A magia daquele momento ao lado de Rodolpho foi substituída por uma angústia dilacerante. O tempo que não viu passar enquanto se revezava entre tentar um curativo, explicar o que sentia e beijar os lábios grossos que ela sonhou tantas e tantas vezes, de repente tudo se quebrou como a quebra de um cristal, sem deixar nada além da memória de que sonhos sempre acabam. As mãos que seguravam o celular tremiam, mas Aurora não sabia o que fazer, nem quem era aquele homem, muito menos a história de Caio. - Quem fez isso? Onde ele está? Rodolpho se levantou e apesar de não poder fazer nada, de ser só um presidiário, com um pano tentando estancar o corte de mais de dez centímetros que havia ficado aberto em sua cabeça após a invasão dos guardas e só poder estar com Aurora pela caridade de Antô

