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MT NARRANDO Olhei pro quarto e a primeira coisa que vi foi o moleque — meu filho — deitadinho ali no meio da cama, dormindo daquele jeito que só recém-nascido dorme, todo mole, com a boquinha aberta e o peito subindo devagar. Meu sangue ferveu na hora. A Manu ali, mexendo nas roupinhas dele, e a mãe dela junto. Encostei na porta e soltei: — Tu vai embora com meu filho? É isso mesmo que eu ouvi? As duas viraram na hora. A Flávia nem disfarçou. Me encarou como se eu fosse um invasor. A Manu arregalou os olhos e segurou o queixo firme, como quem já tava esperando por isso. A Flávia passou a mão na testa, respirou fundo e falou: — Tô saindo. Isso aí é entre vocês. E saiu, fechando a porta devagar, mas com força o bastante pra me irritar ainda mais. Caminhei até a cama com o peito explo

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