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Prazer (doce tortura)

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Blurb

... Um farfalhar de folhas me fez despertar. Ouvi mesmo isso, ou foi um sonho? Olhei pela janela com o coração disparado, lembrando do que vi na floresta. Ele poderia ter me seguido? Lá fora, a escuridão se pronunciava n***a e sem o luar de antes. Um relâmpago cruzou o céu revelando nuvens pesadas e começou a cair um temporal de verão. A luz acabou em seguida.

Caminhei pelo casarão na escuridão, a energia solar não foi acionada. Logo agora, ela tinha que falhar? Estava nervosa com aquele suposto animal do lado de fora. Pelo menos ele não poderia entrar. Pensei nisto mais uma vez , analisando. Corpo de homem, possivelmente contendo dedos opositores... O que exatamente o impedia de entrar na casa?

Neste momento, um vulto alto passou pela janela a minha frente. Respirei profundamente regulando a saída do ar para não fazer barulho. Vi a maçaneta girar.

Tudo bem a porta está trancada.

Mas a porta abriu e dei um estridente grito ao ver a silhueta de um homem alto em pé, diante da porta aberta que, foi iluminada pelo grande clarão do relâmpago.

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Primeira Impressão
Sócia de um escritório de administração. Apenas eu e o Nuno comandavamos o negócio desde que terminamos a faculdade de gestão, logística e financeira. Cuidávamos de empresas, propriedades e investimentos. Os negócios iam de vento em polpa. Agora a nossa empresa era astronômica e tínhamos muitos funcionários cuidando de tudo. Eu deveria estar feliz, mas me sentia sem propósito. Agora que o desafio foi vencido, perdi o estímulo. O que fazer? Não precisava fazer nada. Apenas assinava papéis e dizia aos meus subordinados o que fazer, quando estes precisavam da minha opinião. Havia decidido tirar a semana de folga e estava em um charmoso café, perto da minha casa, quando um homem alto e moreno se aproximou. Levantei a cabeça para encará-lo. _ Como vai, Laura? _ sorriu um meio sorriso, mas o rosto não mudou sua expressão triste. Só aí, eu o reconheci. Kauã fora o meu amigo de infância no lugar onde eu cresci. O pai dele tinha uma fazenda e, era o prefeito do lugar. O lugar era no meio do nada. As casas ficavam à quilômetros de distância uma da outra. Era um grande sacrifício chegar ou sair de lá. Sem falar que era o lugar mais sujeito a intempéries naturais de que já ouviu falar. Até furacões passavam por lá e destruíam tudo. Sabendo de tudo isso, uma pergunta rondava a minha cabeça. O que traria o Kauã até aqui? _ Há quanto tempo. Está perdido por aqui? Senta _ convidei. Ele sentou, retirando os óculos escuros, revelando os seus olhos castanhos claros. Com um certo pesar, me entregou um envelope. _ Eu sinto muito _ disse ao fazer. Era o atestado de óbito da minha mãe, assinado por um médico. Chorei no ombro do meu velho amigo. A minha mãe era toda a familia que eu tinha. Não conheci o meu pai. Os meus avós morreram quando eu estava na faculdade. A minha mãe ficou com a fazenda agrícola que comandava, muito bem sozinha. Ela não estava doente, parecia ser feita de aço, forte e firme. Era o meu exemplo. Me espelhava nela em cada obstáculo que eu tinha. Era uma surpresa aterradora e c***l que ela tivesse morrido de repente e tão jovem. Infarto, era o que dizia no papel. Mas o Kauã só estava de passagem, portanto me deixou em seguida. Tive um dia cheio deixando os meus contatos no escritório e avisando que iria me ausentar por tempo indeterminado, mas que estaria sempre a disposição pelo w******p, messenge e email, visto que o lugar para onde iría não tinha sinal de celular. A Internet ainda funcionava via rádio por lá e, muito embora, agora possuísse energia elétrica, a casa era forrada com placas para a coleta de luz solar, no caso de uma emergência. Os poços de água naturais abasteciam cada casa. Era o paraíso da sustentabilidade, já que criavam os animais que consumiam e plantavam suas