Momentos difíceis

1068 Words
Camila Fernandez Entrei no banho, e comecei a me preocupar. Por mais que o banho deveria estar me tranquilizando, não está ajudando a melhorar a minha cabeça! Esse homem c***l acabou de ameaçar a minha mãezinha, e não posso deixar que ele a faça m*l, então terei que me casar com ele! Mas... e o Augusto? Todo o amor que eu sinto por ele? E se ele vier atrás de mim, ainda seria pior, pois o tal Dom, certamente o mataria, e eu também não viveria mais tranquila dessa forma. O que será que está acontecendo lá? A tarde será o horário do meu casamento, e não posso acreditar que me preparei tanto para esse dia, pensando que seria o dia mais feliz da minha vida, e agora estou prestes a entrar no meu próprio funeral, pois esse homem está me matando por dentro! Arrancando todos os meus sonhos com as mãos, achando que é dono do meu destino! Agora não tenho mais vida, e nem escolhas! Nunca terei a minha tão sonhada primeira vez com o Augusto, e me arrependo de não ter me entregado, pelo menos eu levaria comigo algo a mais dele, e não o tiraria nunca da minha cabeça, pois acredito que do coração será impossível. Deixo todas as lágrimas saírem e irem embora junto com aquela água. Dizem que chorar faz bem, não é? A porta do banheiro abriu, e nem me importei com mais nada, deve ser a mesma senhora, com as minhas coisas. Terminei de enxaguar os meus cabelos castanhos no chuveiro, enquanto a água que saia do chuveiro caia sobre o meu rosto. Tirei o excesso da água, e fui em direção da mulher para pegar a toalha, pois já fazia mais de uma hora que eu estava ali, com certeza. Mas, levei um susto enorme, com a imagem grande e prepotente do Dom, que me olhava sem nenhum pudor. — Que isso? Ficou maluco? Como ousa me olhar eu estando sem roupas? — falei puxando a toalha da sua mão com força e o mais rápido que pude me cobri como deu. — Não se preocupe que daqui a duas horas, eu já estarei olhando e pegando em tudo o que eu quiser, e você não vai poder fazer nada! — disse com um sorriso no canto da boca, e agora seria a última oportunidade de convencer o próprio demônio, que eu não seria a mais indicada para morar no inferno. — Me deixa, ir! Por favor? Eu tenho uma vida! Já te falei que iria me casar hoje a tarde! O Augusto vai ficar me esperando! — Calada, garota! Desse jeito você me irrita! Você não tem mais escolha! E não se preocupe que a p**a da sua irmã, vai fazer o trabalho direitinho! — falou rindo da minha cara, e as lágrimas voltaram a cair. — Como assim? Você está mentindo! A minha mãe e o Augusto nunca me trocariam por ela! — falei não conseguindo impedir as lágrimas de caírem, que raiva! Ele fica rindo de mim! — Talvez não trocariam mesmo, mas eles pensam que é você, então está tudo certo! Olha! — Me mostrou um mini vídeo de alguns segundos, que eu quase me engasguei com o próprio choro ao ver. Tinha o Augusto, dentro da minha casa, com aquela moça que dizem ser a minha irmã, agarrada no pescoço dele aos beijos, e eles eram de longe, muito mais intensos do que os nossos eram, o que me faz pensar que talvez o Augusto goste mais dela do que de mim, mesmo! E se chegar a descobrir, prefira ela, do que a mim. Eu não quis mais ver, e precisei sentar no vaso para me acalmar. Estava toda desajeitada, com apenas uma toalha enrolada no corpo, com o rosto inchado de tanto chorar, e abraçada aos meus joelhos, os meus cabelos sem pentear, e caindo desajeitados pelos meus ombros, a minha vida tinha acabado de perder o sentido, e senti vontade de morrer. Senti o meu corpo ser erguido dali, e eu queria muito matar aquele Dom de uma figa, mas no momento eu não consegui fazer nada, eu estava tão desanimada, que deixei que fizesse o que queria comigo. Ele me levou na cama, e me entregou uma roupa: — Olha! Eu vim trazer a sua roupa, na verdade! Pare de chorar! Aquele cara não presta! Eu já ouvi falar dele na máfia, e pelo o que eu sei, ele está jurado de morte na própria máfia aonde cresceu, por roubo! — disse ele, e não acredito, que ele seja tão baixo, a ficar criando mentiras desse tipo para me tirar do foco, querendo me fazer esquecer o meu Augusto. — Já chega! Você não deve se garantir, pelo jeito! Precisa ficar inventando mentiras para se safar das merdas que faz! — eu m*l terminei de falar, e senti o meu queixo sendo segurado com força, por ele, e um olhar matador sobre mim, acho que falei demais. — Escuta aqui, garota! Estou pouco me fodendo com o que você acha, ou deixa de achar! Cazzo! Quero você pronta em meia hora, que já tem muita gente esperando! E se não vier, já sabe pra onde eu vou ligar! — disse soltando o meu rosto com raiva, e saindo do quarto enfurecido. Fiquei pasma sentada na cama, e acho que esse homem é capaz de muita coisa, não devo ficar desafiando ele, mas eu não me aguento, e acabo a falar o que penso. Ele pelo visto vai querer me bater e estuprar, assim como a minha mãe me falou uma vez, sobre esses mafiosos, eu estou muito ferrada. A senhora de antes, entrou no quarto, e tentou me acalmar: — Não chore, menina! O Dom Pablo, não é como você pensa, ele tem um bom coração! Ele fica agindo assim, por se sentir ameaçado, ou desafiado, mas se você o tratar bem, ele vai te tratar bem também! — pegou uma maleta que parecia ser maquiagem. — Ele é muito c***l! Nunca vai me deixar voltar para a minha casa! A minha vida acabou aqui! — falei, desanimada ainda chorando. — Venha, senhora! Vou te ajudar, pois não poderá atrasar mais, já está toda a máfia italiana no salão, e só falta a senhora! — ela falou delicadamente, e começou a me arrumar. Pelo visto não há mais saída pra mim...
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