2989, Sycamore Street

2097 Words
- Pode tentar desvendar eles se quiser. Era a frase que não saia da cabeça da Detetive desde a hora que ela saiu daquele maldito bar. Parece que Arthur sabia o que ela queria ouvir mas ela não sabia que o efeito daquelas palavras seriam tão fortes. Mariah se pega distraída várias vezes enquanto tentava redigitar todos os relatórios em sua mesa. Nem se quer parou para comer já que havia comido algo qualquer na presença de Arthur. - Ei, volta pra Terra. - um dos polícias estala os dedos na frente dos olhos da detetive que sai do seu transe assustada. - Me desculpa. O que aconteceu? -Spiazzi diz tentando manter a postura de uma mulher séria e respeitada - Capitão Barnes pediu para que fosse na sala dele. -o policial com nome engraçado sai e deixa Spiazzi com sua mente fantasiosa no mesmo lugar "Ok, o que será que ele quer? Espero que eu não leve esporro por ter demorado a voltar". Um esporro era a única coisa que Mariah esperava de Barnes por causa da sua demora no bar. Mas para sua surpresa era um elogio,  Barnes queria agradece e elogiar Mariah por sua atitude em ir pedir desculpas em nome do DP por causa das acusações de Matthew. - Quero que assuma o caso sozinha, detetive. Vejo muito potencial e vontade no seu olhar, você parece gostar do que faz e é disso que precisamos. Todos os policiais e detetives estão ao seu dispor caso queira ou precise de ajuda. - Capitão, isto é uma honra para mim. Farei o possível e impossível para desvendar esse caso e colocar o culpado atrás das grades. - Você se parece com seu pai. Quando entramos para a policia lá na Italia., ele tinha essa empolgação toda e por isso rapidamente subiu para detetive. Eu sei que vai fazer o possível e impossível, você é uma Spiazzi. Mariah se sentiu motivada depois daquelas palavras e prometeu para si mesma que iria descobrir quem era o Assassino de Smoorenburg. Uma coisa que Mariah não esperava era que seu assassino fosse atacar novamente. Naquela noite fria e sem estrelas do céu, outra vítima perdia sua vida por uma escolha errada que fez. Edward Roberts, um homem violento e viciado que molestou sua própria filha, passou anos da sua vida na prisão mas quando saiu, continuou ameaçando e perseguindo sua ex mulher, a mesma quem fez a denúncia. Ed, como os amigos de bar o chamavam colocou fogo na casa de sua ex por ciúme ao saber que ela estava conhecendo outra pessoa. Por sorte nem a mulher nem a filha estavam em casa no momento. Roberts não desconfiava que era a escolha certa naquela noite, mau sabia que só de entrar naquele bar, sua vida estava com horas contadas. 03:12AM - Night Utrecht Um homem muito bêbado entra naquele bar que já estava quase vazio pois as pessoas já estavam indo para casa ou indo curtir em outro lugar. - Desce 3 doses de tequila pra mim meu amigo, que eu vou beber até não conseguir mais andar. -Edward pede se jogando na cadeira do balcão. Após beber todas as três doses em um só gargalo, ele chama Arthur novamente - Enche de novo pra eu beber e esquecer aquela v***a da minha ex mulher Edward parecia descontrolado, então Arthur teria de ser sorrateiro ao perguntar porque o homem em sua frente estava tão irritado.v - Se não for incomodar, o que aconteceu Sr.? Posso ajudar em algo? - as palavras de Arthur eram tão calmas e suaves que nem pareciam as palavras de um assassino frio e calculista - A v***a da minha mulher me denunciou só porque eu tava brincando com a minha filha e só fez isso porque a v*******a tava com outro e me queria longe. Mas eu vou acabar com a vida dela ainda. Serve mais uma aí. -Edward empurra o copo para Arthur que enche novamente e pede licença No computador quase sem conexão de internet direito, Arthur procura por homens que estavam presos por molestar/estuprar ou assediar crianças nós últimos anos e não demorou muito a foto de Edward Roberts apareceu na tela. Ao procurar pelo nome