frutas, hortaliças e vegetais. Segui uma verdadeira viagem, para o casarão onde cresci. Sentia um profundo respeito pela aquela estrada, não porque fosse acidentada ou passível de acidentes, mas por ser longa, deserta e cercada por uma floresta inexplorada. Adorava assistir filmes de terror e, era incrível a semelhança daquele lugar aos muitos cenários de filmes do gênero. O calor castigava e, justo quando o condicionador de ar do carro havia quebrado. Meu energético estava quente e o café da garrafinha térmica, frio. Foi neste instante, em que notei uma grande árvore caída no meio da estrada. A única estrada. Havia um desvio pela floresta. Ri de mim mesma, ao pensar em quantas pessoas se deram m*l em filmes, ao arriscar um desvio pela floresta. Procurei em vão pelo sinal no celular. Não tinha. Eu não acredito que eu vou fazer isso. Disse para mim mesma, antes de pegar o desvio. Imaginei que o desvio fosse curto, mas coindentemente ele não era e, ainda passava por uma casa do horror. O luar se filtrando pelas copas das árvores não me dava grande visão e, já era noite alta. Era uma grande tentação entrar naquela pousada, mas senti mais medo que tentação e segui o caminho sem nem parar. Há dois quilômetros da grande casa, tive que abastecer o carro com os generosos galões de gasolina que trouxe. Costumava estar preparada para imprevistos. Será que estava mesmo? De repente, ouvi um grande farfalhar de folhas e, levantei o olhar para a frente do carro, na direção do barulho. Vi, protegido pela penumbra um homem alto. Ou pelo menos parecia um homem, pois tinha olhos de animal. Olhou diretamente para mim com os olhos brilhando vermelho e presas incrivelmente brancas que, saltavam por entre os lábios. Deu um passo em minha direção e eu paralisei de medo. Até a minha respiração ficou suspensa. Senti tanto medo que o meu corpo inteiro tremia e, minhas mãos suavam frio. Por um milagre, talvez, aquele estranho ser seguiu o seu caminho, por entre as árvores me deixando ilesa. Sai daquele lugar o mais rápido que pude. Segui por mais uns metros, antes de sair de novo, na estrada principal, já bem perto do casarão. O lugar estava vazio. Eu tinha uma cópia da chave comigo desde que fui para a faculdade, mas jamais usei. Até agora que a minha mãe não podia mais me receber. Liguei o disjuntor para iluminar a casa. Caminhei até o quarto da minha mãe, que antes fora da minha avó. Levava a minha mala e uma mochila. Segui para o banheiro, onde tomei um longo banho frio na banheira. Vestida de short e camiseta, fui até cozinha e chequei a geladeira. Havia comida de ontem. A última comida que a minha mãe preparou antes de morrer. Escolhi a sobremesa que era pudim de leite. Comi saboreando cada colherada. Eu nunca mais comeria algo feito por ela de novo. Foi a primeira vez em que comer pudim, me deixou triste. Deitei na grande e antiga cama de casal. Lembrei de dormir com a minha mãe aqui, sempre que chovia. Um farfalhar de folhas me fez despertar. Ouvi mesmo isso, ou foi um sonho? Olhei pela janela com o coração disparado, lembrando do que vi na floresta. Ele poderia têr me seguido? Lá fora, a escuridão se pronunciava n***a e sem o luar de antes. Um relâmpago cruzou o céu revelando nuvens pesadas e começou a caiu um temporal de verão. A luz acabou em seguida. Caminhei pelo casarão na escuridão, a energia solar não foi acionada. Logo agora, ela tinha que falhar? Estava nervosa com aquele suposto animal do lado de fora. Pelo menos ele não poderia entrar. Pensei nisto mais uma vez, analisando. Corpo de homem, possivelmente contendo dedos opositores... O que exatamente o impedia de entrar na casa? Neste momento, um vulto alto passou pela janela a sua frente. Respirei profundamente regulando a saída do ar para não fazer barulho. Vi a maçaneta girar. Tudo bem a porta está trancada. Mas a porta abriu e dei um estridente grito ao ver a silhueta de um homem alto em pé, diante da porta aberta que, foi iluminada pelo grande clarão do relâmpago. O homem grunhiu um