AMANHECER

1339 Words

Acordei devagar, ainda abraçada ao Murilo. O quarto estava silencioso, só o som da respiração dele enchia o espaço. Minha pele ainda estava sensível, cada toque da noite passada queimava na memória. Virei de lado para encarar ele. Parecia tão diferente dormindo… menos “Naipe” e mais Murilo. Só meu. Quando mexi a perna, senti uma dorzinha leve que me arrancou um suspiro. Ele abriu os olhos devagar, como se tivesse percebido. — Tá doendo? — a voz dele saiu rouca, carregada de preocupação. Sorri de canto, tentando tranquilizá-lo. — Um pouquinho... mas é normal, né? Foi a primeira vez. Ele passou a mão grande e quente pelo meu rosto, afastando uma mecha do meu cabelo. O olhar sério dele me prendia, como se quisesse ler cada detalhe em mim. — Eu fiquei com medo de ter sido duro demais. Nã

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