dele nos registros da polícia, mostrou que ele estava foragido, com vários boletins de ocorrência contra ele por ameaça e perseguição e o que Arthur procurava, sua condenação por molestar uma criança de 3 anos. - Senhor, vamos fechar. - Arthur volta tudo totalmente diferente da hora que saiu. Seus olhos tinham raiva e seus punhos semicerrados indicação que ele queria bater no homem em sua frente - Eu não vou sair daqui e eu quero ver quem vai me tirar. -Ed quebra uma garrafa que estava no balcão e aponta para Arthur - Senhor solta a garrafa, eu não vou machucar o senhor, só peço que saia porque iremos fechar. -Arthur tenta acalmar o homem que pouco se importa e ameaça-o  novamente - Você não vai me mandar sair só porque eu fui preso. Do mesmo jeito que eu fui preso antes eu posso ser preso agora por m***r você. Arthur precisava arrumar um jeito de tirar Ed dali para que ele pudesse mata-lo sem testemunhas. O sangue de Voxel ferveu quando Ed começou a rir depois de ter lhe ameaçado. Depois de alguns outros clientes do bar ver aquela cena, ameaçaram chamar a polícia e então rapidamente Edward Roberts foi embora. Edward foi embora mas deixou sua carteira no banco do bar. Documentos, dinheiro, papéis aparentemente sem importância e um papel com um endereço, certamente onde ele morava. Arthur tinha tudo que precisava para ir atrás do homem que havia lhe ameaçado. Depois de fechar o bar, Arthur logou no computador do bar e deixou com que as filmagens daquela ameaça ficasse em download no período que ele estivesse fora. De capuz, luvas e uma máscara no rosto, Arthur deu um toque final em seu traje, colocando lentes azuis e óculos assim caso alguém veja-o, não irá reconhece-lo. Voxel entrou na casa de Ed pelo muro lateral, o homem estava jogado no sofá da sala dormindo profundamente, então seria fácil para acabar com ele. Ao procurar algo para m***r Edward, Voxel volta para sala e observa o homem dormindo tranquilamente sem saber que aqueles eram seus últimos suspiros de vida. Com uma barra de ferro nas mãos, Arthur força a mesma contra o lado esquerdo das costas de Edward e bate com um martelo de  carne, fazendo então aquela barra perfurar as costas e o coração de Ed que morrerá em instantes. Aquele foi o assassinato mais fria e sem remorso que Arthur cometeu em sua vida. Arthur nunca havia sido ameaçado como tinha sido e isso ajudou com que ele fosse c***l com aquela vítima. Toda bagagem que Arthur carregava com você, veio com tudo quando ouviu aquele homem proferir todas aquelas palavras para ele no bar. Naquela noite, Arthur não quis fazer como antes, resolveu fazer uma carta digitada onde ele coloca o que a vítima vez para merecer morrer - ocultando é claro que a vítima tinha lhe ameaçado- o lugar onde encontrariam a vítima e imprimiu, colocou num envelope junto com uma foto da vítima, sua carteira com documentos e então voltou ao bar como se nada tivesse acontecido. Voxel deixou o envelope lacrado numa caixa de correio comunitária, onde os carteiros passavam e pegavam as cartas e encomendas que os moradores deixavam. Na manhã seguinte Arthur se arrumou, pegou a gravação da noite anterior e foi ao DP. Ao falar com um policial, Arthur ficou esperando para falar com o Sr. Barnes e mostrar a filmagem. - Sr. Voxel, pode vim comigo. -Capitão Barnes estava em pé perto de Arthur que estava sentado numa cadeira enquanto conversava com o policial que havia atendido ele. - E você, volte ao trabalho. Arthur seguiu o homem até sua sala, onde fechou a porta e se sentou em seguida. - Então meu jovem, o que te trás aqui? -Capitão era totalmente diferente com um civil só que com um policial ou detetive. - Sr. eu queria registrar uma queixa de ameaça. Eu tenho vídeo da câmera de segurança do lugar onde eu trabalho aqui comigo. -Arthur parecia tão sério e tão inocente - Me deixe ver. -Barnes estende a mão e pega o pen drive que Arthur segurava