palavrão _ Maldição! Não me assusta assim _ estava zangado. Caminhou até o disjuntor que eu ligara antes e, desligou acionando outra chave em seguida. Tudo se iluminou. Agora à luz, eu via o alto e másculo homem de cabelos castanho médio, tinha uns vinte e algo e um olhar azul afiado sobre mim. A expressão no rosto era brava. Mas não o tornava menos bonito. _ D Desculpe-me. Estou sozinha aqui e fiquei assustada. Vejo que você tem a chave _ sorri nervosa imaginando o motivo. _ Sou o faz tudo deste lugar. Trabalhava para a Srta Yang. _ Era minha mãe. _ Imaginei. Precisa de alguma coisa? _ Só da energia, de uma companhia _ apontei para ele nervosa, quando outro trovão explodiu alto. _ Tem medo de trovões _ divertiu-se com isso. Assenti. _ Você pode ouvir música com fones. Já tentou? Neguei _ É uma boa idéia. _ Deveria dormir, é muito cedo _ deu as costas indo em direção ao quarto dos fundos. Menos preocupada e muito envergonhada, segui de volta para o meu quarto. Foram poucas horas até amanhecer. O meu medo de trovões, não me deixou dormir, nem preguei os olhos. Quando levantei, estava mau humorada e sonolenta. Precisava de um café bem forte e uma grande paciência da minha parte, até acordadar realmente. Fui à cozinha preparar o café, mas me deparei com a figura alta e bela, sem camisa, já fazendo isso. Passava a água quente pelo coador, bem agora. Tinha costas linda e bem trabalhada, e o cabelo liso, cobrindo as orelhas, já estava bom de cortar há algum tempo. Não notou minha presença, ou me ignorou totalmente. Arrastei a cadeira, de propósito, quando sentei. Só para provocar. Vi o moço parar o que fazia e levantar a cabeça, expirando impaciência, esperando o barulho parar. Só então, continuou o que fazia. Ainda me ignorava, mas sabia que eu estava ciente disto. Me entregou uma caneca de café me encarando com desagrado. Peguei a caneca e dei um gole diante do olhar dele, que eu via sem cerimônia. Ele não me intimidava. Vi ele servir bolachas secas sobre a mesa, antes de sentar a minha frente. Adorava aquelas bolachas. Eram ótimas para comer com café, sem acrescentarmais nada. Mas não comi. _ Você não gosta de mim, não é? _ apontei irônica. _ O que tem para gostar? _ desdém em cada sílaba. Acho que realmente o irritei com os meus gritos na noite passada _ Sou um ser humano, como você. _ Não _ saiu com um riso irônico, parecido com um tossir _ Não, como eu. _ Você se acha especial? _ estava irritada agora. Quem ele pensava que era? _ Eu estava com ela _ olhou dentro do caneco como se visse algo ali _ A senhora Yang só queria te ver mais uma vez antes de morrer _ bebeu uns três goles, ainda com o olhar baixo, levantou o olhar para mim ao prosseguir _ Qual é a sensação de não estar presente quando alguém que te ama morre? _ havia veneno naquela frase e no seu olhar. Fiquei sem palavras, senti culpa. Vi ele levantar e sair em um rompante. Ele me odiava, porque amava a minha mãe. Eu merecia isso. Talvez este completo estranho tenha sido mais seu filho do que eu, nestes últimos anos. Com a empresa crescendo, não vim em muitos natais, anos novos, dias das mães. Teria vindo se eu soubesse. Não podia mais voltar e fazer certo. A minha chance passou. Tinha o rosto molhado quando sai dos meus pensamentos e olhei ao redor. Achei um espaço na biblioteca para o meu notebook, celular e bloco de notas. Enfiei a cara no trabalho e, ao meio-dia em ponto senti o cheiro de comida pronta. Estranhando, segui para a cozinha, vendo o estranho terminar de por a mesa. Usava camisa desta vez. Olhou nos meus olhos sem a hostilidade comum. Haviam dois pratos e, por isso, me senti convidada. Ele sentou a minha frente, como antes e, começou a se servir. Quando eu o imitei, ele falou. _ Desculpa por mais cedo, eu não tinha o direito. Aquilo era música para os meus ouvidos. Não o fato de eu estar certa, eu não estava. Mas o fato dele admitir que estava errado. E um pedido de desculpas de alguém que se julga melhor que você, iguala os dois. _ Qual é o seu nome? _ Andrew. _ Meu nome é Laura _ estendi a mão para ele, acima da mesa, que ele aceitou _ Obrigada por ficar com a minha mãe. É bom saber que ela não estava sozinha. Eu fico muito grata. _ De nada _ aceitou e compreendeu aquilo como um jeito de fazer as pazes. Depois do almoço, voltei ao meu trabalho. Fazia uma vídeo conferência, quando muitos barulhos de galopes e relichar me fez interromper. Zangada, fui até a fonte de todo aquele barulho e, vi o Andrew sem camisa, domando um cavalo n***o, muito indócil. A visão daquilo era magnífica e excitante. Fiquei hipnotizada no tempo que levou até ser notada pelo rapaz. _ Há algum problema? _ saiu do cercado com suor em todo o seu abdômen bem definido. Não consegui lembrar o que fui fazer ali por uns segundos. Desviei o olhar do rapaz e veio tudo a minha mente _ Barulho. Estava tentando... _ pensei melhor _ Nada. Continue _ sorri e voltei para dentro. Percebi o meu coração acelerado e balancei a cabeça para dissipar aquela visão da minha mente. Respirei fundo e voltei para o meu trabalho. Quando o sol estava se pondo, parei de trabalhar. Fui até a cozinha, me deparei com o Andrew pronto para sair. A roupa escura ficou perfeita nele e o perfume era de matar. _ Vai sair? _ fiquei intrigada não havia para onde ir neste fim de mundo, a não ser a igreja no domingo. _ O meu horário acaba uma hora antes do por do sol. Você se importa de jantar um sanduíche ou sei lá? _ Eu sei cozinhar, mas qualquer coisa, eu peço pizza _ brinquei . O olhar dele ficou grave, até eu sorri e ele perceber. _ Quando vai ser o enterro? _ Amanhã de manhã _ fiquei triste pondo as mãos nos bolsos traseiros do short. _ Gostaria de ir _ pediu uma dispensa. _ Nem precisava pedir _ aquilo me constrangeu um pouco. _ Obrigada _ deu um passo para saída, mas parou lembrando de algo e, olhou nos meus olhos _ Srta Laura, não saia de casa durante a noite. Fiquei com medo daquele aviso enquanto o via sair e me deixar sozinha. Só esperei ele cruzar a porta, para sair trancando tudo. Os olhos vermelhos daquele ser com presas afiadas, me vinham a lembrança inevitavelmente. Naquela noite, não choveu. Consegui dormir depois de parar de prestar atenção nos muitos barulhos do campo e da floresta próxima. Acordei assustada com o farfalhar de folhas e novamente, esse barulho foi seguido do Andrew chegando em casa. _ Desculpa, eu te acordei _ sua voz tinha um tom calmo, reparei. _ Não foi você. Acho que tive um pesadelo _ me convenci disto. Tomei um banho e, fiz o café naquela manhã. O rapaz não apareceu e eu fui sozinha até o cemitério local. Era no centro daquele fim de mundo, onde tinham lojas, comercios e que, Deus abençoe o prefeito por isso, posto de gasolina. O funeral foi lindo. A minha mãe parecia em paz. Ela teve um infanto. O Andrew a levou para o hospital local, mas ela não resistiu. De nada adiantaria eu estar aqui. Então porque eu me sentia tão culpada. Provavelmente era por não ter aproveitado enquanto ela estava viva. O Andrew sumiu antes do enterro. Só o encontrou em casa com o almoço pronto. A ajudou a guardar os mantimentos que ela comprou no centro. _ A minha mãe tinha uma empregada que fazia a comida e a limpeza _ reparei enquanto comíamos. _ Ela foi embora. _ Por quê? _ Sentia medo de mim. A Sra Yang preferiu a mim. _ Mas quem vai fazer a limpeza? _ reclamei. _ Eu faço. _ Você! Sentiu-se ofendido e me ignorou, bebendo suco. De fato, ele bebia muito, mas comia pouco. _ Desculpa. Por mim, tudo bem _ disse, mas eu ainda duvidava que ele desse conta de tudo. A noite, escutei uivos e algo farejando perto da janela do meu quarto. Não haviam lobos no Brasil e, aquilo parecia bem maior que um lobo. Estava realmente assustada quando ouvi o farfalhar de sempre, bem próximo e, o possível lobo, simplesmente, correu para longe. Senti-me tentada a olhar pela janela e olhei. Mas não tinha mais nada ali. Poucos minutos depois, vi o moreno caminhar para o externo da porta da cozinha.

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