Ai estava a confirmação que os detetives precisavam, era ele e tinha duas testemunhas oculares do suspeito, tempos antes do acontecimento. Mariah e Matthew vibraram internamente pois estava tudo se encaixando, eles estavam no caminho certo para chegar no autor do crime.
Eles anotam as informações que Raphael passou sobre o tal senhor que foi apresentado como Joseph, Mariah anotava tudo em um pequeno bloco de notas. Aquelas informações seriam importantes para a localização do culpado. Com as informações anotadas, os detetives Scott e Spiazzi vão para o DP de Smoorenburg, onde estavam ansiosos para terminar com aquele caso.
- Spiazzi, leva essas fotos para o Lucca O'nell do DHPP e pede ele para tentar identificar esse senhor por favor. Preciso conversar com o Capitão, dizer que encontramos o suspeito.
O detetive Scott entrega a pasta para Mariah e sai em direção a sala do Capitão Barnes. Spiazzi analisa as fotos novamente e segue para o DHPP (departamento de homicídios e p******o à pessoas). Lucca era um gênio da computação, tinha 20 anos e foi contratado pelo governo da Alemanha após rackear documentos do segredo que somente o governo tinha de acesso, somente para mostrar que ele era capaz. Então quem melhor para criar uma segurança para o governo, se não um racker?
- Lucca, não é? O detetive Scott pediu para que eu trouxesse essas fotos para você e pediu para que você localize e identifique esse senhor por favor.
Srta Spiazzi diz colocando uma pastas na mesa do garoto que afirmou que em minutos iria conseguir tudo que precisávamos. Mariah deixou com que o garoto fizesse seu trabalho e foi tomar um pouco de café, afinal ela merecia após aquela manhã um tanto quanto interessante.
Dez minutos depois de ter feito Lucca fazer seu trabalho, o jovem aparece eufórico perto de Mariah e Matthew que falavam sobre como abordar o suspeito, era afinal um idoso e não pode chegar com violência, mesmo que aquele idoso tenha cometido um crime.
- Detetives me desculpa interromper, mas preciso que vejam isso.
O'nell estava visivelmente assustado e então Scott e Spiazzi caminham rapidamente a sua mesa.
- O senhor da foto, nunca foi visto em nenhum lugar antes, era como se ele não existisse. Nenhuma câmera de toda a cidade flagrou ele, última aparição foi deixando uma coisa na caixa de correio da polícia. Não tem registros de nome e nada mais que ligue ele a ninguém. Esse senhor não existe.
Lucca diz refazendo sua pesquisa na frente dos dois detetives. Matthew ficou irritado da um soco na mesa, fazendo com que todos olhassem para ele que estava visivelmente irritado.
- Maldito. Ele não vai dá nenhuma brecha? É impossível que ele tenha nos enganado assim.
Matthew estava irritado e isso era muito nítido. Ele respira fundo algumas vezes e ajeita o cabelo com a mão.
- Lucca amplia essa foto e manda para a mídia. Diz que um homem usou essa máscara de idoso ou sei lá o que é essa porcaria na cara dele, para cometer um crime, diz também que qualquer informação relevante pode ter uma recompensa em dinheiro. Eu não vou deixar esse desgraçado brincar assim.
Detetive Matthew termina de falar e sai novamente irritado. Mariah coloca a mão no ombro do jovem Lucca que parecia assustado com a reação do detetive, mas ele entende a gravidade do caso quando Mariah lhe explica o porque daquele estresse.
Na sala de Barnes, Sr Scott anda de um lado para o outro enquanto ouve Spiazzi contando tudo sobre o caso para o capitão.
- Scott sente-se, você está me deixando irritado. Continue Spiazzi.
Após contar tudo, ambos saíram da sala de Barnes. Matthew sai andando para o lado de fora do DP Mariah o segue.
- Você tá maluco Matt? Oferecer uma recompensa? A polícia não pode fazer isso, quem vai pagar por isso se alguém tiver alguma informação?
Mariah estava irritada com a atitude de Matthew. Ele parecia explosivo e ignorante quando não conseguia algo.
- Não importa, eu pago, mas eu quero saber quem é o desgraçado que acha que pode brincar com a polícia assim.
- Olha, eu não vou trabalhar com você se continuar assim. Vou me dá a honra de falar com o Capitão Barnes para me retirar do caso se você tomar outra atitude sem pensar nas consequências.
Mariah diz firme, olhando nos olhos de Matthew que percebeu naquele momento que ele podia estar perdendo uma ótima colega de trabalho por conta de sua ignorância e arrogância. Mariah assumiria um risco de deixar um dos maiores casos da sua vida por ignorância de Matthew Scott, ela detestava trabalhar com pessoas explosivas, pois essas pessoas colocavam toda uma investigação em risco por coisas boba.
