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1584 Words
– sério? Denise?_ ele se vira e me pergunta indignado, assim que nos afastamos de todo o pessoal, o que foi meio difícil mas enfim aconteceu. – vai julgar minha escolha nominal agora?_ arqueio a sobrancelha e cruzo os braços. – o que você está fazendo aqui_ massageia suas têmporas e me olha esperando minha resposta. – eu vim fazer uma visitinha familiar, não posso_ sorri cínica e ele revira os olhos para a minha acção. – não estou brincando DENISE_ foi minha vez de revirar os olhos ao perceber o quanto ele frisava o nome Denise. – eu também não estou brincando, é que sabe, eu também sou uma Houler e nem sequer conheço o líder dos "negócios" da família_ fiz aspas com os dedos, o arrancando mais um revirar de olhos. – você mente muito m*l_ cruzou os braços. – Kate?_ olho para o reflexo vivo de Math do lado do mesmo enquanto o mesmo me encara incrédulo. – não, não, essa não é a Kate, ela se chama Denise_ Math intervém_ deve ser uma sósia da Kate_ ele me olha com um sorrisinho cínico nos lábios. – Denise?_ arqueia a sobrancelha. – é, e você deve ser o Thiago_ estendo minha mão para o mesmo, que logo ignora a mesma e cruza os braços. – tá fazendo o que aqui senhorita Collins?_ fala ressentido. – nossa, quanto ressentimento Thiaguinho_ faço um biquinho e o mesmo me responde com um bufar frustrado_ eu só quero conhecer meu tiozinho, seu papai_ dou de ombros. – porquê você quer conhecer meu pai?_ ambos arqueiam a sobrancelha ao falarem ao mesmo tempo. – own, que fofos, vocês até falaram juntos_ faço uma voz irritantemente fofa para ambos que reviram os olhos. – você pode levar as coisas a sério pelo menos uma vez?_ Math arqueia a sobrancelha. – e vocês podem me apresentar o pai de vocês por acaso?_ pergunto impaciente. – eu vou ligar para o Dani_ Thiago pega o celular. – e eu vou tentar ligar pro papai_ Math também pega seu celular e se viram discando cada um em seu respectivo celular. Uns minutos depois, os dois voltam sua atenção para mim e me dizem para os seguir. Faço sem relutar e então seguimos de volta para a multidão de corpos e música super alta, então depois de uma leve caminhada, eu vejo Daniel e um cara com um fuzil nas costas, mais um pouco atrás, com um monte de mulheres o paparicando, vejo o cara que eu tanto queria encontrar. Lucas Houler. – deixem ela passar_ Daniel falou assim que os guardas ou seja lá o que esses homens eram, tentaram me parar_ tá fazendo o que aqui_ me questiona sério. – eu não estou aqui para falar com você Dani_ passo por ele e finalmente a atenção do outro homem é virada para mim. – ora ora, quem é vivo sempre aparece não?_ o mesmo fala e as garotas em seu colo me olham tentando decifrar quem eu era. – dizem que bom filho sempre volta a casa_ dou de ombros com um sorriso de deboche. – de boa filha você não tem nada, me diga o que você quer_ seu rosto ficou sério e o meu também. – respostas, é isso que eu quero_ ele faz sinal para as mulheres o deixarem e assim elas o fazem, me fazendo revirar os olhos para a forma como elas acatam as ordens dele_ porquê minha mãe foi para Itália?_ cruzo os braços. – e eu é quem vou saber o porquê das decisões dela? – considerando que você era o irmão mais velho, que você apoiou e deu a ideia dela se vingar da morte do pai de vocês e também porque você sabe mais do que fala sobre o porquê dela ter ido até o Cobra_ ele me olha com uma expressão indecifrável e depois se levanta. – então foi você quem matou o Cobra não é?_ se aproxima de mim_ você chega na cidade e ele morre, coincidência?_ para na minha frente. – eu não matei ninguém, pelo menos ainda não_ falo convicta e ele ri. – isso é uma ameaça? – ameaça? Não, que isso, longe de mim ameaçar você titio_ cruzo novamente os braços_ matar ainda não está nos meus planos, principalmente se for alguém da família, isso não se faz_ dou de ombros e me afasto_ masss, se não me der a resposta que eu preciso, informações indesejadas podem colocar não só você, mas sua família também em uma posição difícil_ volto a olhar para ele. – e que tipo de informações?