Paola Narrando Depois de tudo, depois da humilhação pública, do Nathan olhar na minha cara e dizer que o lugar daquela vagabünda era no coração dele, no coração, aquilo ficou martelando na minha cabeça como um prego sendo cravado devagar. O coração, o lugar que deveria ter sido, Mas nunca foi meu. Aquilo me queimou por dentro. Não era só traição. Era substituição. Desci para a recepção do hotel ainda tremendo de ódio. — Eu quero os dados dela — falei direto. A recepcionista me olhou assustada. — Senhora, nós não podemos fornecer informações de hóspedes. — Hóspedes? — eu ri sem humor. — A prostituta que está saindo com o meu marido. Quero nome, documento, endereço. — Não temos essa informação. Eu não sei do que a senhora está falando. Senti meu sangue ferver. — Como não têm? Com