Naquele momento, Matthew cuspia fogo de tanta raiva, então a detetive Spiazzi se vira e sai antes que ele pudesse responder algo.
Voltando para sua mesa ainda desorganizada, Mariah começa a arrumar tudo em seu devido lugar, mas se perdeu por alguns segundos, lembrando dos olhos do atendente do bar naquela manhã. Era tão estranho, mas ao mesmo tempo tão interessante o brilho e a profundidade que Arthur carregava em seu olhar.
Após termina de arrumar todas aquelas pastas e papéis em sua mesa, Mariah resolveu sair para comer e ligar para sua mãe. Afinal ela receberia uma bronca caso não ligasse hora nenhuma do dia. Depois de seu lanche em uma lanchonete nova no fim da rua e uma conversa breve com sua mãe, Mariah decide voltar ao DP e é surpreendida pelo detetive Scott que esperava por ela em sua mesa. Mariah respira fundo antes de caminhar até sua mesa, Matt estava batendo os dedos na madeira da mesa inquieto.
Ele parecia um pouco animado, o que fez um enorme ponte de interrogação aparecer no rosto de Mariah. O que será que esta acontecendo? Tinha algo errado ali.
- Eu disse que minha ideia daria certo. Um morador de rua disse ter visto aquele "senhor" entrando no túnel que fica em baixo da rodovia principal. Ele disse não ter visto o rosto da pessoa quando saiu de lá, mas era um homem de no máximo 30 anos. Estamos no caminho certo Mariah, vamos pegá-lo. Você confia em mim ainda né?
O entusiasmo e o sorriso do Detetive era notável de longe. Ambos foram para o local descrito pela testemunha e acharam pedaços de pele falsa no chão. Scott juntou todos os pedaços em um saco transparente para levar a perícia. Ali podia ter algum traço de DNA que levassem eles ao assassino.
De volta ao DP, Matthew e Mariah vão até a perícia para pedir um exame para identificar então quem era o verdadeiro culpado. Depois de algumas horas esperando, o resultado enfim saiu. O chefe daquela área parecia chocado com a situação.
- Eu não tenho boas notícias. O DNA encontrado é da vítima, não tem nada além de impressões digitais, suor e gotículas de saliva da vítima.
E lá estavam de novo na estação zero. Mariah não acreditava que foram enganados novamente. Parecia algo tão absurdo, digno de um roteiro de filme. Matthew andava de uma lado para o outro, pensando o quão impossível aquilo poderia ser. Parte dele estava totalmente estressado, tentando entender qual era o jogo, mas parte dele estava receoso. Não era um criminoso qualquer, não é um dos criminosos que a Policia prende toda semana, aquele ali era diferente.
Ele sabia o que estava fazendo, ele estava jogando como Departamento de Policia, e não só com os detetives daquele caso. Aquilo o deixava temeroso pois não sabia o que poderia acontecer, era algo completamente diferente de tudo que ele viu na sua vida.
- O que eu acho, é que colocaram isso lá propositalmente para fazer com que vocês perdessem tempo com pistas falsas.
O policial forense diz olhando para os dois detetives que não tinham mais nenhuma pista para seguir. Todos os três ficam em silêncio até que um dos policiais pedem licença e entra na sala
- Detetives, isto acabou de chegar e acho que vai interessar a vocês.
Matthew toma o envelope pardo das mãos do policial e abre, lá estava um bilhete com o mesmo formato do que havia chegado aquela manhã, mas sua mensagem não era dizendo endereço ou nada do tipo, só tinha poucas palavras nele.
"Olá detetives, espero que não estejam tão zangados comigo pelas pistas falsas. Garanto que já devo ter achado elas e estão se perguntando "o que esse desgraçado pensa que está fazendo?" E eu vou dizer a vocês.
Estou tirando as peças ruíns das ruas. Fazendo a limpa que vocês deveriam fazer. Não fiquem bravos por não conseguir de primeira, quem sabe vocês não conseguem das próximas vezes. Eu ainda estarei aqui esperando que me peguem. "
A forma que aquele bilhete era abusado em tantos níveis, irritava não só Matthew Scott, como toda a polícia da cidade, pois fica parecendo que não são competentes o suficiente para encontrarem ele. Como se ele pudesse seguir punindo quem ele acha que deve, pois a polícia não consegue nem ter ideia de quem ele é.
Aquele jogo de caçar só estava começando, a polícia estava em um labirinto completamente vendados e com risco de todas as pistas que vão encontrar serem falsas. Aquela noite selava o inicio de todo um trabalho policial de monitoramento, procura e investigação.
O foco era descobrir quem era O assassino de Smoorenburg.