Parei o carro numa vaga boa, já na sombra, e desliguei o motor. Desci junto com ela, dei a volta e abri a porta do carona. Sem esperar muito, estendi os braços e peguei o Cauã no colo, sentindo o peso gostoso dele contra o meu peito. Com a outra mão, puxei a bolsa dele do banco e joguei no ombro. — Já? — ela perguntou rindo, ajeitando o vestido enquanto me olhava. — E, pô… tô desde ontem sem pegar ele, né? — respondi, olhando pro moleque que já me encarava com aquele olho curioso, como se entendesse tudo. Ela sorriu e balançou a cabeça. — Aqui no shopping tem carrinho próprio, vamos alugar. Assim a gente anda tranquilo. — Não precisa não, loura… eu seguro ele — falei firme, começando a andar. — Precisa sim — ela rebateu, cruzando os braços enquanto andava do meu lado — se não a gente