_ pergunta despreocupado. – ah, nada de interessante, apenas fotos dos seus filhos traficando drogas, seu irmão envolvido em transações com a máfia e você também, em algumas situações muito comprometedoras, as mesmas informações que a polícia precisa pra fazer você passar o resto de sua vida na cadeia ou então na melhor das hipóteses, vocês viram procurados internacionais da divisão anti-mafia da Interpol_ sorri sugestiva_ mas se você colaborar, eu consigo te entregar todas as provas que eu possuo para que você mesmo as destrua. – quem você acha que é?_ a mão dele passa para meu pescoço me apertando. – Lucas para_ Daniel e seus sobrinhos se aproximam para parar o mesmo mas os "guardas" os impedem. – você pode me matar, mas as provas existentes não vão sumir_ falo com dificuldade. – mas você não estará aqui para se deliciar com isso_ aperta com mais força e sou obrigada a chutar suas partes íntimas para me soltar. Ao me ver livre, acabo com uma crise de tosse e tentando me recuperar, mas antes que eu o pudesse fazer, Lucas segura meu cabelo e me joga no chão com toda a força possível. – eu vou te matar_ ele vem para perto de mim e em minha defesa chuto sua cara, o fazendo dar alguns passos para trás. Me levanto e pego na cadeira onde ele anteriormente estava sentado e a quebro em suas costas. – parem com isso_ dessa vez como eu é quem estou batendo no chefinho deles, os caras armados se moveram para me parar junto com Dani e seus sobrinhos, por sorte fui mais rápida e peguei a arma que estava na cintura de Lucas enquanto o mesmo meio tonto se levantava. – nossa_ Lucas riu debochado_ vai fazer o que, me matar?_ seu olhar passeou por minha expressão neutra. – acha mesmo que eu gastaria a minha primeira morte com você?_ arqueio a sobrancelha e deixo um sorriso preencher meu rosto_ matar você Lucas, seria como matar uma ratazana com armamento militar, enquanto só uma chinelada resolve a situação_ dei de ombros e ele me olha irritado_ se eu descobrir que você tem alguma coisa haver com a morte da minha mãe, eu vou matar você lentamente Lucas, vou tirar pedaço por pedaço de você, até ver você sucumbir e implorar por sua morte, pode guardar essas palavras_ destravei a arma e caminhei para passar por eles, para que eu pudesse ir embora. – eu não iria deixar sua mãe ir para Itália se soubesse que isso a faria morrer_ Lucas respondeu me fazendo parar, mas não me virar_ venha comigo_ vejo o mesmo passar por mim e mesmo relutante o sigo, pra poder ouvir o que ele diria para mim. Fizemos uma subida cansativa e eu tentava ao máximo não desmaiar de cansaço, então finalmente chegamos a uma casa e após adentrar ele apontou para uma cadeira indicando que eu deveria me sentar, mas não o fiz. – tem medo que eu te ataque?_ perguntou se voltando para mim com uma pasta de documentos em mãos. – todo o cuidado é pouco_ dou de ombros então ele empurra sob a mesa os documentos e eu recebo o abrindo de seguida. – essas são informações que sua mãe reuniu sobre o assassinato de seu avô, então o que quer que você esteja procurando, você pode encontrar aí, inclusive as informações que levaram ela a Itália_ explicou. – podia ter me dado isso logo de início_ falo pegando tudo. – o que você acha que está fazendo?_ pergunta ao me ver organizar tudo para levar. – eu vou levar isso_ falo óbvia. – não, você não pode levar isso daqui_ fala sério. – pertenceu a minha mãe, é como se eu estivesse levando uma herança_ dou de ombros e pressiono o docier contra meu peito_ obrigada por tudo, adoraria ficar matando saudade, mas eu preciso mesmo de ir_ com minha mão direita que estava livre, faço um joinha e sigo para a porta. – Kate_ me chama antes de eu sair_ se cuide, sua mãe se meteu nisso e não sobreviveu, você tem dois filhos por cuidar, vê se toma cuidado_ me alerta. – obrigada pelo conselho, eu vou me cuidar_ saio do local e sem antes despedir Diego eu vou embora até o local onde estou alojada. Me espanto ao perceber que o meu quarto estava totalmente revirado, corro pra procurar minha mochila e por sorte a encontro onde eu a deixei, junto com o portátil e algum dinheiro que eu havia guardado ali, de seguida coloco rapidamente o dossiê na mochila e me preparo para sair pois não sei quem revirou o quarto e nem o porquê, mas tudo que tinha para dar certo e ser um simples check out da pousada, começa a dar errado quando vejo caras armados focar sua atenção em mim. – merda.
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