Sentada no banco de trás de um carro de luxo, aurora se sentiu em um filme, as cenas passavam rápido demais para conseguir prestar atenção, mas assim que o carro cruzou os portões e ganhou a ponte que a levaria para o seu destino, percebeu que não há fugas para o destino. Tentou se acalmar, mas o choro não dava trégua, as palavras do soldado, a ideia de se casar com alguém capaz de espancar seu pai, o rosto de Rodolpho ensanguentado apesar de em nenhum tem ouvido nada além dos sons ocos da violência, ele não pediu, nem chorou... Apenas a olhava como se precisasse ter certeza de que ela estava segura, a voz que ninguém ouviu foi o som que mais doeu em Aurora, seu nome sendo chamado por Rodolpho, a certeza dolorosa de que se não tivesse fugido do convento ele estaria bem e agora, nem mesmo

