baixinho e rosa, uma maquiagem leve no rosto e apenas sua aliança como decoração em sua mão direita. Eram seis e meia da manhã, e o ômega passava um perfume pela primeira vez em muito tempo, um perfume que tinha essência de morango, acentuando seu cheiro natural, o ômega esperava Oliver. Sua mala já estava dentro do carro do alfa, e ele apenas aguardava o noivo. Ao ouvir a buzina, Lucca se apressou em pegar sua pequena bolsa de mão, onde tinha seus documentos, cartões e alguns remédios, um sendo de enjoo, outro para possível febre, e os seus cotidianos para dormir e ficar me multidão. Assim que Saiu do quarto, deu de cara com sua mãe. — Oi, mamãe... — Lucca fala sorrindo. — Oi meu amor. — A mulher do diz deixando um beijo na testa do filho. — Vim me despedir de você, seu pai até queria, mas o sono fala mais alto. Lucca ri, mas se despede da mãe com um beijo na bochecha, indo até o quarto dos pais e deixando um beijo na testa de Fabrizío que se remexeu, e desejou boa viagem ao filho. Ao Sair viu Oliver do lado de fora do carro, vestido com um conjunto de moletom preto, e cabelos levemente arrumados. O alfa suspirou ao ver o ômega, Oliver não contaria a Lucca, mas todas as vezes que o alfa via o ômega sentia seu coração acelerar, e seu lobo uivar de felicidade. No fim de tudo, Oliver era completamente apaixonado e rendido ao ômega. — Você está lindo. — Oliver sussurrou, assim que Lucca se aproximou. — Você também... — Lucca falou sorrindo. — O café da manhã está lá dentro. — Oliver falou e Lucca sorriu. Como sempre Oliver abriu a porta para que Lucca entrasse, quando já estavam dentro do veículo, Lucca tomava o café que Oliver trouxe para ele, no caminho de surpreendeu ao ouvir o celular de Oliver apitar, ao estarem em um sinal vermelho, Oliver levou a mão até o porta luvas e de lá tirou uma garrafa térmica, abrindo a mesma e tomando longos goles. — O que é isso? — Lucca perguntou curioso. — Água! — Oliver explicou. Lucca não comentou nada, mas sorriu por notar que Oliver estava se cuidando. Ele não diria ao alfa, mas ficou profundamente ofendido com as palavras do loiro, poderia ser algo b***a, mas se Oliver falasse para ele fazer algo, ele faria. O alfa tinha a palavra final, assim como o ômega também tinha. E ver Oliver, cumprindo algo simples como beber água, dava a certeza de que Lucca estava cuidando bem do alfa. Eles chegaram até o pátio da escola, e logo viram os amigos reunidos, os carros ficariam ali, as vagas eram cobertas e por isso não tinha problema. Oliver desceu e logo foi abrir a porta para Lucca, e depois foi até o porta malas, pegando as duas malas. Lucca tinha colocado tantas coisas na lista que até mesmo o alfa, teve que levar uma mala, sendo que ele geralmente leva uma mochila. E daí, se ele usa três camisas em um mês? Tudo bem, que muitas vezes ele tinha que comprar—ou ficar sem- cueca, também tinha os chinelos, bermudas, calça, roupa de frio, roupa para um calor mais intenso, toalhas e tudo mais. Oliver foi até o bagageiro do ônibus, deixando as duas malas e pegando a numeração, os professores estavam dando orientações aos alunos, Oliver voltou até o carro e pegou os dois travesseiros e as duas cobertas que estavam ali, a coberta de Lucca, na verdade era uma manta rosa com o nome do ômega bordado, e a de Oliver era preta sem detalhes. Quando os professores finalizaram, o casal Bennet Miller, entraram e foram direto para o fundo, Lucca ficando na janela e Oliver no corredor. Eles se ajeitaram com os travesseiros e as cobertas, e logo conversavam e riam. ⚜️ A viagem era longa, por volta de cinco horas, o ômega estava aconchegado contra o peito do alfa e assim ambos dormiam. Oliver estava dormindo, mas ainda atento, quando uma mão tocou o ombro de Lucca, o alfa foi rápido em segurar firme o pulso da pessoa. — Aí... — A menina reclamou. Oliver estava ainda sonolento e por isso não soltou o pulso da ômega, olhando a mesma que estava untando assustada. — O que você quer? — Praticamente rosnou. — Falar com o Lucca. — A menina respondeu prontamente, Nathan logo se