Sombra Narrando A gente chegou no condomínio e eu estacionei o carro ainda com a cabeça trabalhando a mil. Aquela pörra daquele carro me seguindo não tinha sido coincidência, eu tenho faro pra essas coisas. Mas quando olhei pro lado e vi a Juliana sorrindo, segurando a foto do ultrassom como se fosse o maior tesouro do mundo, eu engoli tudo. Ela já tá passando barra demais. Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que problema meu eu resolvo sozinho. Não jogo peso nas costas de quem eu amo. Descemos do carro e subimos direto pra cobertura. No elevador ela ficou olhando a imagem do nosso filho de novo, os olhos brilhando daquele jeito que desmonta qualquer um. — Olha isso, Nathan. — ela falou baixinho, toda emocionada. — Nosso bebê é tão pequenininho. Eu sorri de canto. — Ainda

