Juliana Narrando Acordei e fiquei deitada olhando pro teto. Não tinha despertador tocando, não tinha hora marcada pra sair correndo. Trabalhar é bom, dá sensação de independência, mas vou confessar, é melhor ainda ficar assim, sem fazer nada, sem hora pra levantar, só curtindo o silêncio da manhã. Rolei pro lado, abracei o travesseiro e fiquei pensando no dia de ontem, meu Deus. Que homem. Mas quando virei o rosto pro quarto. — Santo Deus. Que bagunça. Roupa na cadeira, bolsa jogada no chão, sandália fora do lugar. Suspirei. — Não dá pra viver assim não, Juliana. Levantei, fui direto pro banheiro. Escovei os dentes ainda meio sonolenta, prendi o cabelo num coque alto e lavei o rosto pra acordar de vez. Fiz só um café preto, forte, daqueles que desperta até pensamento escondido. S