aproximou. — Você tentou tocar nele? — Nathan perguntou e a menina concordou com a cabeça. — Nunca tente tocar em um ômega, sobre a p******o de um alfa! — Nathan falou como se fosse algo óbvio. — Oliver solta, ela não é uma ameaça. Oliver olhou o tio, Lucca se remexeu e logo estava se sentando e tentando entender o que acontecia, os outros alunos observavam a cena e Lucca não demorou a compreender, os olhos de Oliver não estavam normais, a pupila estava pequena e seus olhos amarelos, era o lobo. — Alfa, solta ela. — Lucca falou tocando o ombro de Oliver e o loiro obedeceu. — Eu estou seguro. — Lucca falou e Oliver apenas olhou o ômega e voltou a dormir aos poucos. A ômega que se chamava Felycia olhava tudo assustada, Lucca revirou os olhos, pois sabia que viria mais uma enxurrada de julgamentos. — O que você quer? — Lucca perguntou. — Precisamos de mais dois líderes de torcida, achei que você poderia estar interessado. — A menina falou de uma vez. — Mais tarde te respondo. — Lucca falou, afinal ele tinha que ver se Oliver não se importava. — Por que não responde agora? — Felycia perguntou. — Porquê ele não sabe, se o alfa dele deixa! — Madison falou e Lucca revirou os olhos. — Exatamente! — Isaac interveio. — Assim como eu, Karol e outros inúmeros ômegas, assim como Oliver, Nathan, Chris e vários alfas por aí. — Isaac falou irritado. — Deveriam pesquisar mais sobre ômegas e alfas tradicionais. — Então deve pedir para o seu alfa, sobre você fazer alguma coisa ou não? — Felycia falou com deboche. — Não! Deve perguntar para mim, não quero qualquer uma perto do meu alfa. — Lucca falou sorrindo. — Está insinuando o que? — A menina falou irritada e apontou em direção a Lucca, ato que fez Oliver acordar novamente e voltar a segurar seu pulso. Rosnando contra a menina e fazendo Nathan revirar os olhos. — Não ameace um ômega, sobre p******o do seu alfa! — Isaac falou. — Alfa, solta... — Lucca falou e Oliver soltou, mas dessa vez não vou a dormir. — Já chega! Olha Felycia ele já falou que te dará a resposta mais tarde, então espere até mais tarde. — Nathan falou. — Oliver está dormindo ainda, e é apenas o lobo dele que está acordado, e não queremos um acidente. — Um alfa que agride ômegas... — Yuri falou alto. — Ele não agride ômegas! O lobo dele apenas identificou uma ameaça contra Lucca! — Erick falou, e todos se surpreenderam. — Não é de propósito, podia ser um alfa ou um beta, o lobo dele faria o mesmo. — Erick está certo, ninguém toca no Lucca se ele estiver dormindo, vocês são desconhecidos para o lobo do Oliver, tirando os amigos dele qualquer um é uma ameaça. — Nathan falou. — Temos mais três horas de viagem, então se aquietem em seus bancos. todos murmuraram, mas fizeram o que foi mandado. Oliver dormiu após quinze minutos, Lucca também adormeceu e Nathan observou como o sobrinho era extremamente protetor. Após mais uma hora de viagem, Oliver acordou na parada que fizeram, não entendendo tantos olhares e até se sentindo estranho, olhou sua roupa e notou que estava normal. Um grupo de ômegas se aproximou do alfa, Lucca estava no banheiro e Oliver esperava o moreno. — Oliver? — Chamaram receosos. — Oi? — Oliver respondeu sorrindo. — Nós, queremos saber se o Lucca vai fazer parte dos líderes de torcida... — Um deles perguntou. — Sei lá... — Oliver respondeu, de longe ele viu Lucca se aproximando, o ômega conversava com Dean e Kayon. O trio chegou perto de Oliver e Lucca olhou os ômegas ali. — Ainda perturbando meu alfa? — Lucca perguntou. — Só queremos uma resposta, e como é ele que decide o que você pode ou não fazer... — Felycia falou sorrindo, de forma provocativa. — Eu não decidi o que ele pode ou não fazer! — Oliver falou grosso, nós só consultamos um ao outro, sobre decisões de nossas vidas. — Oliver explicou. — Não tenta... — Lucca falou. — Eles preferem ofender do que compreender. — Não ofendam, ou não vai gostar do resultado. — Oliver falou puxando Lucca para dentro do ônibus. Ambos voltaram a se aconchegar e logo dormiam novamente.
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