Ambos assistiram a filmagem do pen drive e num momento específico que Edward olhou para a câmera, Barnes pausou e o vídeo e deu zoom. Dava para ver nitidamente quem era a pessoa na filmagem - Esse é Edward Roberts? Este homem deveria estar preso mas policiais corruptos soltaram ele por dinheiro. Obrigado por ter vindo aqui Sr. Voxel, agora temos uma prova pra colocar esse desgraçado atrás das grades. Peço que o Sr. aguarde só mais um pouco que vamos registrar sua ocorrência de ameaça, iremos atrás dessa mulher que ele agrediu e levaremos ele preso, te dou minha palavra. -Barnes agradeceu Arthur várias vezes por ajudar ele a tirar um vagabundo das ruas. - Capitão desculpa atrapalhar mas tenho duas notícias pro senhor, uma boa e uma r**m. - Arthur conhecia bem aquela voz, era da detetive que estava cada vez mais presente nos seus dias - Srta. Spiazzi entra, estava aqui com o Sr. Voxel. Sr. Voxel essa é a detetive Spiazzi, Spiazzi esse é o Sr. Voxel. Ele veio prestar queixas sabe contra quem? Edward Roberts, agora temos provas para prender ele. - Já nos conhecemos Sr., ele é foi a pessoa ameaçada por Matthew mas eu já pedi as devidas desculpas. Bom dia, Sr. Voxel. - Bom dia detetive. -a troca de olhares intensos entre os dois deixava um clima pesado no ar que até o Capitão Barnes notou - Já que vocês se conhecem e você também foi vítima de ameaça de um dos meus Detetives, peço perdão em nome do DP de Smoorenburg. Mas então Spiazzi, o que tem pra mim? - Senhor, encontramos o Sr. Edward. - foi a única frase que a detetive falou antes de ser interrompida por Barnes super animado - Onde ele está? Eu mesmo quero prender aquele miserável. -era perceptível a animação e o entusiasmo do capitão naquele momento - Então senhor como eu disse, tenho uma notícia boa e outra r**m. A boa é que encontramos Edward Roberts e a r**m, é que ele está morto. -depois de completar a frase, a detetive ficou em silêncio somente analisando a expressão do capitão mudar de entusiasmo para confuso. - Morto? Você tem certeza que é ele? -a ficha de Barnes ainda não havia caído, ele estava atordoado pois a pessoa que ele mais tinha prestígio em colocar na cadeia estava morto Spiazzi esticou o envelope para o mesmo que rapidamente puxou o papel que estava dentro do envelope, junto de algumas fotos. - Aquele maldito assassino encontrou ele antes de nós novamente. d***a, d***a, d***a. - Barnes estava irritado, Arthur mantinha o rosto pleno como se ele gostasse daquela situação. - Sr. Voxel, o senhor pode esperar do lado de fora por favor? Preciso conversar com o Capitão. -a voz de Mariah era confortante e calma, Arthur concorda com a cabeça e sai da sala, logo após ele sair, Mariah fecha a porta e senta para falar com o Sr. Barnes que estava irritado Depois de uns 15 minutos longos de conversa, Mariah sai da sala do Capitão e vai conversar com Arthur. - Sinto muito que poderemos prender o cara que te ameaçou mas alguém fez ele pagar com a vida todos os atos horríveis que ele fez. - Irão pegar a pessoa que matou ele? - Iremos fazer de tudo e uma hora iremos pegar quem fez isso, a justiça será feita, eu lhe prometo Sr. Voxel. -Mariah dizia tudo sem olhar diretamente nos olhos de Arthur pois ele olhava para ela com intensidade e deixava a detetive sem  reação - Eu acredito que irá, detetive. Então, eu não tenho mais o que fazer aqui, foi bom te ver detetive e foi bom falar com você também, bom trabalho pra vocês. - Arthur diz para o policial com quem conversava e com Mariah que parecia boba com os olhares de Arthur, que parecia gostar dos efeitos que provocava na morena Depois que Mariah saiu do transe percebeu na m***a que ela estava enroscada. Um assassino para ser preso e ela com a cabeça em Arthur. Foi ali, naquele momento que tudo começou a desabar e Arthur e Mariah não sabiam toda a confusão que estava por vir.
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