189

1353 Words

MT Narrando Saí daquela casa cuspindo fumaça pela alma. Cada passo que eu dava parecia um chute na minha própria costela. A cabeça rodando, o sangue fervendo, e o coração… o coração parecia uma bomba-relógio prestes a explodir. Eu precisava de uma coisa só: o meu filho. Era ele que me mantinha em pé agora. Só ele. Entrei no carro com a arma ainda na cintura e o gosto amargo da decepção entalado na garganta. Liguei o motor e desci o morro em direção à casa da mãe da Manuelle. A noite já tava virando dia, céu começando a clarear e eu ali… com o demônio sentado no banco do carona. Parei na frente da casa da dona Flávia, buzinei uma vez e desci. Andei até o portão e bati. Forte. Sem paciência. Sem freio. — Dona Flávia! — chamei, batendo mais forte. — Ô dona Flávia, sou eu, o Caio! Demoro

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD