Juliana Narrando Assim que entrei no carro, ele nem esperou eu colocar o cinto direito. Puxou meu rosto pela nuca e me beijou de novo, lento dessa vez, como se tivesse todo o tempo do mundo. — Você fica ainda mais linda à noite — ele murmurou contra meus lábios. Eu sorri, passando a mão pelo peito dele antes de finalmente colocar o cinto. No caminho, enquanto dirigia pela orla iluminada, ele comentou: — Um amigo meu inaugurou um restaurante oriental hoje. Quer conhecer? Olhei pra ele de lado. — Eu gosto, mas só de sushi. Ele assentiu com a cabeça. — Então já é meio caminho andado. Fomos conversando leve, rindo de coisas bobas. Quando estamos juntos, tudo parece simples. O restaurante ficava numa rua charmosa, discreto por fora, mas por dentro, um espetáculo. Logo na entrada já

